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domingo, 14 de dezembro de 2014

Diferenças econômicas no caminho de um acordo na reunião do clima



Presidente da Bolívia, Evo Morales


Fonte: Elpaís


Quem dará mais dinheiro, quando e como, são as perguntas centrais da reunião sobre o clima realizada em Lima (Peru) e que se aproxima do fim sem um início de acordo. A luta contra a mudança climática já se transformou, como quase tudo, em um tema econômico que divide e coloca frente a frente os países ricos e os pobres. A ajuda que os países desenvolvidos prometeram dar aos países pobres pela maior responsabilidade daqueles na mudança climática - o chamado Fundo Verde - ainda estão longe se ser cumprida. Os 10 bilhões de dólares (25,9 bilhões de reais) apalavrados até agora são apenas 10% do objetivo prometido de 100 bilhões de dólares (259,5 bilhões de reais) anuais a partir de 2020.
Os participantes e os pontos-chave
G-20: Os países industrializados, principais emissores dos gases do efeito estufa. Alguns deles já doaram fundos de ajuda para os países em vias de desenvolvimento.
Like Minded Development Countries (LMDC, conhecidos como like minded): China, Bangladesh, Índia, Malásia, Paquistão, Argentina, Bolívia e Venezuela, entre outros. Mantêm importantes reservas de combustível fóssil e uma posição crítica contra os países desenvolvidos. Representam aproximadamente 50% da população mundial.
Aliança de Pequenos Países Insulares (AOSIS): São os mais expostos aos efeitos da mudança climática e pedem na reunião medidas urgentes para garantir sua sobrevivência.
Associação Independiente de América Latina e Caribe (AILAC): Pretendem reduzir a zero suas emissões poluentes em 2050. Inclui a Costa Rica, Panamá, Guatemala, Colômbia, Chile e Peru.
Diferentes visões de um mesmo problema:
Alguns países consideram que é prioritário o investimento na mitigação ou redução de emissões poluentes para diminuir o custo e o dano a longo prazo. Para essas nações, incluindo a UE, a adaptação dos países aos efeitos da mudança climática é um assunto do qual cada Governo deve tomar conta.
Os países e as comunidades gravemente afetados pelos efeitos adversos do aquecimento global afirmam, pelo contrário, que as ajudas devem ser destinadas para a adaptação, ou seja, para contribuir com a redução do dano imediato.
A secretária executiva da Convenção Marcos da Mudança Climática, Christiana Figueres, apoia a necessidade de um imposto para a produção de carbono (carbono fee), que possa ser medido e transparente.
Think tanks e centros de pesquisa da Ásia, Europa e EUA asseguram que não é possível combater as emissões se a pobreza não for combatida.
Depois de escutar a ciência, assumiu-se que era a hora da política, mas o ar de otimismo com o qual a reunião em Lima foi encarada se dilui com o passar dos dias. O debates econômico freou o impulso dado para a reunião com o anúncio dos EUA e da China, os dois países mais poluidores do mundo, de que irão reduzir suas emissões. "Precisamos definir o caminho para conseguir os 100 bilhões de dólares. Faço um pedido para os países desenvolvidos para cumprir e superar esse objetivo", disse o secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon, na sua chegada a COP.
Em Lima, ninguém quer repetir o estrondoso fracasso das últimas conferências sobre o clima, mas até agora não se vê saída entre as posições desencontradas entre uns e outros. "Os desenvolvidos são os principais responsáveis pela mudança climática. Os países em vias de desenvolvimento servimos de pretexto para que os grandes continuem fazendo o mesmo desde que esse simulacro de negociação foi instaurado. Não existe diálogo entre iguais, é um monólogo fracassado", acusou o presidente da Bolívia, Evo Morales, em um feroz discurso diante do plenário da reunião.
A maioria dos líderes políticos se afastam das palavras do presidente boliviano ao recorrer, em seus discursos, à "esperança" de retomar com sucesso as negociações, mas as palavras de Morales mostram uma situação que ninguém já se atreve a esconder. "Os países em vias de desenvolvimento não aceitarão um acordo que não inclua de que forma os países ricos cumprirão com a promessa dos 100 bilhões de dólares. Os países desenvolvidos, pelo seu lado, fazem pressão para apagar qualquer referência no texto final que os comprometa a dar ajuda financeira aos pobres", explica Oxfam em um comunicado.
As organizações não governamentais já fizeram suas próprias contas e colocam o dinheiro em perspectiva. Os subsídios internacionais para a produção de combustíveis fósseis (petróleo, gás e carvão) são de 600 bilhões de dólares (1,55 trilhões de reais) por ano, seis vezes mais do que o prometido para o Fundo Verde. Para Santiago Lorenzo, líder do programa de finanças verdes da WWF, cumprir o objetivo dos 100 bilhões de dólares "melhoraria o ânimo" das conversas entre os países, mas reconhece que trata-se de uma contribuição mínima diante das verdadeiras necessidades do planeta. Não se duvida da afirmação de que se o aquecimento global superar os dois graus as consequências serão catastróficas, assim como a de que os países pobres são os mais vulneráveis aos efeitos do dano já causado. O problema é como e quem vai pagar a fatura.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Biodiesel de óleo de cozinha



