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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Arquitetura Verde ao redor do mundo

Fonte: Allianz

O Parlamento Alemão: sistema de energia renovável

Visitantes caminham no interior do domo de vidro do Reichstag, o edifício do Parlamento alemão em Berlim. O sistema de energia do edifício é uma mescla de energia solar, geotérmica, cogeração de calor e energia, geradores a biocombustível e uma ventilação inovadora. A isolação especial restringe a perda de calor. Mais de 80% da eletricidade necessária é gerada internamente. Uma instalação geotérmica refrigera o edifício no verão e fornece calor no inverno. As emissões anuais de CO2 foram, desse modo, reduzidas de 7 mil para menos de mil toneladas. (Foto: Reuters)



O Ninho do Pássaro na China: energia solar e captação da água da chuva

Estádio Olímpico Nacional, também conhecido como o “ninho de pássaro”, em Beijing. Projetado pelos arquitetos suíços Herzog & de Meuron, o estádio incorpora recursos como energia solar e captação de água da chuva. Como todas as instalações no interior do estádio são planejadas como unidades autônomas, é possível abrir mão de uma fachada monolítica, o que permite a ventilação natural do estádio, sendo o aspecto mais marcante no seu projeto sustentável. (Foto: Reuters)




Construção ecológica: melhorias ambientais e eficiência energética

O prédio do Tribunal Wayne L. Morse, em Eugene, no Oregon, recebeu a certificação LEED Gold pelo emprego de melhorias ambientais e por sua eficiência energética. A irrigação reduzida devido ao uso de plantas nativas tolerantes à falta de água, combinada com vasos sanitários sem água, além de pias e chuveiros de baixo fluxo, consomem 40% menos água do que as instalações convencionais. Os materiais de construção contendo alto teor de itens reciclados são fáceis de obter no próprio local, requerem manutenção mínima e apresentam baixa emissão química. (Foto: Reuters)





Projeto de habitação pública K2

Os apartamentos K2 para habitação pública são o desenvolvimento mais sustentável ambientalmente na Austrália. O complexo usa somente energia renovável e tem vida útil de mais de 200 anos. É feito parcialmente com madeira reciclada, reutiliza água da chuva, possui aquecimento solar e painéis fotovoltaicos. De acordo com o Governo de Habitação de Vitória, os apartamentos K2 usam 55% menos eletricidade, 46% menos gás e 53% menos água do que os apartamentos convencionais. (Foto: Victorian State Government's Office of Housing)





Decatlo Solar

Decatlo solar em Washington, em outubro de 2005. O evento teve 18 equipes universitárias dos Estados Unidos, Canadá, Porto Rico e Espanha competindo para ver qual casa com energia solar oferecia o melhor conjunto de requisitos estéticos, conveniências, produção de energia e eficiência. Cada casa também devia produzir energia “adicional” suficiente para abastecer um carro elétrico. (Foto: Stefano Paltera / Solar Decathlon)





Estilo renovável de construções de casas

Painéis solares funcionam como parede em uma casa com energia solar projetada pela Universidade Politécnica de Madrid. Em casas energeticamente eficientes, os materiais de construção tornam-se parte do sistema de energia, combinando decoração e funcionalidade. (Foto: Stefano Paltera / Solar Decathlon)





Material de construção para arquitetura sustentável

Materiais de construção climaticamente neutros e altamente isolantes são parte integrante de uma arquitetura sustentável. Esse bloco de alvenaria feito de lascas de madeira recicladas e cinza volante foi usado na construção da casa solar da Universidade do Colorado. (Foto: Stefano Paltera/Solar Decathlon)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Schneider Electric presenteia São Paulo durante Virada Sustentável

