Nossos Visitantes

terça-feira, 28 de junho de 2011

Prefeitura do Rio transformará Babilônia em vitrine sustentável

Fonte: Razão Social - 21.06.2011

Rio de Janeiro - Localizado no alto da comunidade da Babilônia, no Leme, Zona Sul do Rio de Janeiro, o famoso Campinho, xodó dos moradores, vai estar de cara nova no ano que vem. Ele será alvo de uma das principais mudanças previstas num projeto que quer transformar a Babilônia e o Chapéu Mangueira em ícones de sustentabilidade até meados de 2012: o Morar Carioca Verde, da Secretaria municipal de Habitação. A promessa, é que, até a Rio+20, conferência internacional de meio ambiente que será realizada na cidade, o projeto esteja pronto. Ou seja, a prefeitura tem menos de um ano para implantar na comunidade inovações ousadas como moradias com captação de água da chuva, tijolo ecológico e aquecimento solar e dar um "up" na economia local, com a chegada de programas de microcrédito, ecoturismo e de uma horta orgânica e um horto comunitários, além da revitalização dos espaços de convivência. O local vai se tornar uma vitrine das favelas pacificadas para o mundo. Mas não há sequer previsão de que o projeto seja estendido às demais comunidades. E, lá mesmo na Babilônia e Chapéu Mangueira, moradores pedem mais participação no planejamento do projeto, já que é o cotidiano deles que será afetado diretamente.
Tivemos acesso a detalhes do Morar Carioca Verde com exclusividade, acompanhando uma visita do secretário de Habitação do município, Jorge Bittar, à comunidade. O Morar Carioca já existe desde 2010, prevendo melhorias nas comunidades cariocas, mas a Babilônia e o Chapéu Mangueira vão se tornar uma espécie de laboratório, onde serão testadas ações ambientais e sociais que já ganharam terreno em áreas carentes de outros países, como a Colômbia. No Brasil, as comunidades do Leme serão pioneiras. Por isso, lá o Morar Carioca incorporou o adjetivo Verde. Além da prefeitura do Rio, a Secretaria Estadual do Ambiente também vai apoiar o projeto, com a proposta de colocar em prática a ideia de UPP Verde. No setor privado, o apoio também é de peso. O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) firmou compromisso e já há seis empresas confirmadas: Philips, Itaú, Michelin, Bradesco, Goodyear e Furnas. E, para fechar, a ONU Habitat também é parceira no empreendimento.
Segundo Bittar, os investimentos do Morar Carioca já eram da ordem dos R$ 43 milhões. Com a entrada das inovações sustentáveis, haverá pelo menos mais R$ 10 milhões empenhados nas comunidades Babilônia e Chapéu Mangueira, sem contar com incentivos privados que estão sendo fechados.
- Até a Rio+20 teremos pelo menos 2/3 das obras concluídas. Queremos fazer das comunidades um grande laboratório, para sabermos a viabilidade técnica de um projeto como esse nas UPPs. Primeiramente, todas as casas terão saneamento. E outra mudança importante será a construção de uma via de acesso que ligará toda a comunidade, chegando até a sede da UPP.  Pela via será feita a coleta seletiva, por exemplo - explicou o secretário, apontando a via de acesso, que já está em obras.
