Fonte: Estadão - 05.07.2010 |
Mundo - A sustentabilidade já é um conceito amplamente disseminado na construção civil. Agora, arquitetos do mundo todo tentam mostrar que é possível reunir soluções ambientalmente corretas e, ao mesmo tempo, investir na beleza de edifícios e casas. Um exemplo da harmoniosa união da sustentabilidade com o design foi dado pelo escritório de arquitetura Philippon-Kalt, que inaugurou recentemente, perto da estação de metrô Barbes, em Paris, o primeiro prédio residencial com uma fachada feita de painéis que captam energia solar. As 17 unidades são destinadas a famílias de baixa renda - que, além de morarem num edifício inovador, de quebra ainda podem obter uma redução de até 40% nos gastos com aquecimento de água. A fachada foi projetada com uma série de painéis azuis que ficam em frente aos terraços. Eles podem ser movidos e, ao mesmo tempo em que fazem a captação da luz, dão um ar moderno à construção. A integração completa com o ambiente é a principal característica da H House, projetada a pedido de um casal morador da região de Maastricht, na Holanda. No interior, o que se vê é um loft com um mezanino central. Algumas poucas colunas retangulares sustentam as lajes. Todas as outras paredes, internas e externas, são de vidro, o que permite que a luz exterior tome conta do espaço. A privacidade, que inicialmente poderia ser uma preocupação, foi garantida pela criatividade dos designers. A casa possui uma série de cortinas que podem ser fechadas ao gosto dos proprietários e usadas, ainda, para dividir ambientes internamente. |
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
Sustentáveis, econômicos e belos
Projeto de remodelagem do trânsito de Itaperuna
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Fonte: O Globo Online - 29.06.2010 |
Rio de Janeiro - O sistema viário de Itaperuna, no Rio de Janeiro, será remodelado nos próximos dois meses. A Secretaria municipal de Transportes já encomendou novos sinais luminosos com temporizadores e pretende instalar 17 radares eletrônicos, dos quais seis para coibir o avanço de sinais. Outra promessa é melhorar a sinalização vertical e a horizontal das vias. "Estamos há mais de 20 anos sem uma reestruturação no trânsito da cidade. Itaperuna é cortada pela BR-356 e, por isso, temos um fluxo diário de 27 mil veículos na nossa principal via. Com a instalação de radares, vamos aumentar a receita da cidade, e o dinheiro será aplicado em melhorias na pavimentação, bem como na sinalização de todas as ruas do município", explica o secretário de Transporte, Sandro Ribeiro. Ele enfatiza ainda que os sinais luminosos serão substituídos pelos modernos modelos LED (Diodo Emissor de Luz). Dentre os benefícios do novo sistema, Ribeiro cita a vida útil das lâmpadas, em torno de cinco anos, e a redução no consumo de energia, dez vezes menor, comparado ao modelo convencional. Outra novidade é a implantação do sistema rotativo de vagas na região central de Itaperuna. A ideia é criar, inicialmente, 1.500 vagas. Temos um problema crônico de ocupação do espaço público no Centro da cidade. Já apresentamos o projeto à Câmara dos Vereadores e aguardamos a votação — conclui. |
Copa de 2014 promete benefícios para economia brasileira
Fonte: Novo Hamburgo - 29.06.2010 |
Brasil - A Copa de 2014 poderá quintuplicar os investimentos diretos realizados no Brasil para viabilizar o evento, injetando no total R$ 142,39 bilhões na economia durante os próximos quatro anos. A informação é resultante do estudo Brasil Sustentável – Impactos Socioeconômicos da Copa do Mundo 2014, produzido pela Ernst & Young em parceria com a Fundação Getúlio Vargas. Além do investimento direto de R$ 22,46 bilhões em infraestrutura e organização, o Mundial deve gerar R$ 112,79 bilhões adicionais, considerando-se os impactos provocados em inúmeros setores interligados, em um “efeito dominó” com uma série de desdobramentos econômico-sociais. Serão gerados 3,63 milhões de empregos-ano e R$ 63,48 bilhões de renda para a população, impactando o mercado de consumo interno. A arrecadação terá também um adicional de R$ 18,13 bilhões para reforçar os cofres públicos. O impacto direto sobre o PIB no período 2010-2014 é de R$ 64,5 bilhões – valor que corresponde a 2,17% do valor estimado para PIB de 2010, de R$ 2,9 trilhões. Os setores mais beneficiados pela Copa do Mundo no Brasil serão os de construção civil, alimentos e bebidas, serviços prestados às empresas, serviços de utilidade pública (eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana) e serviços de informação. Turismo O investimento para equacionar os principais gargalos estruturais, como a limitação dos aeroportos, deve favorecer também o fluxo turístico. A perspectiva é de que o número de visitantes internacionais para o Brasil cresça 79% até a Copa, podendo ter impacto superior nos anos seguintes. O estudo aponta que, no período 2010-2014, o número de turistas internacionais deve crescer em 2,98 milhões de pessoas. “O incremento do turismo traz consigo uma entrada significativa de recursos, que acabam se distribuindo entre os setores de hotelaria, transporte, comunicações, cultura, lazer e varejo”, explica José Carlos Pinto, sócio de assessoria da Ernst & Young. A estimativa é de que só o fluxo induzido pela Copa do Mundo seria responsável por receitas adicionais de até R$ 5,94 bilhões. Investimentos nas cidades-sede As 12 cidades-sede receberão investimentos de infraestrutura da ordem de R$ 14,54 bilhões, que vão muito além da construção e/ou modernização dos estádios, com significativo impacto sobre os PIBs municipais. Só na reurbanização e embelezamento das cidades, os gastos estão estimados em R$ 2,84 bilhões. Há ainda investimentos representativos na base de tecnologia de informação em cada cidade, em mídia e publicidade, segurança pública, na expansão e adequação de complexos hoteleiros e soluções de mobilidade urbana, entre outros. Copa Sustentável O estudo mostra ainda como o desenvolvimento de métricas, segundo os critérios adotados pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep, na sigla em inglês), permitem que a Copa de 2014 venha a ser a primeira copa sustentável da história – respeitando as dimensões econômicas, sociais e ambientais. Segundo o estudo, são sete passos que permeiam todas as atividades da Copa: como minimizar a pegada de carbono; como promover a conservação da água; como reduzir, reutilizar, e recicla resíduos com apoio dos catadores; como alcançar a eficiência energética, com uso de transportes acessíveis e universais que minimizem a poluição; paisagem e biodiversidade; edifícios verdes e estilos de vida sustentáveis; construção sustentável. O estudo Brasil Sustentável – Impactos socioeconômicos da Copa do Mundo 2014 é a sexta de uma série de publicações desenvolvidas em conjunto pela Ernst & Young e a FGV Projetos. Na série, foram tratados: potencialidades do mercado habitacional, crescimento econômico e potencial de consumo, competitividade industrial, energia e agroindústria. |
Casas de baixo impacto para Gana
Fonte: Terra Notícias - 29.06.2010 |
Gana - Pensar em uma casa que estivesse inserida no contexto arquitetônico e prático da região onde seria construída, que fosse modular e pudesse ser montada, transportada e reutilizada de forma prática e eficaz, e que aproveitasse ao máximo as técnicas de eficiência energética, como uso de ventilação natural, aproveitamento solar, aproveitamento da água, tratamento de resíduos e materiais sustentáveis. Foi com isso em mente que as arquitetas do Blaanc, em parceira com o arquiteto João Caeiro, projetaram a Emerging Ghana, uma casa modulada feita especialmente para os moradores do Gana. A casa é versátil e pode crescer sempre que a renda permitir ou que a família aumentar. Todos os materiais utilizados na construção, como paredes de terra socada, madeira Dahoma e bambu, são naturais da região e podem ser encontrados sem dificuldades pelos moradores. Além disso, os próprios moradores e vizinhos poderão ajudar na construção, gerando renda para a comunidade e dando uma nova capacitação aos habitantes. A eficiência energética ficará por conta de algumas soluções de baixo impacto que, além de reduzir o consumo, irão melhorar o conforto térmico no local. Um design que favorece a entrada da luz natural, com a construção profunda, voltada para o sul, e beirais largos que garantem sombra nas laterais da casa reduzem a necessidade de