Biodiesel de óleo de cozinha é tema do Conexão Ciência


04/12/2014
O mundo caminha para tornar cada vez mais viável a reutilização de materiais como o óleo de cozinha, que depois de usado, pode ser transformado em biodiesel. Essa foi a conclusão da entrevista do pesquisador da Embrapa Agroenergia Rossano Gambetta ao programa Conexão Ciência, produzido pela Embrapa e a TV NBR.
O descarte incorreto do óleo acarreta problemas para as companhias de tratamento de água. Quando despejado seguidamente nos ralos, ele cria uma espécie de "crosta de gordura" nas tubulações, causando entupimento e atraindo ratos e baratas. Além disso, essa mesma gordura pode contaminar os mananciais e encarecer o tratamento de água.
No Distrito Federal, uma usina para transformar em biodiesel o óleo de fritura está sendo instalada pela Embrapa Agroenergia e Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), com recursos da Agência Brasileira de Inovação (Finep).
Chamada de Projeto Biofrito, essa ação tem o objetivo reduzir o volume de óleo despejado nas redes de esgoto, diminuindo o custo de tratamento de água da capital federal. A usina terá capacidade de produzir até 1.000 litros de biodiesel por dia.
Na entrevista ao Conexão Ciência, Gambetta, que é líder do projeto, pontuou os desafios enfrentados e também os benefícios do aproveitamento do óleo. Um dos maiores desafios é conseguir a adesão da população. Por isso, foi criado o projeto M.O.V.E.R. - Meu Óleo Vira Energia Renovável, ação desenvolvida em parceria entre a Embrapa Agroenergia, a Caesb e a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio).
O intuito é estabelecer, no Distrito Federal, uma cultura de conscientização que mobilize as pessoas com relação ao óleo usado na cozinha. O projeto consolidado neste ano já percorreu feiras, exposições e escolas, com o objetivo de mostrar para a sociedade o potencial desse material na produção de biocombustível.
Atualmente, a Caesb já dispõe de postos para coleta para do óleo e em conjunto, a Embrapa Agroenergia e Ubrabio continuam ministrando palestras, principalmente em escolas, mostrando em tempo real para crianças e adultos a transformação do resíduo em biodiesel. "Uma criança motivada ajuda a motivar uma família inteira", diz Gambetta.
Fonte: Embrapa

sábado, 16 de agosto de 2014



Etiqueta de eficiência energética passa a ser obrigatória em reformas e novas obras de edifícios públicos federais
Fonte: Infra Estrutura Urbana - 14.07.2014
Brasil - No dia 5 de junho, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) uma normativa que estende a obrigatoriedade da obtenção da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence) para edifícios públicos federais. De acordo com o texto IN02/2014, publicado pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, todas as edificações novas ou em processo de reformas deverão ser contratadas e desenvolvidas visando à obtenção da Ence classe "A".

A classificação das edificações pela etiqueta atribui valores de A a E, sendo "A" mais eficiente energeticamente e "E" menos eficiente. São avaliados os sistema de iluminação, de ar-condicionado e envoltória (paredes, cobertura e janelas). O edifício ainda pode ganhar pontos extras com a utilização de energia de fontes renováveis ou a reutilização de água da chuva.

Para os edifícios em construção, é exigido que se obtenha a Ence Geral de Projeto e, posteriormente, da Ence Geral de Edificação Construída classe "A". Já para edifícios em reforma, será obrigatória a apenas da Ence Geral de Edificação Construída classe "A".