Os desafios não serão poucos. Além do lixão da comunidade, onde há todo tipo de resíduo, há lixo espalhado em várias partes do morro. Além disso, a decisão de implantar o Morar Carioca Verde veio em cima da hora da Rio+20, o que torna o tempo escasso e o diálogo com a comunidade complicado. Como se trata de duas comunidades com alto engajamento dos moradores, eles reivindicam participação em todas as fases do programa, ponto básico para qualquer empreendimento sustentável. Mas, segundo alguns habitantes da comunidade, isso não tem acontecido. Eles aproveitaram a visita do secretário, para reivindicar mais voz. Entre os moradores que estavam no grupo, o bombeiro Washington Luiz Costa, morador da Babilônia, explicou que falta esclarecer o projeto para a comunidade:
- Ainda não sabemos direito o que vai acontecer. O campinho, por exemplo, eles estão querendo transformar numa praça, mas ele é um ícone da comunidade. Todo mundo está com medo de perdê-lo. É aqui que as crianças jogam bola, que fazemos festa. É especial, ninguém pode entrar e sair mudando sem falar com a gente.
Ao ouvir as reivindicações, o secretário garantiu que elas serão atendidas. Vale ressaltar que as comunidades foram escolhidas, pois trata-se de uma área pequena, com forte tradição de recomposição da mata nativa pelo projeto Mutirão de Reflorestamento, da prefeitura, além de estar localizada no coração da Zona Sul, com uma vista deslumbrante para orla. Ali, líderes mundiais que estiverem participando da Rio+20 poderão contemplar o projeto, sem sequer passar perto da realidade das demais comunidades cariocas, onde os problemas são muito maiores.
Serão construídas  117 unidades habitacionais para retirar os moradores que estão localizados em Área de Preservação Ambiental. E serão essas as unidades que receberão as principais inovações, desde o planejamento para aproveitar luz natural e ventilação, até captação de água da chuva e aquecimento solar.
Da parte das empresas, a Philips já garantiu que entrará ajudando na eficiência energética das casas. E bancos como o Bradesco e o Itaú vão entrar com linhas de crédito para facilitar acesso a produtos mais sustentáveis. Para fazer obras nas casas, por exemplo, o CEBDS apostará no modelo de mutirão, como explicou a presidente da instituição Marina Grossi. Ou seja, os moradores terão crédito para comprar o material e, depois, colocarão a mão na massa em conjunto:
- As empresas que entrarem na Babilônia e Chapéu Mangueira para o projeto terão todas que oferecer cursos de capacitação aos moradores. A nossa base será geração de renda. É uma super parceria público-privada - disse Marina, explicando que, no CEBDS, o projeto recebe o nome de Rio Cidade Sustentável, uma espécie de braço privado do Morar Carioca Verde.
O economista Sérgio Besserman Viana, presidente da Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável e de Governança Metropolitana da cidade foi um dos precursores da ideia do projeto, e afirmou que o objetivo é também integrar a comunidade ao bairro do Leme:
- Não há como negar. É mais fácil implantar um projeto desses lá, de frente para a Praia de Copacabana. Será um ícone da Rio+20, não apenas com ações ambientais, mas de combate à pobreza também. Se conseguirmos integrar a Babilônia e Chapéu Mangueira ao Leme será ótimo.
A prefeitura garante que nos próximos três meses já será possível ver os primeiros resultados. E a expectativa é que mais empresas entrem no projeto. O que acontecerá com as outras comunidades, no entanto, não se sabe. A menina dos olhos agora está apenas no Leme.