Fonte: Portal Fator Brasil - 21.05.2011

São Paulo - Com o objetivo de contribuir com a eficiência energética para um planeta mais sustentável, a Schneider Electric, especialista global na gestão de energia, doará para a cidade de São Paulo sistemas de automação para os parques Ibirapuera, Luz e do Carmo, que serão instalados em 36 banheiros públicos.
A instalação dos produtos será realizada para a primeira edição da Virada Sustentável, evento que promoverá atividades ligadas à sustentabilidade, em diversas praças, parques e ruas, nos dias 4 e 5 de junho - durante o final de semana do Dia Mundial do Meio Ambiente.
“A responsabilidade com a energia e com o nosso meio ambiente está presente em nossa cultura e estratégia da empresa. Esta é mais uma ação da Schneider Electric para contribuir para um planeta mais sustentável para as futuras gerações”, afirma João Carlos Salgueiro, gerente de Eficiência Energética.
O sistema KNX (lê-se Conex), implantado nos banheiros dos parques, realiza medições constantes da luminosidade do ambiente, detectando ao mesmo tempo, a presença humana. Assim as luzes somente são acesas na presença de usuários e quando a iluminação natural não é suficiente. Esta medida simples pode reduzir o consumo de energia em até 30%.
O aparelho, que também pode ser integrado a outras plataformas, dependendo do tipo de aplicação, contribui para a eficiência energética do ambiente e favorece a personalização de projetos.
Virada Sustentável, dias 4 e 5 de junho, nos Parques, praças e ruas da cidade de São Paulo. Atrações: mais de 300 (peças de teatro, sessões de cinema, instalações temáticas, shows de música e dança etc). Público estimado: 4,5 milhões de pessoas. Automatização Schneider Electric: Parques Carmo, Ibirapuera e Luz. Site: http://www.viradasustentavel.com/.

Governo do Estado do Rio de Janeiro e Thyssenkrupp CSA inauguram primeira escola sustentável do Brasil

Fonte: Portal Fator Brasil - 21.05.2011

Rio de Janeiro - A Secretaria do Estado de Educação e a Thyssenkrupp CSA inauguraram na sexta-feira, dia 20 de maio, o Colégio Estadual Erich Walter Heine, em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro. A escola é a primeira totalmente sustentável do Brasil e da América Latina, construída dentro dos padrões da certificação LEED - Leadership in Energy and Environmental Design, da entidade internacional Green Building Council (Conselho de Construções Verdes) – que podem gerar uma redução de até 50% no consumo de energia em prédios comerciais.
A unidade que agora passa pelo processo de aprovação da organização, recebeu investimentos de R$ 11 milhões, utilizados em mais de 50 medidas para o melhor aproveitamento dos recursos naturais e maior eficiência energética, como por exemplo, o formato da construção de catavento, para maior circulação do ar e redução de gastos com refrigeração, bem como materiais ecologicamente corretos na construção, utilização de lâmpadas LED, coleta de lixo seletivo, sistema de aproveitamento de água de chuva e espaço de reciclagem, entre outras iniciativas. Em todo o mundo, apenas 120 escolas tem essa certificação - dessas, 118 ficam nos EUA, uma na Noruega e outra em Bali.
Outra novidade do colégio, que tem como concepção ser uma grande sala de aula sustentável, é o “ecotelhado”, que diferentemente de unidades padrão, tem uma vegetação especial, para diminuir a absorção de calor e reabsorver a água da chuva e será utilizado como espaço de aprendizagem. O estacionamento da escola tem a tecnologia ecopavimento, material permeável de grelhas de plástico reciclado que permite a passagem de água e ar, evitando bolsões de água, assim como a borda da piscina, com material que reduz absorção de calor. O projeto também prevê o aumento das áreas verdes, instalação de painéis solares para aquecimento de água e área para reciclagem e bicicletários.
O secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia, afirmou que o Estado está passando por um momento especial, com a realização da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos 2016 e, por isso, investir nos estudantes imediatamente é essencial. "O Rio vive um momento singular. Nosso estado está exposto, visto através de uma janela escancarada para o mundo, e com uma demanda de mão de obra extraordinária. E onde estão esses jovens? Estão conosco, em nossas escolas. Não podemos deixar essa oportunidade passar”, disse Risolia. O secretário também lembrou as experiências educacionais de sucesso no Estado, como o Nave (Núcleo Avançado em Educação) e o Nata (Núcleo Avançado de Educação em Tecnologia de Alimentos), que conquistaram prêmios e o reconhecimento de pais e alunos.
Já o diretor de Sustentabilidade da TKCSA, Luiz Cláudio Castro, destacou a parceria entre o governo do Estado e a empresa na área de educação, com foco em sustentabilidade. “A escola reforça nosso compromisso com a comunidade de Santa Cruz e o Rio de Janeiro, dentro da nossa política de investimentos na educação profissional, visando o desenvolvimento sustentável da região. Queremos que a Erich Heine seja um exemplo pioneiro para uma grande onda de construções sustentáveis no Brasil”, ressalta. Há um mês, a empresa também inaugurou uma escola técnica do Senai em Itaguaí que atenderá 2.800 jovens em cursos técnicos nas áreas de siderurgia e manutenção industrial, entre outras.
O Colégio Erich Heine, que oferece 200 vagas de ensino médio integrado em Administração, também conta com um corpo pedagógico especialmente preparado para adoção e conscientização dos alunos sobre práticas sustentáveis. Diretores, professores e funcionários e representantes da Subsecretaria de Gestão de Ensino da Seeduc, receberam treinamento no Curso de Sensibilização em Educação Ambiental, promovido pelo Programa Thyssenkrupp CSA de Comunicação e Educação Ambiental (Procea).
A unidade possui ainda laboratórios de informática, bioquímica, artes e de administração, biblioteca e piscina, além de ser totalmente adaptada para receber alunos com necessidades especiais, contemplando desde a estrutura do prédio, onde as partes podem mudar de lugar facilitando a construção em qualquer tipo de terreno, até as características mais fundamentais como portas mais largas, pisos táteis, rampas com pouca inclinação e inscrições em braile.
A expectativa é de que a escola atenda a outros 300 estudantes até o fim de 2011, com Ensino Técnico. O colégio que também estará aberto nos fins de semana à comunidade, fica na Rua Manoel Lourenço dos Santos, s/n° - Santa Cruz, Rio de Janeiro.