climatização ou iluminação artificiais. Um aquecedor solar no telhado garante água quente para cozinha e banheiros sem uso de eletricidade. A água da chuva também é coletada e reutilizada no jardim e horta, que proverá alguns alimentos e auxiliará no sustento da família. Uma pequena fossa séptica será construída para gerir os resíduos da família e uma composteira transformará o lixo orgânico em adubo. Projeto premiado Tantos benefícios fizeram do projeto o vencedor do concurso Open Source House, organizado pela ONG que busca alternativas de moradia dignas, acessíveis e sustentáveis para populações de países em desenvolvimento. "O objetivo do concurso era projetar uma habitação sustentável, flexível e de baixo custo, destinada à classe média de Gana, afirmam os vencedores. Com planos de ser construída ainda em 2010, a casa completa custará em torno de US$ 12,5 mil. |
Medidas econômicas eficazes
Fonte: Jornal da Cidade - 27.06.2010 |
Brasil - A taxa Selic está de acordo? Você acompanhou e discutiu na mesa de bar sobre os reflexos da última reunião do Copom? Está atento às oscilações do atual pregão da Bolsa de Chicago? Se a resposta é “não”, relaxe. Você está dentro da maioria absoluta que, mesmo alheia aos complexos e cifrados índices macroeconômicos, não deixa de exercer papel, direto ou indireto, no sobe e desce das cotações no noticiário do dia . Contudo, não é necessário ter o know how de um Joelmir Betting, Luis Nassif, Carlos Sette ou Reinaldo Cafeo, que habitualmente destrincham de olhos fechados o vaivém de cotações, para colocar em prática medidas econômicas eficazes. Apesar de simples, a racionalidade econômica “leiga” desemboca em benefícios medidos na ponta do lápis e, principalmente, no extrato bancário. Habilidade no gerenciamento das cifras, porém, não implica necessariamente em encarnar a face humana do Tio Patinhas, guardar dinheiro embaixo do colchão ou tomar banho gelado numa noite de inverno, para não gastar eletricidade. O maior macete, ensinam especialistas, é, no português mais claro, gastar direito ou até mesmo ganhar dinheiro, transformando despesa em investimento. É o que fez o policial militar Jorge Santos, que em um mês reduziu o valor na fatura de energia elétrica pela metade, ao trocar o chuveiro elétrico por um dispositivo com água aquecida por energia solar. Ele conta ter investido R$ 1.600,00 no equipamento, entretanto, já recuperou a quantia gasta com a conta mensal mais amena. Conta menor Com a sobra, acrescenta Santos, foi possível investir em ainda mais economia para o lar. O dinheiro guardado com a menor conta de luz foi investido em novos eletrodomésticos. O resultado, orgulha-se o policial, foi nova redução na conta. “Em um mês, consegui uma redução de R$ 300,00”, contabiliza. “Troquei geladeira e televisão, que também tinham consumo alto, por aparelhos mais novos, que puxam menos energia”, detalha. O passo seguinte foi a substituição total das lâmpadas da casa. Ele conta ter retirado os antigos dispositivos incandescentes, com maior consumo e menor desempenho, pelas modernas lâmpadas fluorescentes, que iluminam mais com menos energia, apesar de mais caras. Enquanto as antigas lâmpadas convencionais - cujos fabricantes nacionais já começam a fechar portas - custam em média R$ 4,00, uma luminária fluorescente - a maioria produzida na China - não é encontrada por menos de R$ 11,00. Mesmo assim, considera Santos, o gasto maior tem o peso de investimento. “A economia de energia compensa o gasto.” Medidas assim são valorizadas por experts. “Energia elétrica é muito cara e pesa demais no orçamento”, enfatiza Salete Lara, professora na disciplina análise do pensamento econômico, do curso de economia da Instituição Toledo de Ensino (ITE). Segundo ela, um comportamento econômico racional implica, justamente, na otimização dos recursos, com o aproveitamento total do que o dinheiro pode proporcionar. “A racionalidade econômica faz com que uma pessoa consuma o que for realmente necessário naquele momento, procurando os melhores preços, sem desperdício”, define, ao diferenciar o consumo consciente dos chamados sovinas. “Quem cria o ‘escorpião no bolso’ não quer gastar nem com o necessário. Só consome quando não há outra opção”, compara. |