Rio quer reduzir emissões de gases de efeito estufa em 18,2% até 2016

Fonte: Jornal do Brasil - 22.06.2011

Rio de Janeiro - A Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Município do Rio de Janeiro acaba de lançar uma versão atualizada do Inventário de Emissões dos Gases do Efeito Estufa, em parceria com a Coppe/UFRJ, um dos principais centros de pesquisa do assunto. Com isso, o Rio é, novamente, pioneiro em matéria ambiental, tornando-se a primeira cidade da América Latina a atualizar a pesquisa.
O documento resultou na criação do Plano de Ação para a Redução de Emissões dos Gases de Efeito Estufa da cidade do Rio de Janeiro, que vai embasar a palestra que o Secretário de Meio Ambiente e Vice-Prefeito do Rio, Carlos Alberto Muniz, fará no próximo dia 14 de julho, às 9:00 horas, na abertura do Workshop “Oportunidades de Negócios, Soluções e Tecnologias para uma Copa e uma Olimpíada mais Verdes”, na sede da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro – SEAERJ (Rua do Russel número 1, Glória).
Segundo a Secretaria, muito mais do que uma radiografia das emissões de dióxido de carbono no perímetro urbano, o estudo representa um material inestimável para orientar a política de desenvolvimento da cidade. No documento, a Prefeitura e a COPPE/UFRJ traçaram distintos cenários de emissões dos gases do efeito estufa, indicando rumos que poderão ser tomados.
No cenário B, que considera medidas em andamento tais como o novo Centro de Tratamento de Resíduos, corredores exclusivos de ônibus Transcarioca, Transolímpica e Transoeste, as reduções estimadas são de 8,3% em 2012, 13,5% em 2016, 13% em 2020 e 11,8% em 2025, comparadas às emissões de 2005, ano base do estudo. Tais metas estão atreladas também às medidas previstas no Plano de Ação da Cidade do Rio de Janeiro para a redução dos gases, previamente estabelecidas pela política climática da cidade, como a duplicação da malha cicloviária, a expansão do programa de reflorestamento, a instalação do Centro de Tratamento de Resíduos e a racionalização dos Transportes coletivos, entre outros.
As metas, no entanto, poderão ser potencializadas com a implementação de outras medidas viáveis, mas que ainda dependem de aprimoramento tecnológico, como o caso da captura do biogás no setor de resíduos, ou de projetos ainda em avaliação pelos técnicos da prefeitura, como a implementação de lâmpadas LED na iluminação pública. Nesse caso, o cenário mais otimista (cenário C) aponta para uma redução nas emissões de 12% em 2012, 18,2% em 2016, 18,7% em 2020 e 17,5% em 2025.

Reduza os gastos com energia elétrica no inverno

Fonte: Band - 22.06.2011
São Paulo - O inverno começou oficialmente na terça-feira, dia 21 de junho, mas as temperaturas já caíram em muitas cidades brasileiras há algumas semanas. Com o tempo mais frio, os banhos ficam mais quentes e longos, os aquecedores elétricos são ligados mais vezes ao dia e o uso de aparelhos que utilizam energia elétrica também aumenta. Tudo isso eleva a conta de luz nessa estação.
Para que o consumidor não tome um susto com a conta no fim do mês, o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) dá algumas dicas que ajudam a economizar energia.
Em relação ao chuveiro, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) calcula que um banho quente com uma hora de duração consome entre 4,5 kWh e 6 kWh (quilowatts-hora) – o que equivale a aproximadamente 157,5 kWh no final de um mês. Em São Paulo, a Eletropaulo cobra R$ 0,3 por kWh. Logo, um banho com 60 minutos de duração, ao final de 30 dias custa R$ 47,25 – sem contar os tributos embutidos na fatura, como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), Taxa de Iluminação Pública e Encargo de Capacidade Emergencial.
Por isso mesmo, é preciso adotar alternativas para reduzir esse gasto. De acordo com o Idec, algumas medidas simples podem ser bem eficientes. “Primeiro, tente diminuir ao máximo o tempo do banho. Dessa forma, além de economizar energia, também diminui o consumo de água”, lembra a instituição.
Fechar o registro na hora de se ensaboar também ajuda. Segundo a Sabesp, empresa responsável pelo fornecimento de água no Estado de São Paulo, um banho de 15 minutos consome 135 litros de água. Se a pessoa fechar o registro ao se ensaboar, reduzindo tempo de banho para cinco minutos, o consumo de água cai para 45 litros – uma economia de aproximadamente 33%.
O Idec lembra ainda que outra maneira de economizar energia em casa é optar por comprar aparelhos elétricos identificados com o selo Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica). Os produtos que apresentam notas A ou B possuem uma maior eficiência energética, ou seja, consomem menos energia que os que indicam notas D ou E.

Refrigeração térmica transforma calor em frio ou em eletricidade

Fonte: Inovação Tecnológica - 20.06.2011

Estados Unidos - Um equipamento com jeitão de um aparelho de ar condicionado é um passo importante para resolver um dos maiores problemas energéticos da atualidade: o desperdício.

