Fonte: China Daily - 17.09.2010 |
China - Os arranha-céus têm remodelado a paisagem de Shanghai substancialmente na última década, e agora geradores de energia eólica estão prestes a ser parte desse novo perfil da cidade. O projeto Eco City, que será implementado no Nanjing West Road, marcado para inaugurar em abril de 2011, será a primeira propriedade do país a ser abastecida pela energia eólica. O diretor da empresa Sunpower Development & Consulting Co Ltda, Andrew Lee, disse que três conjuntos de geradores serão instalados no alto do prédio de 125 metros de altura. A energia produzida será utilizada na iluminação da fachada, dos halls e de outras áreas comuns. O prédio será o primeiro prédio comercial de Shanghai a receber a certificação ouro de edifícios verdes do Leadership in Energy and Environmental Design (LEED). Isso porque, além dos geradores de energia eólica, muitos outros dispositivos e mecanismos ecologicamente corretos e eficientes energeticamente serão instalados no prédio, tais como um equipamento para seleção de resíduos, reduzindo seus custos com manutenção em até 20%. Diferente dos edifícios comerciais tradicionais, o projeto Eco City utiliza janelas com vidros duplos, janelas maiores para aproveitar a luz natural e uma fachada de alumínio branco. As duas camadas não apenas dão ao prédio uma aparência única mas também reduzem a energia necessária para o aquecimento e o resfriamento. Aparelhos de ar condicionado somam cerca de 55% do total do consumo de energia de um escritório, enquanto que a iluminação representa cerca de 25% e os elevadores, 20%. As emissões de carbono dos edifícios contabilizam cerca de 30% a 40% das emissões totais de uma cidade. Sendo assim, medidas verdes e de economia de energia em prédios são extremamente necessárias", disse o professor Chen Jie. O ministro de habitação e de desenvolvimento urbano-rural planeja reduzir a poluição emitida pelos edifícios aumentando os padrões industriais para futuros projetos. |
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Arranha-céu em Shanghai será abastecido com energia eólica
Aproveitar centros de cogeração como sistema de economia de energia
Fonte: El Mundo - 17.09.2010 |
Espanha - A empresa Marina d´Or Energías Renovables firmou um acordo de colaboração com a empresa Finanzauto, distribuidora oficial dos motores americanos da marca Caterpillar. A Marina d´Or Energías Renovables emitiu um comunicado informando sobre seu trabalho na elaboração de auditorias energéticas, colocando ao alcance de empresas, órgãos públicos e privados, soluções baseadas na eficiência e na economia de energia, com sistemas de alto rendimento, que ofereçam, simultaneamente, uma importante economia financeira. A empresa destaca que um dos sistemas de economia de energia mais importantes são os centros de cogeração. "A gama de motores de cogeração é tanta que o departamento de Engenharia da Marina d´Or Energías Renovables projeta planos de negócios personalizados, segundo as necessidades ou possibilidades específicas de cada empresa", expõe o comunicado. A companhia está instalando, há mais de sete anos, um centro de cogeração Caterpillar de 3,5 MW, que abastece de energia elétrica e térmica todas as instalações da Marina d´Or Ciudad de Vacaciones, revertendo o excedente para a rede. Atualmente, o centro de cogeração é um dos mais eficientes na Espanha, alcançando rendimento global de 80%, segundo dados disponibilizados. |
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Weg premiada como uma das mais inovadoras
Fonte: Folhablu - 14.09.2010 |
São Paulo - Tendo a inovação como uma das prioridades ao longo de sua trajetória, a Weg recebeu no último dia 9 de setembro, em São Paulo, o Prêmio Empresas Mais Inovadoras do Brasil 2010. Promovido pela Revista Época Negócios em parceria com a consultoria da AT Kearney, a premiação contemplou as 20 empresas que compõem o ranking da inovação, analisadas por 12 mil consumidores do país e selecionadas entre as 120 companhias inscritas. A lista, encabeçada pela Whirlpool, contou também com empresas como Embraco, O Boticário, Vale e White Martins. A Weg, que possui hoje 75% de seu faturamento originado de produtos lançados nos últimos três anos, ficou