No Brasil, 25 prédios públicos já possuem a Ence. De acordo com a normativa, estão dispensadas da obtenção da etiqueta as edificações com até 500 m² de área construída ou cujo valor da obra seja inferior ao Custo Unitário Básico da Construção Civil (CUB) atualizado.

A normativa entrará em vigor no prazo de 60 dias após a publicação no DOU. 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Itaipu iniciará geração de energia a partir do hidrogênio


Foz do Iguaçu vai ganhar a primeira planta para a produção experimental de hidrogênio do Paraná e a segunda da região Sul do País. A estrutura começou a ser construída no início do mês, em uma área de 2 mil metros quadrados, dentro do Parque Tecnológico Itaipu (PTI). A expectativa é que a produção comece até o final do ano.
O projeto é uma parceria da Itaipu Binacional, Eletrobras e a Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI) e foi desenvolvido com apoio do Centro Nacional de Referência em Energia do Hidrogênio (CENEH) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Além da planta experimental, a parceria com a Eletrobras (assinada em outubro de 2011) já viabilizou a instalação do Núcleo de Pesquisa em Hidrogênio (NUPHI), também no PTI. Pesquisadores e bolsistas foram contratados para atuar no centro.
O coordenador brasileiro da Comissão Interna de Conservação de Energia (Cice), engenheiro Marcelo Miguel, da Itaipu, disse que os estudos vão possibilitar, no futuro, que a binacional aproveite a energia que hoje deixa de ser gerada pela água excedente do reservatório para abastecer uma grande central de produção de hidrogênio.
O mesmo modelo de produção poderá ser adotado por outras hidrelétricas do País, abrindo a possibilidade de novas unidades de negócio para o setor elétrico. “Com o hidrogênio, Itaipu evitaria o desperdício de água pelo vertedouro, poderia elevar em até 6% a sua eficiência energética e se tornar referência dentro sistema Eletrobras para a aplicação dessa tecnologia”, disse.
Os estudos desenvolvidos pelo Núcleo de Pesquisa em Hidrogênio (NUPHI) poderão ser testados na futura planta experimental – que terá 180 metros quadrados de construção. O principal equipamento da unidade, chamado de eletrolisador, foi comprado por meio de concorrência internacional e está em processo de fabricação pela empresa italiana H2Nitidor.
O equipamento permite produzir hidrogênio por meio da eletrólise, ou seja, a separação dos elementos químicos da água (hidrogênio e oxigênio). O coordenador do Núcleo de Pesquisas em Hidrogênio (NUPHI), Ricardo José Ferracin, disse que o principal objetivo do centro é investigar o ciclo de vida do hidrogênio, envolvendo as etapas de produção, purificação, compressão, armazenamento, controle de qualidade, transporte e uso final em células a combustível e outras aplicações. Outra frente de pesquisa é a produção de hidrogênio a partir da criação de algas.
O centro também pretende promover a interação do hidrogênio com o Programa Veículo Elétrico (VE) – para abastecer com células de hidrogênio parte da frota de veículos elétricos de Itaipu. “O hidrogênio tem a perspectiva de se inserir na matriz energética [do Brasil] até 2050, sobretudo na área do transporte”, explicou Ferracin, que também é o responsável pela planta de produção
experimental.
Além da H2Nitidor e da Hytron, empresa spin-off (termo utilizado para descrever uma empresa que nasceu a partir de um grupo de pesquisa) da Unicamp, o centro já fechou parcerias com instituições como a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Universidade Nacional de Missiones (UNAM), da Argentina.
O hidrogênio é um elemento abundante na natureza, com alta densidade energética e isento do carbono – um dos responsáveis pelo chamado efeito estufa. Ou seja, trata-se de uma alternativa economicamente viável e ambientalmente correta. O potencial de aplicação é amplo. Armazenado em grandes cilindros, em forma de gás, ou em pequenas células de combustível, o hidrogênio pode gerar energia para abastecer residências e indústrias, veículos elétricos ou até mesmo ser utilizado como bateria de telefones
celulares.
Fonte: Itaipu

domingo, 14 de julho de 2013

Procel fez o país economizar 9 bilhões de quilowatts-hora de energia em 2012


Fonte: Diário de Pernambuco - 09.07.2013
Brasil - O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), criado em 1985 pelo governo federal e executado pela Eletrobras, obteve uma economia de energia para o país, no ano passado, de 9 bilhões de quilowatts-hora (kWh), de acordo com o Relatório de Resultados, divulgado pela estatal.