Calor desperdiçado

Todos os equipamentos - de computadores e motores elétricos até os motores a combustão dos automóveis - usam apenas uma parcela pequena da energia que consomem.
Estima-se que nada menos do que 50% da energia produzida pelos carros, fábricas e centrais elétricas perca-se na forma de calor - nos motores a combustão dos carros, o desperdício pode chegar facilmente aos 80%.
Os engenheiros da Universidade Estadual do Oregon, nos Estados Unidos, estão usando uma nova abordagem para capturar e usar o calor desperdiçado nos escapamentos dos carros e caminhões, dos geradores a diesel, das usinas termoelétricas e de uma infinidade de outras fontes.

Reaproveitamento do calor

O objetivo do equipamento é usar esse calor para gerar energia elétrica ou, por estranho que possa parecer, para o resfriamento, seja em geladeiras ou em aparelhos de ar condicionado.
"Isto pode se tornar uma importante nova fonte de energia e um modo de melhorar a eficiência energética," diz Hailei Wang, um dos pesquisadores do projeto. "O protótipo mostra que estes sistemas funcionam tão bem quanto esperávamos que funcionassem."

Refrigeração acionada por calor

O aparelho utiliza um princípio chamado "sistema de refrigeração ativada termicamente".
O aparelho combina um ciclo de compressão de vapor com um "ciclo Rankine orgânico" - ambas tecnologias de conversão de energia bem conhecidas.
Grande parte de sua eficiência vem do uso de microcanais extraordinariamente pequenos, que otimizam a troca de calor.
O novo aparelho conseguiu transformar 80 por cento de cada quilowatt-hora de calor desperdiçado em um quilowatt de capacidade de resfriamento.
Isto significa, por exemplo, que o ar-condicionado de um carro poderá ser alimentado pelo calor do cano de escapamento.
O sistema também poderá ser incorporado às tecnologias de energias alternativas como a energia solar fotovoltaica, a energia termo-solar ou a geotérmica, além dos geradores tradicionais, que funcionam com diesel ou gás natural.

O aparelho utiliza um princípio chamado "sistema de refrigeração ativada termicamente". [Imagem: Wag/Peterson]
Trocando calor por frio

"Esta tecnologia será especialmente útil se houver uma necessidade de sistemas de refrigeração onde o calor está sendo desperdiçado", disse Wang, o que ocorre principalmente nas indústrias.
O uso em automóveis irá exigir novos desenvolvimentos, sobretudo em miniaturização e redução de peso do equipamento.
Os pesquisadores alertam que a eficiência de conversão não será tão alta quando a meta for produzir eletricidade, ficando entre 15 e 20 por cento - ainda assim, muito melhor do que simplesmente desperdiçar o potencial energético do calor lançado na atmosfera.
Outra abordagem usada para o reaproveitamento de calor envolve o uso de materiais termoelétricos.

Viatecla apresenta casA+ para Angola

Fonte: ComputerWorld.pt - 22.06.2011

Portugal - A nova versão do simulador energético casA+, que foi apresentado recentemente no Salão Imobiliário de Angola (SIMA), foi desenvolvido pela Viatecla para a ADENE. De acordo com a empresa, a nova versão “foi desenvolvida de acordo com as características do clima e do parque habitacional angolano e possibilita aos utilizadores, de forma simples e interativa, avaliar a eficiência energética e impacto ecológico da sua residência”.
O simulador “funciona com recurso à tecnologia tátil” e “apresenta de forma reduzida indicadores que, além de fazer a análise de eficiência energética do estado da casa, sugere orientações para diminuir o impacto ecológico, como por exemplo, a colocação de isolamento nas paredes, de pavimento ou cobertura, assim como a utilização de aparelhos de arrefecimento mais eficientes”. O sistema foi desenvolvido com base na tecnologia usada na versão portuguesa do simulador casA+, desenvolvido para a ADENE.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Nova norma vai alavancar projetos de eficiência energética