com a 19ª colocação. “A inovação é uma questão de sobrevivência para nós”, afirma Mílton Castella, diretor de Engenharia da Weg. “Nossos diferenciais são essenciais, já que os motores começam a se tornar commodities no mercado internacional”, completa. O principal objetivo da Weg é aumentar a eficiência energética dos produtos. “Estamos produzindo motores que precisam de menos matéria-prima para serem fabricados e que consomem menos energia. Com isso, conseguimos fazer com que menos CO2 seja gasto em ambas as pontas da cadeia”, afirma Sebastião Nau, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Weg. A premiação também contemplou os destaques de excelência em relação aos quesitos estratégia para inovação, organização e cultura, e processos inovação, tendo como vencedores Whirlpool, O Boticário e Dow respectivamente. |
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Construções sustentáveis ganham mercado no Brasil
São Paulo - Viáveis e lucrativos, os chamados "prédios verdes" vão, aos poucos, ganhando espaço no país. Entre o título e a realidade, porém, é necessário cautela. Não basta ter um jardim bem cuidado ou meia dúzia de árvores para merecer o crédito. Uma boa maneira de checar a vocação ambiental do imóvel é saber se ele possui certificado. Para isso, o empreendimento precisa ser erguido dentro de parâmetros ambientais em todas as fases - do planejamento à operação, passando pela construção. No Brasil, a busca por esse tipo de certificação cresceu 75% de 2009 pra cá. Certificado Leed Um dos selos disponíveis no mercado é o Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), fornecido pelo instituto americano Green Building Council Brasil, criado em 2004. O primeiro empreendimento brasileiro e da América Latina a conquistar a certificação ambiental, em 2007, foi uma agência do Banco Real, na Granja Viana, em Cotia, SP. Para obter o Leed, o imóvel tem de atender, no mínimo, a 26 exigências, de uma lista com 69. São avaliados o consumo de energia, o reaproveitamento de água, o uso de materiais certificados ou reciclados na construção e no mobiliário, a localização do prédio e a baixa produção de resíduos, entre outros itens. Atualmente, 19 empreendimentos brasileiros já possuem o Leed, e outros 192 estão em processo de certificação - em maio do ano passado, eram apenas 119. Certificado Aqua Outro selo ambicionado é o Aqua (Alta Qualidade Ambiental), o primeiro referencial técnico brasileiro para construções sustentáveis. Desenvolvido em 2008 pela Fundação Vanzolini, o selo já conta com 25 processos iniciados e 13 empreendimentos certificados, entre os quais constam duas unidades da Leroy Merlin, no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, e a Casa Natura, um misto de centro de convivência e loja da marca de cosméticos, em Santo André, SP. O Aqua, que começou a ser emitido no ano passado, baseia-se em 14 critérios de sustentabilidade divididos em quatro fases (eco-construção, eco-gestão, conforto e saúde), que se aplicam para diversos empreendimentos - residenciais, comerciais, complexos esportivos e habitação popular. Para o coordenador executivo do processo, Manuel Carlos Reis Martins, a busca crescente por esse tipo de empreendimento é inevitável. "Diante dos desafios ambientais que enfrentamos, a construção sustentável será o único caminho possível para o setor de edificação civil no futuro", afirma. Custo-benefício: bom para o meio ambiente e para o bolso Seguir com rigor os padrões exigidos pelas certificações tem seu preço: a construção pode ficar de 5% a 10% mais cara, dependendo da sofisticação desejada. Em contrapartida, um empreendimento construído dentro desses padrões podem reduzir entre 30% e 40% o consumo de energia, 50% o consumo de água, 35% a emissão de CO2 e em até 90% o descarte de resíduos, além de garantir um ambiente interno mais saudável e produtivo. "O investimento em projetos sustentáveis, além ter um impacto menor no meio ambiente, reflete-se em um custo operacional mais baixo", afirma Marcelo Takaoka, presidente do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável. "Pode até custar mais caro no começo, mas depois reduz consideravelmente as faturas de água e luz". |
Evento sobre construção sustentável