Especialistas europeus na luta por sustentabilidade na indústria musical
Fonte: Deutsche Welle Brazil - 28.06.2010 |
Alemanha - O festival de música c/o pop chegou ao final na última segunda-feira, 28 de junho, em Colônia, na Alemanha, com um show do jazzista norueguês Bugge Wesseltoft e do ídolo da música house Henrik Schwarz. Aliando techno-ambient, Detroit-house e free jazz , Wesseltoft e Schwarz mostraram pela primeira vez seu projeto inovador na cidade às margens do Reno. O c/o pop, todavia, é mais do que música. Procurando interligar os diversos setores da indústria criativa, o festival organiza todos os anos uma convenção sobre cultura pop e negócios. Neste ano, diversos painéis da Creative and Business Convention (C'n'B) foram dedicados à sustentabilidade criativa. A preocupação ambiental em concertos, festivais e clubes foi tema do seminário How green is green? (quão verde é o verde?), organizado pelo c/o pop e pela Energy Union, iniciativa fomentada pela Comissão Europeia que há um ano propaga ideias ambientais através de shows em diversos clubes europeus. Temas ambientais em clubes Abrindo o painel, Matt Black, do duo inglês Coldcut, afirmou que “não adianta forçar pessoas jovens a se interessarem por temas ambientais, isso tem que acontecer de forma prazerosa e lúdica”. Black é conhecido por suas perfomances audiovisuais e é um dos responsáveis pelo show de 90 minutos da turnê Energy Union - The 2010 Intelligent Energy Tour. Em entrevista à Deutsche Welle, Martin Geilhufe, da Federação pelo Meio Ambiente e Proteção à Natureza da Alemanha, explicou que o objetivo da turnê é convencer os mais jovens da importância das energias renováveis através de exemplos positivos de como eles podem tornar seu estilo de vida mais verde. Geilhufe afirmou que os jovens têm grande interesse em temas ambientais e que a reação do público foi positiva na maioria das vezes, principalmente em países da Europa Oriental. O ativista disse, no entanto, que temas ambientais não são compreendidos da mesma forma por todos que vão a um clube para dançar. “Nem sempre é fácil aliar temas políticos à cultura de clube”, disse. Problema energético Uma das convidadas do seminário foi Helen Hearthfield, diretora associada da iniciativa britânica Julie's Bicycle, uma ampla coalizão de especialistas de música, teatro e ciência, que se engajam para tornar a indústria criativa mais verde. Desde 2007, Julie's Bicycle pesquisa as emissões de carbono da indústria musical do Reino Unido. Hearthfield destacou que, entre os principais problemas enfrentados por festivais de música que querem diminuir suas emissões de gás carbono, um dos principais desafios é a diminuição do consumo energético, principalmente no que diz respeito à iluminação. A escolha de um equipamento energeticamente mais eficiente é essencial. Outro ponto é a questão do lixo. É preciso escolher produtos, como copos, por exemplo, cujos materiais sejam recicláveis. Além disso, os dejetos de sanitários públicos poderiam ser reaproveitados para a produção de compostos orgânicos. A localização dos festivais também contribui para aumentar as emissões, explicou. Festivais urbanos são energeticamente mais eficientes, já que o público não tem necessariamente que se deslocar de carro ou avião para chegar até lá. Como há hoje muitos festivais no campo, é preciso facilitar o acesso ao transporte público, afirmou Hearthfield. Mudança de atitude A ativista britânica chamou atenção para o fato de a indústria da música ser bastante especial. Por isso, o apoio necessário para que diminua suas emissões tem que ser direcionado de forma específica para esse ramo. Segundo ela, é preciso medir a eficiência dos festivais. Pois só assim é possível criar uma espécie de concorrência positiva entre eles, a fim de que diminuam cada vez mais suas emissões. No Reino Unido, um número cada vez maior de festivais se compromete a reduzir suas emissões de CO2, utilizando, por exemplo, biodiesel para produzir energia, explicou. Para concluir, Hearthfield afirmou que muitos organizadores de festivais não querem mudar sua atitude, nem sua forma de organização, muitas vezes “por comodidade ou por falta de informação”. Apoio à consultoria