O gerente da Divisão de Planejamento e Fomento da Eletrobras, Emerson Salvador, disse que a economia representa 2% do consumo total brasileiro de energia elétrica durante 2012. “Para entender um pouco melhor o que isso representa, é o consumo anual de aproximadamente 5 milhões de residências brasileiras, durante um ano”, exemplificou.

O resultado registrado foi recorde da série da Eletrobras Procel e significou um aumento de 36% em termos de energia economizada em relação a 2011.

Salvador atribuiu o desempenho à série de ações desenvolvidas pelo programa que trabalham o conhecimento e a difusão da informação sobre hábitos eficientes. “A gente trabalha a mudança de comportamento e tem uma vertente mais tecnológica, de avaliar os produtos e conceder o Selo Procel Eletrobras aos mais eficientes, que gastam menos energia elétrica”.

A cada ano, a Eletrobras Procel vem intensificando a inclusão de novos equipamentos para avaliação e concessão do Selo de eficiência. Os primeiros produtos avaliados foram geladeiras e os motores elétricos usados nas indústrias. “Foi entrando uma série de equipamentos que hoje representam este resultado. O recorde expressivo é fruto desse trabalho”, declarou Salvador.

A Eletrobras Procel trabalha em parceria com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que é o órgão certificador brasileiro, e com associações de fabricantes, uma vez que a adesão ao Selo Procel Eletrobras é voluntária. A maioria das empresas, porém, entende que o selo é necessário, destacou Salvador. “A sociedade cobra isso, cobra sustentabilidade e baixo impacto ambiental. Tudo isso se traduz no Selo, que diz para o consumidor que aquele é o melhor equipamento que existe no mercado.”

Segundo o gerente da Divisão de Planejamento e Fomento, o Procel engloba atualmente 36 categorias de equipamentos que foram avaliados e receberam o Selo de eficiência energética no Brasil. ”Só no ano passado, 44 milhões de equipamentos foram vendidos no Brasil com o Selo Procel Eletrobras”.

Está no planejamento do programa a inclusão de mais equipamentos, entre os quais fornos micro-ondas e ferros de passar roupa. “A gente está trabalhando no nosso laboratório de pesquisa para que nos próximos anos eles sejam avaliados.” Também o chuveiro elétrico deverá ser analisado pela Eletrobras Procel. “O chuveiro elétrico é importante porque representa boa parte do consumo das residências, principalmente no inverno”, disse Salvador. “Está no rol dos nossos projetos futuros para poder estabelecer os parâmetros que a gente tem que avaliar. Os mais eficientes receberão o selo”.

Contabilizando os 25 anos de existência do Programa, a economia de energia elétrica atingiu 60 bilhões de kWh. O gerente ressaltou que grande parte da matriz energética nacional é limpa, sendo a maioria da produção feita por fonte hidráulica. Isso faz com que as emissões de gases poluentes não sejam elevadas. “Toda energia que não é gasta, ou seja, que é conservada, ela pode ser atrelada a um índice de emissão de gás carbônico evitada. No ano passado, foram 624 milhões de toneladas de gás carbônico que deixaram de ser emitidos na atmosfera”. Isso corresponde às emissões de mais de 200 mil veículos durante um ano.

Prefeitura começa instalação de lâmpadas de LED em postes de Santa Maria


Fonte: Diário de Santa Maria - 09.07.2013
Rio Grande do Sul - Algumas ruas de Santa Maria passarão a ser iluminadas com lâmpadas de LED a partir desta terça feira. Segundo o secretário de infraestrutura e serviço, Tubias Calil, cerca de 300 postes ganharão a nova tecnologia. Conforme os cálculos da secretaria, a medida pode gerar uma economia de 90% nos gastos com energia elétrica aos cofres públicos da cidade.

”A verba economizada será toda revertida para melhorias em Santa Maria e deve aliviar o bolso do consumidor, até porque este tipo de lâmpada dificilmente queima e praticamente não necessita de manutenção, além de a luminosidade ser melhor”, afirma o secretário.

As avenidas Presidente Vargas, Ângelo Bolson, Rio Branco, Valter Jobim e Fernando Ferrari e a Rua Do Acampamento serão as primeiras beneficiadas. Os trabalhos começam em frente ao Hospital de Caridade, ainda na tarde desta terça-feira.