Ideal consegue apoio da Unesco
Fonte: ClicRBS - 19.08.2010 |
Santa Catarina - O Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Ideal), fundado há três anos pelo engenheiro Mauro Passos, conseguiu apoio institucional da Unesco, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. Outra conquista do instituto, esta semana, em Montevidéu, foi a parceria com cinco instituições que atuam no âmbito do Mercosul para o lançamento do Concurso Mercosul em Energia Renovável e Eficiência Energética. "Começamos em 2008 com um projeto piloto em Santa Catarina, em 2009 realizamos o concurso em nível nacional e agora chegamos no Mercosul. Tudo exatamente como tínhamos planejado", comemora Mauro Passos. Segundo ele, o compromisso do Concurso Mercosul é com conhecimento, sustentabilidade e integração. A premiação será de US$ 100 mil. |
Diagnósticos energéticos otimizam projetos de eficiência
Segundo especialistas, análise prévia apresenta-se como opção para empresas reduzirem consumo de energia elétrica |
Danilo Oliveira, para o Portal Procel Info "O bom diagnóstico deve começar analisando por que precisa-se de energia, quais os energéticos, equipamentos e sistemas existentes para atender a estas necessidades, se estão bem dimensionados, instalados e operados e quais seriam as melhores formas de fazê-lo", resume o professor e consultor Agenor Gomes Pinto Garcia, autor do livro Leilão de Eficiência Energética, pela Synergia Editora. Garcia acredita que, além do diagnóstico, é necessário que a implantação das ações seja monitorada por um sistema de gestão energética, com o objetivo de que os resultados não sejam perdidos ao longo do tempo. "Se não for acompanhado de medidas de implantação efetiva, como infelizmente acontece em muitos casos, nada adianta", avaliou o professor. Ele destacou ainda que é fundamental para os diagnósticos procurar entender as necessidades do uso de energia e a forma como ela é utilizada. O professor explicou que os diagnósticos devem levar em conta também quais as formas de energia disponíveis, seus custos e formas de comprá-las, buscando estabelecer as medidas necessárias para um resultado realmente eficiente. Para isso, Garcia destacou a necessidade de que sejam considerados todos os fatores que podem influenciar o consumo de eletricidade como, por exemplo, temperatura, produção e ocupação, além da própria energia e demanda consumidas por setores e equipamentos mais importantes. Além do diagnóstico, é necessário que a implantação das ações seja monitorada por um sistema de gestão energética, com o objetivo de que os resultados não sejam perdidos ao longo do tempo, indica Agenor Garcia No Rio de Janeiro, o Sebrae/RJ apóia micro e pequenos proprietários que optam pela realização de diagnósticos em suas empresas. O objetivo da entidade é identificar o potencial existente de economia de energia e apresentar soluções, indicando o que deve ser feito, quanto deve ser investido e o provável prazo de retorno dos investimentos. Com ações voltadas à redução do consumo em seu segmento, o Sebrae/RJ constatou um potencial médio de até 30% de economia de energia em micro e pequenas empresas. "Ao implantar essas soluções, o empresário poderá usar os recursos energéticos disponíveis de forma eficiente, diminuindo o consumo excessivo, sem perda de produtividade; reduzir gargalos e aumentar, assim, a qualidade de seus produtos; gerar menor impacto no meio ambiente, o que garante aumento de competitividade; e aumentar a margem de lucro", detalhou o diretor-superintendente do Sebrae/RJ, Sergio Malta. O executivo do Sebrae/RJ explicou que as soluções apresentadas pelos consultores são baseadas nos dados de consumo informados pelos empresários. Malta avalia que, quanto mais próximos do consumo real, mais fácil se torna para calcular o prazo de retorno do investimento. Isso porque, segundo ele, uma diferença considerável entre os dados informados e o consumo efetivo podem acarretar em necessidades de correção durante o projeto executivo. "O dia-a-dia do proprietário de uma micro ou pequena empresa é bastante intenso e, muitas vezes, a preocupação com o uso da energia não é prioridade, pois há outros gastos mais elevados. Porém, quando conseguimos sensibilizar o empresário para a possível economia de energia existente em sua empresa, ele não hesita em colocar as ações em prática, pois sabe que terá bons resultados", destacou Malta. |