energética Já nos clubes noturnos, a refrigeração é um dos fatores mais poluentes, alertou Jacob Bilabel, diretor executivo da Green Music Initiative em Berlim. A escolha do equipamento certo e seu uso correto ajudariam a diminuir as emissões de CO2. Bilabel mencionou que há diferenças entre os estados alemães quanto à consultoria energética. Enquanto em Berlim não há subvenções para isso, na Renânia do Norte-Vestfália há uma agência estatal que apoia empresas interessadas em diminuir suas emissões, custeando parte das despesas com a consultoria energética. No entanto, na maioria das vezes, isso se aplica somente a grandes companhias e não a pequenas empresas da indústria criativa, acresceu Bilabel. Além disso, muitas vezes, os clubes recebem os equipamentos como forma de merchandising, sendo obrigados a utilizá-los. Josche Muth, conselheiro político do Conselho Europeu de Energia Renovável (Erec), disse que o lobby industrial é um dos grandes obstáculos da UE para promover uma melhor legislação sobre o assunto. Em vez de os equipamentos de refrigeração serem taxados com subdivisões da categoria A (A+, A++ e A+++), como definiu a nova diretriz da UE, teria sido melhor ampliar o número de categorias, que hoje vão de A a G. Isso teria fomentado a concorrência, mas encontrou resistência, explicou. |
Política estadunidense e o petróleo
28 de junho de 2010
A ironia é que, nos EUA, o desastre da plataforma Deepwater Horizon da BP está produzindo o contrário do que se poderia esperar: a oposição republicana acirrou os ataques ao presidente, como uma vingança pelas acerbas críticas feitas pelos democratas ao ex-presidente Geoge W. Bush quando do furacão Katrina, em 2005. Além disso, a aprovação da reforma da saúde pelo Congresso, uma vitória histórica de Obama, provocou uma intensa mobilização de grupos conservadores ou daqueles que se intitulam libertários, aglutinados no movimento do Tea Party.
A isso se junta o fermento eleitoral, tendo em vista o pleito de novembro para a escolha dos membros da Câmara dos Representantes, de cadeiras no Senado e de governadores estaduais. Claramente, os democratas estão na defensiva, mesmo aqueles que têm criticado a Casa Branca por não ter tomado, de início, uma atitude mais decidida no combate aos danos causados por um vazamento de petróleo que parece interminável.
Como se não bastasse, a demonizada BP está entre as gigantes do petróleo anteriormente convidadas a prestar assessoria ao Senado na elaboração de uma nova lei para o clima e para energia. A BP, antiga British Petroleum, vinha, antes do fim de abril deste ano, preparando-se para mudar outra vez de nome. Tendo investido em energia solar e outras alternativas energéticas, a companhia britânica lançou uma campanha para se tornar conhecida como Beyond Petroleum.
Isso se torna agora particularmente irritante para os conservadores, que se opõem às iniciativas destinadas à criação de créditos de carbono, que, a seu ver, afetariam a competitividade da indústria americana. "Ninguém explorou tão bem a iconografia do falso ambientalismo quanto a BP", escreveu Daniel Foster, na National Review (16/6), conhecido órgão conservador. O articulista aconselha os leitores a não se deixar enganar pela publicidade verde da companhia, que "não tem sido mais que uma companhia petrolífera tremendamente bem-sucedida na geração de lucros".
A imagem da BP está literalmente na lama, apesar de a companhia ter concordado em criar um fundo de US$ 20 bilhões para pagar indenizações às pessoas e empresas prejudicadas pelo vazamento e em não distribuir dividendos este ano. Como os maiores acionistas da BP são cidadãos ou fundos de investimento britânicos, o primeiro-ministro David Cameron chegou a dar um telefonema para o presidente Obama, na tentativa de acalmar a Casa Branca.
Pressionado em várias frentes, o presidente dos EUA viu-se obrigado a um recuo estratégico. Em um discurso de 17 minutos, transmitido pela TV, nenhuma menção foi feita aos créditos de carbono. Os senadores John Kerry (democrata) e Joe Lieberman (independente) continuam lutando por uma legislação para conter a emissão de gases de efeito estufa. Mas, aparentemente, o tema ficará para depois das eleições de novembro.