Segundo o secretário, o investimento inicial é de R$ 420 mil. A ideia é que, até o final do ano, as lâmpadas possam ser instaladas em 600 postes.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Procel: Economia de energia chegou a 9,1 bi de kWh, ou 2% do consumo total, em 2012






Fonte: Portal Rio Capital da Energia -
Brasil - Os últimos resultados acumulados contabilizados pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) apontam que as iniciativas do programa foram responsáveis por uma economia de 9,1 bilhões de kWh em 2012, o equivalente ao consumo anual de 4,8 milhões de residências ou a 2% do consumo total de energia no Brasil naquele ano.

O gerente do Departamento de Projetos de Eficiência Energética da Eletrobras, Fernando Perrone, mostrou os dados ontem durante palestra no seminário “Eficiência energética: projetos, determinações e investimentos”, realizado hoje (19) pela Câmara de Comércio Americana (Amcham Rio). De 1986, quando o programa foi criado, até 2012, a economia atingiu, segundo ele, 60 bilhões de kWh.

Um dos principais focos do programa, segundo explica Perrone, são as edificações comerciais, residenciais e do setor público que, juntas, respondem por 47% do consumo de energia elétrica brasileiro.

O Procel Edifica está voltado exatamente para edificações públicas e privadas, com o objetivo de contribuir para a política pública de expansão de moradias e aplicação de conceitos de eficiência energética, inclusive em empreendimentos do Programa Minha Casa, Minha Vida.

Além disso, o programa desenvolveu com o Inmetro um selo para ser concedido a edificações novas e já existentes, que tenham como pré-requisitos áreas mínimas de 500 metros quadrados e tensão igual ou superior a 2,3 kV. Esse selo, inicialmente voluntário, já foi concedido a 51 edificações públicas e 1442 residenciais.

Para o setor industrial, que responde sozinho por 41% do consumo de energia elétrica no Brasil, há o Procel Indústria, que tem como um dos principais mecanismos a capacitação da universidade para efeito multiplicador de conhecimento, em trabalho realizado em parceria com entidades empresariais.

Há ainda programas como o Procel Sanear, para a área de saneamento e o Procel GEM (Gestão Energética Municipal), que abrange os 5.560 municípios do País, não diretamente, mas através dos parceiros. O programa também prossegue com suas iniciativas mais conhecidas da população, como o Selo Procel, para indicação ao consumidor de produtos que consomem menos energia elétrica e o Procel Educação, voltado para educação básica e fundamental.

Biblioteca do Estado conta com usina de energia solar




Fonte: Diário Democrático - 17.04.2013
Rio de Janeiro - A Biblioteca Pública do Rio (BPE), localizada na Avenida Presidente Vargas, já conta com uma usina de geração fotovoltaica que irá garantir a eficiência energética do novo espaço.

A Light finaliza agora a instalação de um dispositivo de proteção na entrada da unidade para que, na sequência, a interligação da usina com a rede passe por testes. De acordo com a companhia de energia, as simulações devem ser concluídas em maio deste ano.

Também estão sendo instalados seis inversores que irão compor os equipamentos necessários para a transformação da energia gerada para uso no sistema elétrico da BPE. O empreendimento verde já apresenta 162 placas de energia solar em estrutura fixada na cobertura. Moderna e sustentável, a biblioteca produzirá anualmente 51,5 MWh. As medidas adotadas contribuirão para uma redução de até 30% do consumo.

Pequenos negócios apostam em ações sustentáveis

 
 
 
Pequenos negócios apostam em ações sustentáveis

Fonte: Em Rôndonia.com - 15.04.2013
Brasília - Antes encarado com certo receio por parte do empresariado, o desenvolvimento sustentável é uma realidade e já faz parte das estratégias dos pequenos negócios. O assunto será debatido na terceira edição do Seminário Sebrae de Sustentabilidade, nesta segunda-feira (15), na sede do Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS), em Cuiabá (MT). O evento marcará o terceiro ano de atividades do CSS, referência nacional no tema, que tem como missão gerar e disseminar conhecimento, informações e práticas para o atendimento de micro e pequenas empresas em todo o país.

Praticar a sustentabilidade na empresa reduz custos e pode torná-la mais competitiva no mercado. O empreendimento que possui sua imagem vinculada à sustentabilidade geralmente conquista uma maior fatia no mercado, além de ter um retorno considerável de clientes, da simpatia da opinião pública e boa reputação. A marca tende a ser valorizada no mercado, ganhando mais credibilidade e confiança.