GBC Brasil realiza visita a prédios sustentáveis

 Eldorado Business Tower
Fonte: O Globo - 23.05.2011

Rio de Janeiro - Os mais novos e modernos prédios certificados pelo LEED (Leadership in Energy Environmental Design) - selo que atesta a sustentabilidade de um empreendimento - estarão de portas abertas no dia 28 de maio para visita guiada, a ser realizada pela GBC Brasil, organização não governamental responsável por fomentar a indústria da construção sustentável no país, em parceria com a EcoBuilding e a ArqTur.
O evento é voltado para engenheiros, arquitetos, estudantes e outros profissionais da área. Durante o encontro, os participantes receberão orientação de especialistas que apresentarão os empreendimentos, mostrando as informações técnicas e os principais aspectos do projeto e da construção que os levaram à obtenção do título de Green Building.
"Para receber o selo verde a construção deve atender aos requisitos de eficiência energética; uso racional da água; materiais e recursos; qualidade ambiental interna; espaço sustentável; e inovações e tecnologias", explica o gerente técnico do GBC Brasil, Marcos Casado. "Além disso, devem respeitar a vários outros critérios que valem pontos. Conforme o atendimento mínimo de 40 dos 110 pontos, a empresa obtém o selo nível básico, que ainda pode ser prata, ouro ou platina dependendo do desempenho da construção.
A primeira visita será ao Eldorado Business Tower, primeiro empreendimento da América Latina a receber o LEED Platinum. Em seguida, os visitantes seguirão em ônibus exclusivo para o novíssimo Eco Berrini, projetado para receber o nível máximo de certificação e ainda em processo de conclusão das obras. O último prédio a ser visitado será o recém certificado Rochaverá, primeiro do Brasil a receber o selo LEED Gold. De acordo com Casado, até o momento, o Brasil é o 5º país no ranking das construções verdes e possui 29 prédios com certificado, além de 274 em processo de certificação.
"A expectativa é fechar o ano com 35 empreendimentos certificados e 300 em processo", finaliza o gerente.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Siemens e carro elétrico

Fonte: Valor Econômico - 20.05.2011

Brasil - A Siemens informa que está trazendo para o Brasil um sistema de abastecimento de automóveis movidos a energia elétrica. O sistema engloba desde o carregador, medidor de energia consumida, sistema de comunicação e softwares de tarifação. Segundo a empresa, esse produto faz parte da tecnologia de smart grid - redes inteligentes que possibilitam maior eficiência na geração, distribuição e consumo de energia.

