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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Uso de aquecedor solar gera economia na conta de luz de até 30%

Aquecimento solar pode reduzir conta de luz em até 30%; consultor
 financeiro alerta para tempo para pagar equipamento e custo de manutenção


Fonte: Douranews

Quem paga a conta de luz sabe: ao lado da geladeira e do ar condicionado, o chuveiro elétrico é o principal vilão na conta de energia elétrica. A instalação de um sistema de aquecimento solar em casa praticamente elimina os gastos do chuveiro e ainda pode reduzir o valor da conta mensal de luz em até 30%, segundo cálculos da Abrava (Associação Brasileira de Ar Condicionado, Refrigeração, Ventilação e Aquecimento).
O diretor do departamento de energia solar da associação, Marcelo Mesquita, explica que, dependendo das condições climáticas, o sistema é capaz de aquecer 80% da água quente necessária.
- Considerando uma família de quatro pessoas, em que cada pessoa toma um banho de dez minutos por dia, a despesa mensal na conta de luz só com o chuveiro é de R$ 44,72. Com o sistema de aquecimento solar, a família terá uma economia mensal de R$ 35,78 [considerando o aproveitamento de 80% do sistema de aquecimento]. A economia de energia [no fim do mês] vai chegar a, pelo menos, 30%.
A instalação de um sistema de aquecimento solar para uma família de quatro pessoas custa, em média, R$ 1.800. Para o diretor do departamento de energia solar, o investimento compensa porque a economia na conta de luz é maior que o rendimento de uma aplicação conservadora.
- Se você tem isso na poupança, compensa tirar e aplicar na energia solar. A economia que você tem por mês é maior que o que rende a poupança.
O consultor financeiro da IGF Gerenciamento Financeiro, Alexandre Lignos, alerta que, apesar da economia “prometida” de 30% na conta mensal de energia, o consumidor pode levar muito tempo para pagar o equipamento e deixar de ganhar com os juros – ainda que baixos – da poupança.
- No caso de uma conta de luz de R$ 100, teríamos uma economia mensal de 30%, ou seja, de R$ 30. Com isso, seriam necessários seis anos e dois meses para recuperar os R$ 1.800 do investimento no equipamento, sem contar que o consumidor poderia estar com esse dinheiro rendendo na poupança. Também temos que lembrar do custo de manutenção e na durabilidade do equipamento.
Aquecedor em casa popular

Em 2010, de acordo com Mesquita, foram produzidos 967 mil metros quadrados de coletores de energia solar em 2010 – uma alta de 21% sobre 2009.
Boa parte desses coletores foram colocados nas moradias do Minha Casa, Minha Vida – programa habitacional do governo federal – e nas casas da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) – órgão do governo paulista.
- O Minha Casa Minha Vida contratou 40 mil equipamentos [de aquecimento solar] em 2010, um número bastante considerável. Há uma ascensão de uma faixa da população que usualmente não usariam o aquecimento solar e compraria um chuveiro de R$ 30. O mesmo acontece no CDHU, cujos empreendimentos têm aquecimento solar.
Para o consultor financeiro, o aquecimento solar compensa nesse caso das moradias populares porque “a manutenção é rateada e existe a possibilidade de negociar preços na hora de comprar equipamentos ou peças”.
Quando compensa?
A troca do chuveiro elétrico pelo sistema de aquecimento solar, para Lignos, só compensa para as casas cujos gastos com energia solar são muito grandes.
- Para quem tem uma casa grande e uma conta proporcional a ela, a instalação do aquecimento solar compensa. Agora, para a grande maioria da população, que tem um custo baixo com energia, o equipamento é relativamente caro, assim como a manutenção, e não compensa.

Conta de luz no Brasil é mais cara que em países ricos



Fonte: Correio do Estado

A energia elétrica fornecida para residências no Brasil é mais cara do que em diversos países ricos, como Estados Unidos, França, Suíça, Reino Unido, Japão e Itália, segundo um levantamento feito pelo professor de economia Alcides Leite*, especialmente para o Radar Econômico. Porém, ainda é mais barata que na Alemanha e na Áustria.
Enquanto no Brasil o quiilowatt-hora (kWh) custa US$ 0,254, nos EUA o preço é de US$ 0,133. Tomando como exemplo uma família que consome mensalmente 300 kWh, o gasto anual com a conta de luz fica em US$ 914,40 no Brasil e US$ 478,80 nos EUA. Na Alemanha, onde a energia é a mais cara entre os 17 países analisados, o custo anual seria de mais de US$ 1.000.
Compare os preços médios da energia elétrica residencial, sempre em dólares, por kilowatt-hora, incluindo tributos, e também o gasto anual de uma casa hipotética onde se consomem 300 kWh todo mês:

Energia: Preço no Brasil é o dobro da mundial



Fonte: A Tribuna

Na avaliação da comissão de energia da Abal, o custo da energia, descontada a inflação, dobrou em nove anos no país.