Fonte: Procel Info - 20.06.2011
Brasil - No último dia 15 de junho, a Norma ISO 50001 - Sistemas de Gestão de Energia, foi lançada em vários países simultaneamente, incluindo o Brasil. A nova norma vai impactar 60% do mercado global de energia, dado o grande alcance do órgão normativo internacional, que reúne mais de 50 países.
Com a nova norma, segundo o diretor de Infraestrutura do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Julio Diaz, "as empresas de serviços de conservação de energia, Escos, serão fortemente alavancadas, porque são os principais agentes no mercado de eficientização”. Mas não apenas a norma irá ajudar o mercado de eficiência energética. O Plano Nacional de Eficiência Energética (PNEf) incorpora metas do Plano Decenal e do Plano Nacional de Energia 2030 e propõe reduzir o consumo de energia em 10% nos próximos 20 anos.

Refrigeração solar chega ao Canadá

Fonte: Mundo Energía - 17.06.2011

Canadá - A tecnologia de refrigeração solar, Frio Solar, da ClimateWell, tem sido a tecnologia selecionada para fornecer climatização e atender a demanda do Hospital Shouldice, de Toronto, Canadá. A firma canadense Gemco tem sido a encarregada de executar com êxito o projeto. A Gemco, empresa especializada em eficiência energética, além de apostar na tecnologia de refrigeração solar da ClimateWell, foi incluída no projeto Kingspan, o principal fabricante irlandês de coletores solares, que irá fornecer 131 coletores para o projeto da ClimateWell.
A instituição é caracterizada pela inovação contínua, que a levou a instalar a refrigeração solar como uma das medidas fundamentais para alcançar a máxima eficiência energética. O sistema proporciona uma economia significativa de energia no aquecimento e resfriamento do hospital, podendo atender a até 56% das demandas energéticas do edifício. Entre os resultados obtidos em um ano pelo sistema de climatização se destacam os 90 mil kWh em refrigeração, 40 mil kWh em calefação, 157 mil kWh em sistemas de controles avançados e 100 toneladas ao ano de redução de CO2.
Segundo o CEO da Gemco, Darren Cooper, "ao permitir que essa integração nos países do norte como o Canadá, você pode considerar o sistema ClimateWell a melhor opção para aumentar a utilização da energia solar e eficiência energética. Assim, pode-se obter economia de energia em aquecimento e calefação e contribuir para a proteção ambiental".

Casas do Minha Casa Minha Vida 2 terão aquecimento solar

Fonte: Bagarai - 17.06.2011

Brasil - A segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida  oferecerá residências de melhor qualidade. Todas as casas e apartamentos terão sistema de aquecimento solar e piso de cerâmica em todos os ambientes. Antes, apenas os banheiros, cozinha e área de serviço tinham cerâmica. Também haverá um limite mínimo para o tamanho de portas e janelas a fim de assegurar melhoria nas condições de iluminação e ventilação.
As casas e apartamentos contarão com azulejos em todas as paredes da cozinha e banheiro, piso cerâmico em todos os cômodos e portas e janelas maiores. “Isso irá gerar redução do custo de manutenção, sustentabilidade ambiental e valorizar os imóveis”, afirmou o ministro das Cidades, Mário Negromonte.
O valor médio das moradias para famílias de baixa renda passou de R$ 42.000,00 para R$ 55.188,00 e a área construída das casas foi ampliada de 35m² para 39m², melhorando a acessibilidade para idosos e pessoas com dificuldades de locomoção.
Energia solar – Todas as casas contarão ainda com energia solar para aquecimento de água, colaborando para a diminuição dos gastos com energia. Os chuveiros com aquecimento solar estão entre as inovações mais importantes divulgadas pela Rede de Tecnologia Social (RTS).
O chuveiro elétrico é responsável por um terço da energia elétrica consumida em uma residência. Conforme levantamentos do Ministério das Minas e Energia, cerca de 5% do consumo nacional de energia elétrica é usado no aquecimento de água para banho. Mesmo eficientes do ponto de vista de conversão de energia elétrica em térmica, seu uso não é considerado eficiente para utilização da eletricidade. Assim, um sistema misto elétrico-solar torna possível obter até 80% da energia solar e usar apenas 20% de energia elétrica.
A mudança na matriz energética faz parte das ações que vêm sendo adotadas pelo Brasil como forma de mitigação dos efeitos do aquecimento global. A disseminação do uso de aquecimento solar está prevista no Plano Nacional sobre Mudanças do Clima e visa diminuir a demanda por energia gerada em hidrelétricas, fontes que emitem gases estufa. A energia solar tem vantagens incomparáveis a qualquer outra forma de captação convencional. Além de ter uma fonte totalmente natural, ecológica, gratuita, que não agride o meio ambiente e é inesgotável.