Oportunidades econômicas e benefícios ambientais identificados na interseção entre água e energia

Fonte: ACEEE - 10.05.2011

Estados Unidos - Um grupo de especialistas em eficiência energética e hídrica desenvolveu um esquema para proporcionar ao país benefícios ambientais e econômicos significativos a partir de uma abordagem combinada em prol de mais sistemas eficientes energeticamente e em relação à água. Os especialistas foram recrutados pelo Conselho de Economia e Eficiência Energética dos Estados Unidos (ACEEE, na sigla em inglês) e pela Alliance for Water Efficiency (AWE), para analisar oportunidades resultantes da interseção entre questões hídricas e energéticas.

Um quinto do consumo de eletricidade do país vai para tratamento, aquecimento, coleta, retratamento e distribuição de água potável. Estimativas da U.S. Geological Survey sugerem que 50% da água do país vão para produção de eletricidade termelétrica. O projeto do grupo de especialistas delineia oito ações que poderiam levar a futuras oportunidades econômicas e a benefícios ambientais através do uso mais eficiente de água e energia.

Algumas dessas medidas incluem pesquisas e programas colaborativos, replicação de melhores práticas, melhoria da receita e de estruturas tarifárias, códigos e padrões, e programas educacionais e informativos. O objetivo é aprender com as experiências tanto do setor de água quanto do de energia. Os esforços futuros da parceria focarão em pesquisa, políticas, códigos e padrões, e programas que gerem benefícios de eficiência na análise holística das questões hídricas e energéticas.

Copa-2014: Maracanã corre atrás do selo verde

Fonte: O Globo - 12.05.2011

Rio de Janeiro - Mesmo estando em obras, o Maracanã já disputa seu primeiro título: o de certificação ambiental. Para atingir o objetivo, a Empresa de Obras Públicas do estado (Emop) terá de cumprir uma série de exigências durante a reforma do estádio, como o controle da poluição. Quando estiver tudo pronto - a Emop estima o fim das obras para dezembro de 2012 -, o Maracanã terá uma redução de 30% no consumo de energia elétrica. E de 50% no de água, graças aos sistemas de captação das chuvas e controle dos desperdícios.

O cuidado ambiental é uma exigência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que deverá investir R$ 400 milhões na reconstrução. O banco determinou que todos os estádios da Copa do Mundo de 2014 tenham a certificação. Caso contrário, os repasses não serão feitos.

O Maracanã seguirá o sistema Leed (sigla em inglês para Liderança em Energia e Design Ambiental), do Green Building Council Brasil (GBC). Para Ícaro Moreno, presidente da Emop, isto significará um aumento dos custos em cerca de 20%, uma vez que a certificação exige mais cuidados e tecnologia. O projeto executivo da obra será apresentado no próximo dia 17, em Brasília.

"A tendência é que todas as obras públicas passem a ter essa ação ambiental. O Maracanã vai dar o exemplo de qualidade e pontualidade. Estamos atuando desde a demolição. Tudo foi reciclado. Até o fim do mês, todas as exigências ambientais estarão sendo cumpridas. Vamos ganhar o certificado, que será a primeira conquista do estádio", disse Ícaro.

A GBC, no entanto, alega que ainda não firmou o contrato de certificação com o Maracanã, diferentemente de outros cinco estádios que sediarão jogos da Copa (em Manaus, Brasília, Cuiabá, Belo Horizonte e Salvador) e do Olímpico, do Grêmio de Porto Alegre. A Emop reconhece que toda a documentação ainda não foi enviada à GBC. Felipe Faria, gerente de relações governamentais e institucionais da ONG, explica que o contrato pode ser assinado mesmo depois do início das obras.

"A certificação traz uma série de benefícios", disse Felipe, citando a redução de 30% em energia, até 50% de água, 60% de resíduos e 30% nas emissões de gases de efeito estufa. "Além disso, garante a redução dos custos operacionais".