O Brasil tem geração abundante de energia. O problema, na avaliação de Eduardo Spalding, coordenador da Comissão de Energia da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), é a carga tributária do setor, que ultrapassa 50%. Como consequência, o custo da energia no Brasil é o dobro da média mundial: cerca de US$ 60 o megawatt/hora (MWh), ante US$ 30, segundo a Commodities Research Union (CRU), consultoria internacional que acompanha preços de matérias-primas para diversos setores como mineração, siderurgia e energia elétrica. “Isso nos coloca em uma situação insustentável”, diz. “O custo da energia, descontada a inflação, dobrou em nove anos no Brasil.”
Para a produção de cloro e soda cáustica, a maior pressão vem de produtos dos Estados Unidos. “A tendência é o setor deixar de existir no Brasil”, afirma Manoel Carnaúba Cortez, vice-presidente executivo da Braskem. Segundo ele, o País já importa 1 milhão de toneladas de soda cáustica por ano, para um consumo total de 2 milhões de toneladas.
Outro problema, aponta o executivo, é o custo do gás, que corresponde a cerca de US$ 4,5 o milhão de BTU nos EUA, enquanto no Brasil já chega a US$ 14. Por essa razão, a companhia está construindo uma fábrica no México e avalia a abertura de novas unidades em outros países que excluem o Brasil Segundo Cortez, Estados Unidos e Peru podem ser locais “atrativos” para a companhia.
A Stora Enso vai abrir uma fábrica de celulose no Uruguai, onde a empresa sabe que não enfrentará diversos obstáculos encontrados no País, segundo Otávio Pontes, vice-presidente de comunicação da companhia. Além de energia elétrica por um custo bem mais baixo, o executivo pondera que a empresa não enfrentará “problemas” como a dificuldade de fazer a compensação de impostos ao longo da cadeia.
“Para fazer um investimento no Brasil, mesmo que seja para exportação, paga-se 17% de imposto e só se consegue compensar 5%”, queixa-se Pontes. Esses fatores, segundo ele, trazem insegurança para investimentos no país.

Energia solar pode ser possível sem células solares

Cientistas descobriram que o magnetismo da luz pode ser milhões
    de vezes mais forte do que o previsto pela teoria atual.
[Imagem: L.Kuipers & Tremani/Science]