Segundo diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, o empresário deve vislumbrar a sustentabilidade como investimento e não como mais um gasto para a empresa. “As boas práticas sustentáveis aumentam a competitividade do negócio, promovem a imagem positiva da empresa junto aos seus clientes e ainda atraem uma gama de consumidores conscientes”.

Atento a essa temática, o Sebrae tem incentivado a sustentabilidade nos pequenos negócios, dentre outros seis pontos (inovação, qualidade, propriedade intelectual, Tecnologia da Informação e Comunicação, design, produtividade), por meio do programa Sebraetec, iniciativa que conta com orçamento de R$ 165 milhões ao ano.

Confira algumas ações sustentáveis que resultam em mais clientes e lucros:

Destine corretamente os resíduos sólidos de sua empresa

O primeiro passo é consultar a prefeitura de sua cidade para saber se há alguma cooperativa ou empresa que colete ou receba resíduos. Faça a separação do lixo seco (papel, plásticos, vidros, metais) e do lixo úmido ou orgânico (restos de alimentos, guardanapos engordurados, cascas de frutas), depositando-os em recipientes diferentes.

Energia solar é muito mais econômica

Um aquecedor solar gasta R$ 0,0035 por litro de água aquecida, enquanto um aquecedor de gás R$ 0,64 e um chuveiro elétrico R$ 0,89. Reduza custos de sua empresa, utilizando sistemas de aquecimento solar para alimentar chuveiros e torneiras de água quente.

Faça parceria com cooperativas de recicladores e doe seus resíduos recicláveis

Os resíduos recicláveis de sua empresa (papéis, plásticos, eletrônicos em desuso, etc) são materiais valiosos para cooperativas de recicladores. Torne-se parceiro dessas entidades em sua cidade e doe os resíduos gerados no dia a dia para elas. Dessa forma estará reduzindo o volume de resíduos na coleta, lixões e aterros sanitários e, ainda, vai apoiar a atividade produtiva e remunerada dos recicladores de resíduos, que fornecem tais materiais para as indústrias de reciclagem.

Envolva e capacite todos os colaboradores rumo à sustentabilidade

Para se tornar uma empresa sustentável é necessário envolver e capacitar todos os colaboradores na nova postura do mercado sustentável. Os resultados da redução de consumo de energia, água, transporte, embalagens, entre outros, só serão alcançados a partir da mudança comportamental e adoção de novas atitudes pelos integrantes da(s) equipe (s), no dia a dia da empresa.

Substitua lâmpadas incandescentes por lâmpadas econômicas fluorescentes

Lâmpadas econômicas fluorescentes podem durar até dez vezes mais do que as lâmpadas comuns incandescentes; chegam a economizar em torno de 65% dos custos mensais de energia elétrica de sua empresa, além de reduzir a produção e descarte de resíduos (lixo).

Prefira equipamentos com o Selo Procel Eletrobras

O Selo Procel Eletrobras de Economia de Energia é a principal referência para consumidores e empresários, na hora da comprar equipamentos e eletrodomésticos. Ele aponta os níveis de eficiência energética, de acordo com cada categoria, garantindo economia na sua conta de energia. O objetivo do programa é incentivar a fabricação e comercialização de produtos mais eficazes, visando ao desenvolvimento tecnológico nacional e a preservação do meio ambiente.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Desperdício zero


Brasil - Revista Galileu elenca campeões de consumo de energia e dá dicas de como economizar mais ainda após corte na conta de energia

Brasil – A revista Galileu deste mês traz uma reportagem chamando a atenção para a redução na conta de energia anunciada pela presidente Dilma Rousseff e de que forma podemos reduzir mais ainda o preço da conta no final do mês.

Elencando entre a iluminação doméstica, eletrodomésticos e gadgets, a reportagem faz um levantamento do consumo mensal de cada aparelho e dá dicas de maneiras de economizar, como é o exemplo do uso do computador, aparelho cada dia mais presente nos lares brasileiros. Se considerarmos o uso diário de oito horas do aparelho, durante 30 dias no mês, teremos o consumo de 48 kWh/mês ou, segundo cálculos da revista, um consumo de R$ 21,60.

Clique no link abaixo e leia a reportagem na íntegra
Revista_Galileu_desperdício_zero_01-02-2013.pdf