Eficiência energética pouparia uma Belo Monte ao País

Fonte: Abesco - 20.06.2011

Brasil - Além de pagar preços altíssimos pela energia consumida, em torno de US$ 130 por megawatt-hora (MWh) em consumidores industriais, o Brasil ainda perde o equivalente à energia que será gerada por Belo Monte por ano em desperdício de energia elétrica. Não sem razão o Governo Federal tem em fase final de aprovação o Plano Nacional de Eficiência Energética, que prevê redução de 10% no consumo, meta alinhada com o Plano Decenal e também com o Plano Nacional de Energia 2030. Isso é alentador, pois, finalmente, a eficiência energética passa a fazer parte da matriz energética.
O tema foi um dos cenários abordados em congresso promovido em São Paulo pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco), na última semana, evento que superou todas as nossas expectativas e reuniu mais de 400 participantes. Tivemos reunida uma massa crítica de excelência, com participação de representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), da Secretaria de Estado de Energia, além de acadêmicos (USP, Unicamp, Unifei), professores do Senai, gestores e consultores, além de empresários e executivos das empresas dos serviços de conservação de energia (Escos).
Encontros como este sinalizam o potencial extraordinário que se abre para o mercado de Eficiência Energética no País.  As estimativas com redução no consumo de eletricidade e combustíveis variam entre 5% e 40%, conforme a tecnologia envolvida, o setor econômico e as condições específicas das empresas. Especificamente para energia elétrica, estima-se reduzir, com o trabalho das Escos, 8% em média nos projetos de EE, o que equivale dizer 29 milhões de megawatt-hora/ano (MWh).
Além do potencial de redução no consumo de energia, o setor acaba de receber mais um forte impulso com a chegada da Norma ISO 50001, voltada a sistemas de gestão de energia, que foi publicada no último dia 15, juntamente com a versão brasileira. A norma é uma ferramenta fundamental para a gestão energética no chão de fábrica, edificações, nos estabelecimentos comerciais e mesmo nas residências. É uma norma de processos de melhoria e a certificação é baseada nos resultados aferidos. Dado o seu alcance, a norma vai impactar 60% do mercado global de energia.
O que se lamenta, no entanto, são as poucas operações de financiamento realizadas no Proesco, programa do BNDES criado em 2008 para fomentar projetos de Eficiência Energética. O montante até agora envolvido nesse tipo de operação não passa de R$ 33,5 milhões. Nas operações realizadas pelas Escos – empresas prestadoras de serviços de conservação de energia – os valores são ainda mais tímidos: R$ 1,8 milhão, em quatro projetos aprovados nos últimos dois anos.
Outro ponto a lamentar é o uso do Programa de Eficiência Energética das Concessionárias (PEE) como ferramenta política, com forte viés no atendimento de programas sociais para populações de baixa renda, distorcendo o objetivo original do PEE, que era o de atuar como agente catalisador de projetos de Eficiência Energética com atendimento a todo o mercado.
Tais desafios terão de ser vencidos, certamente, à custa do diálogo e de congressos como o realizado pela Abesco, onde foram ouvidas argumentações de todos os agentes envolvidos – Escos, Governo, agentes financeiros e consultores jurídicos, que acabarão levando a um modelo ideal nos contratos de performance. Mas, independentemente desse aspecto, já avançamos muito no que se refere à tecnologia e serviços em Eficiência Energética, o que ficou demonstrado em dezenas de casos apresentados no evento, em projetos que atingiram até 35% em reduções!
Tais resultados nos deixam otimistas e confiantes no trabalho realizado pelas Escos. Ao apresentar soluções, elas criam oportunidades de negócio para toda a cadeia, elevam níveis de competitividade da indústria nacional e ainda contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa e, consequentemente, para uma economia verde e sustentável no Planeta.
José Starosta é diretor da Ação Engenharia e Instalações Ltda. e presidente da Abesco (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia - http://www.abesco.com.br/).