Fonte: Site Inovação Tecnológica

Bateria óptica
Um dramático e surpreendente efeito magnético da luz pode gerar energia solar sem as tradicionais células solares fotovoltaicas.
Usando este efeito, os pesquisadores descobriram uma maneira de construir uma “bateria óptica”.
“Você pode olhar para as equações de movimento durante todo o dia e você não vai ver essa possibilidade. Todos aprendemos na escola que isso não acontece,” conta Stephen Rand, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
“É uma interação muito estranha. É por isso que ela passou despercebida por mais de 100 anos,” diz ele.
Magnetismo da luz
A luz tem componentes elétricos e magnéticos. Até agora, os cientistas acreditavam que os efeitos do campo magnético da luz eram tão fracos que eles poderiam ser ignorados.
O que Rand e seus colegas descobriram é que, na intensidade certa, quando a luz viaja através de um material que não conduz eletricidade, o campo de luz pode gerar efeitos magnéticos que são 100 milhões de vezes mais fortes do que o anteriormente esperado.
Nestas circunstâncias, os efeitos magnéticos da luz apresentam uma intensidade equivalente à de um forte efeito elétrico.
“Isso pode permitir a construção de um novo tipo de célula solar sem semicondutores e sem absorção para produzir a separação de cargas,” afirma Rand. “Nas células solares, a luz entra em um material, é absorvida e gera calor.”
“Aqui, esperamos ter uma carga térmica muito baixa. Em vez de a luz ser absorvida, a energia é armazenada como um momento magnético. A magnetização intensa pode ser induzida por luz intensa e, em seguida, é possível fornecer uma fonte de energia capacitiva,” explica o pesquisador.
Retificação óptica
O que torna isto possível é uma espécie de “retificação óptica” que nunca havia sido detectada, afirma William Fisher, coautor da pesquisa.
Na retificação óptica tradicional, o campo elétrico da luz provoca uma separação de cargas, distanciando as cargas positivas das negativas no interior de um material. Isto cria uma tensão elétrica, semelhante à de uma bateria.
Este efeito elétrico só havia sido detectado em materiais cristalinos, cuja estrutura atômica apresenta uma certa simetria.
Rand e Fisher descobriram que, sob certas circunstâncias, o campo magnético da luz também pode criar retificação óptica em outros tipos de material.
Bateria solar
“Acontece que o campo magnético começa desviando os elétrons, forçando-os a assumir uma rota em formato de C, e fazendo-os avançar aos poucos,” disse Fisher. “Esse movimento das cargas em formato de C gera tanto um dipolo elétrico quanto um dipolo magnético.”
“Se pudermos configurar vários desses elementos em linha ao longo de uma fibra poderemos gerar uma tensão enorme; extraindo essa tensão, podemos usar a fibra como uma fonte de energia,” explica ele.
Para isso, a luz deve ser dirigida através de um material que não conduz eletricidade, como o vidro. E ela deve ser focalizada a uma intensidade de 10 milhões de watts por centímetro quadrado.
A luz do Sol sozinha não é tão intensa, mas o cientista afirma que seu grupo está procurando materiais que trabalhem com intensidades mais baixas. Por outro lado, concentradores solares de alta eficiência já conseguem aumentar a concentração da luz em quase 2.000 vezes.
“Em nosso trabalho mais recente, mostramos que uma luz incoerente como a luz solar é teoricamente quase tão eficiente em produzir a separação de cargas quanto a luz de um laser,” disse Fisher.
Do laser ao Sol
Segundo os pesquisadores, esta nova técnica poderia tornar a energia solar mais barata.
Eles preveem que, com materiais melhores, será possível alcançar uma eficiência de 10 por cento na conversão da energia solar em energia utilizável. Isso é praticamente equivalente à eficiência das células solares vendidas no comércio hoje, embora já existam células solares muito mais eficientes em escala de laboratório.
“Para fabricar as células solares modernas, você precisa de um enorme processamento dos semicondutores”, defende Fisher. “Tudo o que nós precisamos são lentes para focar a luz e uma fibra para guiá-la. O vidro é suficiente para essas duas tarefas. Cerâmicas transparentes poderiam ser ainda melhores.”
A seguir, os pesquisadores vão trabalhar na transformação da luz em eletricidade usando uma fonte de raios laser. A seguir eles trabalharão com a luz solar.
Recentemente, outro grupo de cientistas construiu um metamaterial capaz de interagir com o campo magnético da luz.

Comissão aprova sistema de aquecimento solar em novas construções

O autor da proposta é o vereador Iram Saraiva que visa estabelecer meios práticos para que a energia solar seja de fato aproveitada extinguindo o uso de fontes de energia que afrontam o meio ambiente.


Fonte: Câmara de Goiania


O projeto que altera a Lei complementar nº 177, de 09 de janeiro de 2008 (Código de Obras e Edificações), exige que as edificações novas sejam providas de instalações destinadas a receber sistema de aquecimento de água por meio do aproveitamento da energia solar. O projeto foi aprovado e segue para o plenário devendo entrar na pauta nos próximos dias.
O vereador destaca em seu projeto que uma das soluções para economia de energia nas construções sustentáveis é a energia solar. Dentre vários, dois modos de aplicação da energia solar se destacam: o fotovoltaico, que faz a conversão de raios solares em energia elétrica, e o coletor térmico que absorve a luz e converte de calor. A tecnologia de coletar energia solar e aplicá-la no aquecimento de água é simples de ser aplicada, haja vista que no Brasil muitos fabricantes com materiais certificados.
Outros dois projetos que estavam na pauta, um do vereador Elias Vaz lei complementar que altera o Código de Postura disciplinando a mídia exterior do Município teve pedido de vistas pelo vereador Mizair Lemes (PMDB).
O ultimo projeto é do vereador Virmondes Cruvinel (sem partido) que institui e altera dispositivos no Código de Posturas do município de Goiânia sobre o uso indevido de bancas em calçadas e áreas públicas. Os vereadores Denício Trindade e Luiz Teófilo (ambos do PMDB) entraram com pedido de vista ao projeto.
Estiveram presentes na reunião, o presidente da Comissão Mista,Fábio Tocarski (PCdoB) e os vereadores: Denício Trindade, Luiz Teófilo, Izídio Alves, Luciano Pedroso, Mizair Lemes, (todos do PMDB), Elias Vaz (PSOL), Paulinho Graus (PDT) e Tatiana Lemos (PDT).
(Marianne Carrijo Cardoso)