Inaugurado para a Copa de 1950, vencida pelo Uruguai, o estádio será totalmente modernizado. A água da chuva captada pela cobertura será usada para irrigação do gramado e alimentará os banheiros, que contarão com torneiras inteligentes e descarga ecológica, com duas opções de acionamento. O sistema de drenagem do campo armazenará água para novas regas.

Haverá aquecimento solar para as duchas dos vestiários e utilização de lâmpadas econômicas. Os equipamentos elétricos serão os mais eficientes do mercado. Todas as cadeiras serão novas, dobráveis. As antigas serão doadas para outros estádios da Região Metropolitana. Uma sala de controle centralizará em tempo real as informações de todos os sistemas do estádio, permitindo melhor operação.

Durante as obras, estão previstos controle da erosão e sedimentação do solo; lavagem das rodas dos caminhões, que não carregarão sujeira para as ruas da cidade; poço de armazenamento de água da chuva; proteção de bueiros; aspersão de água para diminuir a poeira e o material particulado e proteção de árvores com cercas e telas. As sobras de material terão de ser recicladas.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Construções verdes

Fonte: Revista Casa e Jardim - 17.05.2011

Brasil - Colocar um projeto de arquitetura sustentável na ponta do lápis pode ser assustador para quem não está preparado para gastar um pouco mais com as obras. O que muitos se esquecem é de que o investimento é recuperado ao longo do tempo. Imagine não precisar pagar conta de luz e diminuir a quantidade de água consumida todos os meses. Faz toda a diferença no orçamento. E se o alívio no bolso vem a longo prazo, na consciência ele é instantâneo. Afinal, quem não se sente melhor ao tomar uma atitude que preservará o mundo para as gerações futuras?
Sustentabilidade certificada
Para medir o nível de sustentabilidade das construções mundo afora, a organização Green Building Council, com sede nos Estados Unidos, criou o selo Leed. A sigla para Leadership in Energy and Environmental Design certifica os prédios e residências que atendem a alguns requisitos, nas categorias eficiência energética, uso racional da água, materiais e recursos e inovações e tecnologias.
Ao fazer uma avaliação, a instituição dá uma pontuação que vai de 40 a 110. Dependendo da nota atingida, o projeto recebe um selo Leed de prata, de ouro ou de platina. De acordo com a unidade brasileira do Green Building Council, nosso país já é o quinto no ranking mundial de construções sustentáveis, atrás apenas dos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Canadá e China. No entanto, os projetos certificados são todos de edifícios comerciais.
Em entrevista exclusiva à Casa e Jardim, Marcos Casado, gerente técnico do Green Building Council Brasil, dá mais detalhes sobre o assunto:
Casa e Jardim Online – Qual é a importância da certificação Leed?
Marcos Casado – O selo traz diversas vantagens para os empreendimentos, como redução dos custos operacionais em toda a vida útil (água e energia), melhora da qualidade interna (com o aumento da luminosidade, diminuição do uso do ar condicionado), valorização do imóvel, além do reconhecimento da organização na aplicação dos conceitos relacionados à sustentabilidade, que é um grande diferencial de marketing.
CJ – Quais são os requisitos para que uma construção ganhe o selo?
MC – Para receber o selo verde, a construção deve atender a alguns pré-requisitos que são obrigatórios e garantem um desempenho mínimo necessário a esses empreendimentos. Os critérios para a certificação Leed referem-se a essas cinco categorias: eficiência energética, uso racional da água, materiais e recursos, qualidade ambiental interna, espaço sustentável e inovações e tecnologias.
CJ – Na sua opinião, por que ainda não temos residências certificadas no Brasil?
MC – A metodologia da construção de casas no Brasil é bem diferente da americana. Vamos primeiro tropicalizar uma nova referência, chamada Leed Home, para depois aplicá-la no Brasil. Porém, já existem edifícios residenciais em processo de certificação.
CJ – Sai mais caro construir pensando em sustentabilidade?
MC – O valor atual para construções de um empreendimento sustentável certificado está entre 2% a 7% a mais do que o custo de um empreendimento convencional. Em contrapartida, os custos operacionais são em torno de 6% a 9% menores: os valores gastos com água são reduzidos de 30% a 50%; com a energia, de 25% a 30%; e com a gestão de resíduos, de 50% a 70%, o que compensa esse investimento inicial maior.
CJ – Existe algum cálculo de quanto tempo leva para recuperar esse investimento?
MC – Em uma construção sustentável, esse retorno acontece entre 3 e 5 anos.