terça-feira, 21 de junho de 2011

Ceará terá primeiro laboratório certificado do País

O laboratório Túnel do Vento fará a calibração dos anemômetros (ETHI ARCANJO)
Fonte: O Povo online - 16.06.2011

Ceará - O Ceará terá o primeiro laboratório certificado para calibração de anemômetros. Os anemômetros são instrumentos que servem para medir a direção e indicar a velocidade dos ventos e estão instalados em cada um dos aerogeradores dos parques eólicos espalhados pelo mundo.
O instrumento é fundamental para o desempenho do equipamento que gera energia a partir do vento, mas ele precisa ser calibrado ao ser comprado e também a cada dois anos. Por causa da ausência de um laboratório certificado no Brasil, o custo para enviar os anemômetros para países como Alemanha e Espanha acabava obrigando os empresários a comprar novos anemômetros, o que valia mais a pena. Agora, por aproximadamente 50% do custo, o serviço será feito aqui mesmo, bem ali no Itaperi, no campus da Universidade Estadual do Ceará (Uece).
O laboratório Túnel do Vento, do Centro de Energias Alternativas e Meio Ambiente (Cenea) e subsidiado por R$ 1 milhão do Ministério de Minas e Energia, repassado por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia do governo do Estado, será apresentado durante a edição 2011 do All About Energy, evento que discutirá energias renováveis no dia 5 de julho, em Fortaleza.
De acordo com Adão Linhares Muniz, diretor do Cenea e presidente da Câmara Setorial de Energia Eólica do Estado do Ceará, existem laboratórios como o Túnel do Vento no Brasil, mas como o objetivo deles sempre foi voltado a outras áreas de pesquisa, nenhum deles se preocupou em buscar a certificação. “O preço de um anemômetro é aproximadamente R$ 200 e custa mais R$ 800 para calibrar, fora a postagem e os impostos”, explica. No equipamento daqui, a calibragem deve sair em torno de R$ 500, recurso que será investido no laboratório.
Túnel de Vento
O laboratório não faz somente a calibração dos anemômetros. “Fazemos estudos para o setor automotivo testando, por exemplo, a reação de força do vento no para-choque do carro”, lembra. O laboratório também pode fazer testes como no caso de um vazamento numa usina atômica para saber para onde o vento levaria a radioatividade ou ainda o impacto na temperatura da cidade com a construção de prédios na orla. “Mas o propósito especifico dele foi mesmo de calibrar anemômetro”, ressalta.
All About Energy
A 6ª edição do evento, que começou em 2004 como Power Future – mas deixou de ser realizada por dois anos – tratará de temas que vão do financiamento e da política tributária à sustentabilidade, economia de carbono e eficiência energética.
De acordo com Joana Ferreira, organizadora do All About Energy, este ano está programado para o encontro ainda uma visita à Usina Solar de Tauá, da MPX; uma Rodada de Negócios e o Circuito P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), um espaço onde os investidores encontrarão os pesquisadores.

Serviço

All About Energy 2011
De 5 a 8 de julho
Centro de Convenções
Inscrições e programação completa no site http://www.allaboutenergy.com.br/

Entenda a notícia
A eólica é vista como uma das formas mais limpas de geração de energia, mas os equipamentos e sua manutenção ainda são considerados caros. Com o desenvolvimento de tecnologias locais, os valores são diminuídos e a viabilidade do setor tem um incremento importante.