Vírus aumenta em 10,6% a eficiência de painéis solares


Nesta célula fotovoltaica, o vírus (em forma de 8) ajuda a manter
os nanotubos (na cor cinza) posicionados por meio de cadeias de peptídeos (em roxo)

Fonte: Diário Digital

Um grupo de investigadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, descobriu uma forma inusitada de melhorar a eficiência na conversão de energia solar em eléctrica: através do uso de vírus.
O estudo, publicado na revista Nature Nanotechnology, emprega também nanotubos de carbono para aumentar a eficiência no agrupamento de electrões na superfície da célula solar para a produção de corrente eléctrica.
Essa propriedade dos nanotubos era conhecida, mas o seu uso em tal aplicação era prejudicado por dois problemas. Em primeiro lugar, a sua produção produz geralmente uma mistura de dois tipos: semicondutor e metálico. Outro problema é que os nanotubos tendem a aglutinar-se, o que reduz a sua eficiência.
A nova pesquisa mostrou que os efeitos dos dois tipos de nanotubos são diferentes e que os semicondutores podem melhorar o rendimento das células solares, enquanto os metálicos têm o efeito oposto.
Para resolver o problema do aglutinamento dos nanotubos, entram em cena os vírus. Xiangnan Dang e colegas observaram que uma versão modificada geneticamente de um vírus conhecido como M13, que geralmente infecta bactérias, pode ser usada para controlar o arranjo de nanotubos numa superfície, mantendo-os separados e isolados de modo que não se aglutinem uns nos outros nem causem curto-circuito.
Nos testes, a estrutura com vírus aumentou de 8% para 10,6% a eficiência da conversão energética. Os cientistas do MIT usaram um tipo de célula solar de baixo custo na qual a camada activa é composta de dióxido de titânio, mas afirmam que a técnica pode ser aplicada em células convencionais de silício.
O conjunto de nanotubos e vírus representa um peso ínfimo, de aproximadamente 0,1% da célula solar.
Os vírus realizam duas funções diferentes no sistema. Inicialmente, fazem com que pequenas proteínas (peptídeos) se unam fortemente aos nanotubos, mantendo separadas as minúsculas estruturas de carbono. Cada vírus é capaz de segurar até dez tubos, cada um mantido por 300 peptídeos.
Além disso, os vírus foram induzidos geneticamente para produzir um filme de dióxido de titânio – ingrediente fundamental para as células solares utilizadas – sobre cada um dos nanotubos, aproximando o dióxido de titânio dos nanotubos que transportam os electrões.
As duas funções foram realizadas alternadamente, através da mudança da acidez do meio no qual os vírus se encontram. Segundo os autores do estudo, essa troca de função também foi demonstrada pela primeira vez.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ecotelhado aposta em sistemas ecológicos para hospitais



Fonte: Portal Fator Brasil - 21.04.2011

São Paulo - A Ecotelhado, especialista em infraestrutura verde urbana, é pioneira na instalação de telhados verdes em instituições hospitalares. O primeiro prédio a receber a cobertura foi o Hospital Parque Belém, em Porto Alegre. Com a instalação houve melhoria da eficiência energética além da inserção mais harmônica do prédio na paisagem do local.

O hospital da Zona Sul instalou o telhado ecológico na área de recuperação de dependentes químicos. Após a colocação da cobertura já são percebidas diversas vantagens. Devido à melhoria do conforto térmico no interior do prédio, houve uma redução de cerca de 30% na utilização de ar condicionado. O que aumenta também a qualidade do ar. Além disso, a vegetação multicolorida que fica na laje do empreendimento completa a paisagem do entorno, fazendo com que se multiplique a biodiversidade do local. Localizado em uma área de vegetação abundante, a estrutura hospitalar se encaixou harmoniosamente. Instalado na metade de 2010, a cobertura verde já adquiriu as cores outonais.