Portal difunde tecnologias
Fonte: Ambiente Energia - 18.08.2010 |
Brasil - Quem procura ficar atualizado sobre as novas soluções de geração, consumo e uso eficiente da energia tem agora um canal exclusivo. Trata-se do portal Energia Fronteiras da Tecnologia, iniciativa do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. O portal tem como principal foco o conhecimento sobre novas ferramentas, oportunidades de investimento e soluções futuras para a área de energia, sobretudo para produção, utilização e eficiência energética. Um dos objetivos do portal é disseminar informações sobre novas tecnologias, em busca de uma economia sustável e de baixo carbono. Este novo espaço terá um processo contínuo de mapeameamento das tecnologias, com a preocupação de auxiliar as empresas a se adequarem a uma economia energeticamente eficiente e de baixo carbono, assim como para os investidores interessados nesta área. Na seção Produção, encontra-se informações sobre tecnologias nas áreas de bioenergia, eólica, solar, nuclear, geotérmica e outros fontes. Outro item do portal é a seção Utilização, que relaciona projetos desenvolvidos. Nesta área, já estão relacionados projetos, por exemplo, de turbinas de aviões, motor tetrafuel, novas baterias de armazenamento elétrico e sistema de partida a frio Flex Start. Outra área trata de projetos relacionados à Eficiência e outras ferramentas, já trazendo iniciativas como padronização de linguagens de smart grid, recuperação de calor para geração de energia e transmissão de energia elétrica sem fio. Os usuários também terão espaço para enviar a sua tecnologia. |
BNDES aprova medidas para o investimento em turismo
Fonte: Estadão - 17.08.2010 |
Rio de Janeiro - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um conjunto de medidas de incentivos ao investimentos no setor de turismo. O objetivo é modernizar e ampliar a rede hoteleira para capacitar o país com infraestrutura turística adequada para a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, em 2014 e 2016. O programa já conta com uma carteira de R$ 709,4 milhões, incluindo operações aprovadas, em análise e em perspectiva. Esses valores equivalem a investimentos de R$ 1,2 bilhão. As primeiras aprovações do programa foram para investimentos em dois hotéis no Rio de Janeiro. Um deles, de R$ 146,5 milhões, foi para a Companhia Industrial de Grandes Hotéis, empresa do Grupo EBX, reformar o Hotel Glória. O outro, de R$ 11,6 milhões, é destinado à GB Copacabana Administração Hoteleira Ltda para a construção do hotel Ibis Copabacana. A reforma do tradicional Glória, um importante referencial da memória cultural da cidade do Rio de Janeiro, busca reenquadrar o hotel no padrão de alto luxo, posicionamento que veio perdendo ao longo dos anos, fruto de sucessivas reformas que descaracterizaram a construção original. As obras incluem o restauro da fachada, que terá seu desenho original recuperado, e uma completa reforma do prédio. Segundo nota enviada pelo BNDES à imprensa há pouco, as iniciativas contemplam a inclusão no Cartão BNDES do financiamento aos serviços de qualificação profissional do setor de hotelaria e lazer. Com isso, os cursos de capacitação e de aperfeiçoamento profissional relacionados às atividades de recepção, viagens, eventos, serviços de alimentação, entretenimento e línguas (inglês e espanhol) estão autorizados a obter financiamento do Cartão BNDES, desde que sejam previamente credenciados no Portal de Operações. O Cartão BNDES também passa a financiar contrapartidas financeiras de programas de qualificação profissional executados pelo Ministério de Turismo (MTUR) e pelo Sebrae, voltados para a promoção da competitividade empresarial e para a qualificação profissional nas áreas de hospitalidade e lazer. Nos casos de reforma, modernização e ampliação, os prazos de pagamento poderão ser ampliados de 8 anos para 10 anos, se o investidor apresentar certificação de eficiência energética, emitida por entidade qualificada. Esse período poderá, ainda, ser estendido para até 14 anos caso o tomador do crédito obtenha certificação de construção sustentável. Para os projetos de construção de novos hotéis, o prazo de pagamento poderá chegar a 15 anos se o empreendimento obtiver certificação de eficiência energética e a até 18 anos se a certificação for de construção sustentável, reconhecida por entidade de credenciamento acreditada dentro do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade. |