FAO cita Brasil como modelo na produção de bioenergia

Fonte: Agência Brasil

Após três anos de pesquisas sobre impactos da produção de bioenergia, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) divulgou nesta terça-feira (16) o “Marco analítico da bioenergia e segurança alimentar”. O estudo, segundo a instituição, apresenta uma nova metodologia que pode ajudar governos a avaliar os prós e contras de investimentos no setor. O Brasil é citado como exemplo de como um país pode usar a bioenergia para suprir suas necessidades energéticas.
Segundo a FAO, o estudo consiste em uma série de avaliações e respostas sobre questões importantes relacionadas com a viabilidade de desenvolvimento da bioenergia e seu impacto na oferta de alimentos e segurança alimentar das famílias. Também foram levadas em conta as dimensões social e ambiental.
"Nosso objetivo é ajudar as autoridades a tomar decisões, se o desenvolvimento da bioenergia é uma opção viável e, nesse caso, identificar as políticas que permitem maximizar os benefícios e minimizar os riscos”, afirmou o coordenador do projeto, Heiner Thofern.
Entre os fatores de incentivo que levam ao aumento da produção de bioenergia apresentados pela FAO, destacam-se as altas no preço do petróleo e a preocupação com a segurança energética, além das emissões de gases de efeito estufa dos combustíveis fósseis. A organização ressalta também que o investimento em bioenergia pode trazer melhorias à infraestrutura agrícola e ao transportes nas áreas rurais, criando empregos e aumentando a renda familiar.
A FAO cita o Brasil como exemplo de economia que usa a bioenergia para suprir as necessidades energéticas. “O país é o segundo produtor mundial de bioetanol e tem cerca de 1 milhão de veículos movidos pelo combustível procedente da cana-de-açúcar”, informa a instituição.
De acordo com a FAO, a Europa deve ser um mercado importante para as exportações dos produtos bioenergéticos, oferecendo novas oportunidades aos camponeses dos países em desenvolvimento. A instituição informa ainda que os estudos mostraram que os projetos de bioenergia de pequena escala, não voltados à exportação, também podem melhorar a segurança alimentar e ajudam a impulsionar as economias rurais.
Entre as desvantagens e preocupações sobre o setor estão o risco da expansão dos cultivos energéticos vir às custas de uma diminuição da produção de alimentos e aumento de seus preços, além de possíveis desmatamentos causadas pela conversão de novas terras e o impacto em populações indígenas.

Uso de energia eólica em Cuba poupa combustível

Fonte: ForumSolar.eu

Com o emprego de sistemas de aquecedores solares e de painéis fotovoltaicos, em 2010 Cuba produziu energia equivalente ao emprego de dois mil 319,3 toneladas de petróleo, informou nesta terça-feira (17) o Escritório Nacional de Estatísticas (ONE).

Em seu relatório Energia renovável Cuba 2010, a entidade subscrita ao Ministério de Economia e Planejamento apontou que nesse período a energia produzida ou substituída por dispositivos solares no país foi 7,3 por cento superior à obtida em 2009.
O uso da radiação solar para produzir calor e energia elétrica constitui na nação caribenha uma realidade que a cada dia se incrementa com a instalação de dispositivos fotovoltaicos em áreas rurais e montanhosas, zonas de difícil acesso para as redes do Sistema Eletro-energético Nacional e em sectores priorizados, disse a ONE.
Do mesmo jeito a obtenção de água quente a partir do uso de aquecedores solares permite uma considerável poupança energética, generalizando-se seu uso, fundamentalmente em áreas turísticas e moradias.
Em seu reporte, o Escritório ressaltou que o 89,5 por cento dos sete mil 766 dispositivos solares instalados se encontram em uso e beneficiam, essencialmente, a entidades vinculadas aos sectores de educação e saúde pública.