"Pesquisas comprovam os benefícios da natureza para a recuperação de pacientes. Os telhados verdes vão de encontro a esta demanda", conclui o diretor da Ecotelhado, João Feijó.

O telhado verde está sendo instalado também no Hospital Albert Einstein e no Hospital Samaritano, na cidade de São Paulo. Fundada em 2005, a Ecotelhado trabalha no desenvolvimento de produtos que diminuem os danos ambientais causados pelo aquecimento global e pelo crescimento populacional nas grandes cidades.

A pegada verde da China



Fonte: Outras Palavras - 20.04.2011

China - Converter-se em líder das economias baixas em carbono dá à China nova força diplomática para as negociações que antecedem a 17ª Conferência das Partes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 17), que acontecerá a partir de 28 de novembro, em Durban. A primeira rodada de conversações climáticas prévias, realizada entre 3 e 8 deste mês em Bangcoc, destacou a atenção que recebe a expansão da economia verde da China, com os negociadores desta potência emergente enfrentando seus pares dos Estados Unidos e da União Europeia (UE), dois de seus tradicionais adversários nas negociações da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudança climática.

Os governos de nações mais ricas, que desde a revolução industrial são as principais emissoras de gases-estufa, tiveram que aceitar o 12º plano quinquenal da China, divulgado às vésperas da reunião de Bangcoc. Este pilar fundamental das políticas neste país detalha uma série sem precedentes de iniciativas para criar uma economia amigável com o meio ambiente. “O plano quinquenal da China acaba de ser divulgado. Precisamos felicitar Pequim por fazê-lo”, disse Artur Runge-Metzger, principal negociador da UE sobre mudança climática, aos jornalistas reunidos em Bangcoc. Entretanto, “precisamos ver como serão executadas essas medidas”, acrescentou.

O plano tem como objetivo central encontrar soluções, disse Jonathan Pershing, que presidiu a delegação dos Estados Unidos enviada a Bangcoc. “Este é um problema que nenhum país pode resolver por si mesmo”, acrescentou. Os negociadores do mundo em desenvolvimento avaliam de modo diferente o crescente domínio da China na paisagem das economias baixas em carbono, enquanto se preparam para a próxima rodada de conversações climáticas da ONU, que acontecerá em meados de junho na cidade de Bonn.

“O surgimento da China como líder em tecnologias limpas e os planos revelados para reduzir sua intensidade de carbono, mediante o novo programa quinquenal tornam mais difícil para os países industrializados tomarem a China por alvo nestas negociações”, disse um negociador de um país asiático que pediu para não ser identificado. “Pequim não jogará segundo as regras dos Estados Unidos ou da UE nestas conversações, agora que mostra maior compromisso para abordar a mudança climática a partir de sua posição vantajosa. Veremos mais disso em Bonn e depois em Durban”, disse o diplomata à IPS.

Alguns analistas também avaliam o perfil sem precedentes que as políticas de Pequim sobre mudança climática deram aos planos de desenvolvimento do país para o período 2011-2015, onde os objetivos de reduzir a intensidade do carbono são detalhados pela primeira vez, além de novas metas sobre desenvolvimento de energias renováveis e eficiência energética.

“Com a apresentação deste plano, no dia 5 de março, vemos as muitas iniciativas políticas, novas, expandidas e fortes, e os objetivos verdes propostos ali como claras evidências de que as políticas baixas em carbono da China são as melhores do mundo”, disseram analistas sobre mudança climática do alemão Deutsche Bank. “Espera-se que nos próximos dez anos a China gaste US$ 740 bilhões em produtos de energia renovável”, afirmou este mês o China Daily, publicado em inglês. “Já representa 50% dos investimentos mundiais totais em energia eólica, e lidera o mundo em investimentos e desenvolvimento em energia solar”, destacou o jornal.

De fato, os novos objetivos de redução da intensidade do carbono, que buscam garantir que as emissões de carbono por unidade de carbono consumido no país sejam inferiores a 17%, em comparação com os registros de 2010, foram uma garantia dada por Pequim na cúpula climática de Copenhague. Nessa ocasião, em dezembro de 2009 e perante os países que apoiaram a Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática, a China foi retratada por alguns como vilã, por se colocar contra a pretensão do mundo industrializado de aceitar o documento final da cúpula defendido pelas nações mais ricas.