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Regulador do uso de energia trás melhoria para o sistema de aquecimento
Fonte: IG Notícias - 18.08.2010 |
São Paulo - A baixa eficiência de seu aquecedor solar de água nos dias nublados e a necessidade de utilizar outra fonte de energia incomodou o engenheiro elétrico João Luiz Florio. Para resolver o problema, ele desenvolveu um aparelho que permite controlar a temperatura e o tempo em que a resistência elétrica é usada para aquecer a água. Dessa maneira, é possível economizar nos dias frios entre 20% e 25% de energia elétrica quando comparado ao modelo tradicional de aquecimento solar. O aparelho eletrônico, criado pelo engenheiro e professor da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), pode ser acoplado a qualquer modelo residencial de aquecedor solar, com instalação nova ou já em uso. Ele funciona por meio de um sistema automático, composto por sensores (instalados no reservatório de água), controles de operação e módulo de potência que liga o resistor elétrico. “A tecnologia desenvolvida é muito útil para otimizar o uso da energia elétrica quando necessária”, afirma Florio. É possível ajustar o aparelho de três maneiras diferentes. Na função que utiliza o termostato é possível monitorar a temperatura do reservatório de água (ou boiler). Outra maneira é por meio de um temporizador que estabelece o tempo que a resistência do aquecedor elétrico ficará ligada. A última opção é o modo programado, no qual o usuário pode determinar a hora de funcionamento da resistência elétrica e a temperatura desejada. Outra vantagem do sistema é o recurso “anti-freezing”, que evita o congelamento da água dentro dos coletores. Quando o aparelho detecta que a temperatura está se aproximando de 0º, a situação é revertida automaticamente. Além disso, nos dias em que há muita demanda por água quente, é possível ativar o modo de “circulação forçada”. Nele, é aumentada em até 30% a disponibilidade de água aquecida, já que o processo de aquecimento ocorre mais rapidamente. A utilização do aparelho proporciona uma economia entre 20% e 25% de energia elétrica quando ele é comparado ao modo tradicional de energia solar. Florio estima que o preço do aparelho será baixo e inicialmente o produzirá em sua própria empresa, a sorocabana Kenntech, que desenvolve produtos eletrônicos. Existem hoje no mercado aparelhos que controlam a temperatura dos aquecedores solares, mas eles não têm controle multifuncional. “Queremos fornecer o aparelho para os fabricantes”, afirma o engenheiro. “Como é um pouco difícil para o usuário instalar sozinho, devido à necessidade de conhecimentos técnicos, o ideal seria vender junto com os aquecedores”. Segmento cresce O mercado brasileiro de aquecedores solares cresceu 18,9% no ano passado, segundo a Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava). Tal crescimento foi impulsionado pelo aumento da consciência ambiental dos consumidores e por ações governistas com a implantação de aquecedores solares em projetos como o Minha Casa, Minha Vida, entre outros. Apesar da expansão no comércio, ainda existem empecilhos para a popularização do modelo energético. Um deles é o custo elevado - de, em média, R$ 1,7 mil - para adquirir os painéis solares e instalar o sistema. “Apesar de o investimento inicial ser alto, a recuperação ocorre muito rapidamente. Nas residências, em aproximadamente 24 meses ocorre a amortização”, diz Marcelo Mesquita, gestor do departamento de energia solar da Abrava. Outra dificuldade é a instalação dos aparelhos, que precisa ser feita por técnicos especializados. Atualmente existem 200 empresas no Brasil - entre fabricantes, revendedores e instaladores - voltadas ao setor de energia solar. |
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