Esse ano, a China investiu US$ 34 bilhões em tecnologias verdes, quase o dobro da quantia investida em tecnologias similares nos Estados Unidos, estimada em US$ 18 bilhões. A “maré verde” da China dificulta as coisas para os negociadores sobre mudança climática dos 37 países industrializados e da UE que, com exceção dos Estados Unidos, são signatários do Protocolo de Kyoto (1997). Este tratado internacional é o único legalmente vinculante no mundo e sob o qual as nações industrializadas acordaram reduzir seus gases-estufa, é um pilar fundamental da Convenção Marco.

Para os negociadores ocidentais, há um fato que continua sendo preponderante: os 23% das emissões de gases-estufa da China, que convertem o país no maior contaminante mundial. Em seguida estão os Estados Unidos, com 20%, que são o maior emissor por pessoa desses gases. “Em lugar de cumprirem seus compromissos para reduzir os gases-estufa, os negociadores do mundo industrializado traçam planos para enfraquecer o Protocolo de Kyoto, tomando por alvo países como a China”, que não têm obrigações no contexto deste tratado, disse à IPS Meena Raman, da Amigos da Terra Internacional.

“Ficou claro que no caminho para Durban as nações industrializadas tentarão desregular o regime internacionalmente vinculante de mitigação com um sistema de compromisso voluntário sem garantias”, afirmou Raman. A pressão sobre a China chega em um momento em que os países industrializados têm de cumprir o que prometeram por meio do Protocolo de Kyoto: reduzir em 5% suas emissões de gases-estufa (em relação aos níveis de 1990) até 2012, quando termina a primeira fase do tratado, e depois ir aumentando seus compromissos.

Por sua vez, os negociadores de Pequim já desdenharam dos esforços das nações industrializadas para encontrar alternativas ao Protocolo de Kyoto, incluindo uma que aspira atrair a China para ser parte de um novo regime mundial em matéria de mudança climática.

Medidas de economia de energia mais baratas são mais eficazes



Fonte: Energy Saving Trust - 22.04.2011

Reino Unido - Segundo o diretor-adjunto do Grupo de Pesquisa Política de Energia, Michael Pollitt, métodos menos visíveis de economizar energia são, frequentemente, mais rentáveis do que melhorias de alto custo. Segundo o especialista, métodos mais discretos, tais como diminuir a temperatura do termostato e utilizar isolamento térmico em tanques de água são extremamente rentáveis.

De fato, segundo o Energy Saving Trust, reduzir a temperatura do termostato em um grau pode diminuir as contas de aquecimento em mais de 10% e economizar cerca de 50 libras ao ano. No entanto, Pollitt disse que para alcançar as rigorosas metas de energia do governo, os proprietários eventualmente terão que enfrentar altos custos iniciais que serão menos rentáveis do que outros métodos menos visíveis e mais baratos. Mas eles serão capazes de receber alguma ajuda para fazê-lo com subsídios governamentais e outros projetos.

"Se quisermos ter um grande efeito teremos que pagar muito mais nas contas de energia para as medidas de eficiência energética e também de produção de energia renovável", concluiu Pollitt.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Audiência pública vai discutir política de energias renováveis



Fonte: Agência Câmara dos Deputados

Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável vai promover audiência pública para discutir a política brasileira de energias renováveis. O presidente da comissão, deputado Giovani Cherini (PDT-RS), solicitou o debate para avaliar os projetos previstos em energia eólica, solar e de biomassa e sua relação com a sustentabilidade ambiental.

A data da audiência ainda não foi definida.

“O Brasil vem demonstrando sua intenção de aprimorar o uso de energias renováveis e diversificar as fontes de geração de energia, mas as iniciativas de política de governo ainda são tímidas”, disse Cherini.

Projeto na Câmara
Durante a audiência, também será discutido o Projeto de Lei 630/03, que prevê leilões anuais de energia eólica e de biomassa e a criação de um fundo para financiar pesquisas e incentivar a produção de tecnologias de energia solar e eólica.

Serão convidados para a audiência:
- o relator do PL 630/03, deputado Fernando Ferro (PT-PE);
- o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão;
- o gerente do Departamento de Energias Renováveis do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luís André D’Oliveira;
- o coordenador da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace, Ricardo Baitelo;
- o diretor-executivo Mundial da Suzlon, Tulsi Tanti;
- o diretor-presidente da Impel do Brasil, Lusivaldo Curvina Monteiro.