Esta é uma má notícia para todos aqueles que se preocupam com questões ecológicas. Os EUA, que não ratificaram o Protocolo de Kyoto e que tiveram uma atuação aquém da expectativa na Conferência de Copenhague sobre Mudanças Climáticas , estão entre os maiores emissores de CO2 do mundo. Se adotassem uma legislação mais avançada contra a poluição, isso talvez pudesse servir de indução para que a China, hoje a campeã mundial nessa categoria, começasse a pensar seriamente no assunto.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
BNDES força estádios a ficarem "verdes" para Copa de 2014
Fonte: Folha de S. Paulo - 20.06.2010 |
Brasil - Estádios que sediarão jogos da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, devem atender a exigências ambientais do Ministério do Esporte para ter financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os requisitos básicos para o financiamento são a coleta seletiva de lixo e a reciclagem do material de demolição, aproveitamento da água da chuva nos banheiros e gramados, otimização da ventilação e da iluminação naturais e uso de biocombustíveis. O BNDES já foi procurado por 4 das 12 unidades da federação que sediarão o Mundial: Amazonas, Bahia, Mato Grosso e Ceará. Cada cliente pode conseguir até R$ 400 milhões como financiamento do banco para as obras dos estádios, mas para isso precisará de certificados ambientais reconhecidos globalmente. A maioria dos escritórios de arquitetura contratados pelos Estados e municípios que sediarão jogos está atrás dos selos verdes. As obras precisam ser vistoriadas desde a primeira martelada para serem aprovadas, porque os selos levam em conta o material escolhido e seu transporte até o canteiro, entre outros aspectos. Os arquitetos afirmam que a médio e longo prazos o investimento compensa. Vicente de Castro Mello, arquiteto responsável pelo projeto do Estádio Nacional de Brasília, que substituirá o Mané Garrincha, afirma que as arenas verdes dão retorno de sete a dez anos após a construção. "A partir daí, você só tem benefícios", diz. Os benefícios são, sobretudo, a geração da energia (por meio de painéis fotovoltaicos, que usam luz solar) consumida pelo próprio estádio. Essa também é a aposta de Gustavo Penna, arquiteto da reforma do Mineirão, em Belo Horizonte (MG). Segundo Penna, o estádio venderá para a Cemig (MG) a energia produzida pelos painéis. Nos dias de jogos, consumirá energia sem ter de pagar à companhia. Para aproveitar a luz solar, Penna afirma que implantará coberturas translúcidas e usará cores claras, especialmente o branco. Esses benefícios devem compensar também o encarecimento das obras: com as restrições do BNDES, os projetos de construção e reforma das arenas ficam de 3% a 10% mais caros, segundo arquitetos ouvidos pela Folha. Selos A construção da Arena Amazônia, em Manaus (AM), por exemplo, custará, segundo o governo estadual, R$ 499 milhões. Sem os requisitos ambientais, poderia sair por R$ 449,1 milhões. O gerente responsável pela sua construção, Osmar Aguiar, diz que tem preocupações em reciclar e reutilizar cadeiras, materiais de som e iluminação do antigo Vivaldão, em Manaus. O Estádio Nacional de Brasília, a Arena Amazônia e o Mineirão buscam o selo americano Leed (Liderança em Energia e Design Ambiental, em inglês). A Fonte Nova, de Salvador (BA), deve ir atrás do mesmo certificado. O Estádio das Dunas, de Natal (RN), ainda não definiu qual selo vai buscar. |
Bairro sustentável na América Latina
Fonte: Jornal do Comércio - 18.06.2010 |
Santa Catarina - Santa Catarina vai ter o primeiro bairro sustentável da América Latina. É o projeto Cidade Branca que será construído em terreno de 65 hectares no município de Palhoça, da Grande Florianópolis. O empreendimento prevê geração de energia solar e eólica, captação e reproveitamento da água da chuva, tratamento do lixo e iluminação com lâmpadas LEDs, sem uso de mercúrio. As edificações estão sendo projetadas para serem construídas com materiais e técnicas de baixo impacto ambiental, baixo consumo de energia e baixa geração de gases de efeito estufa. Outra meta é construir em uma mesma área espaços para trabalho, moradia e lazer. A primeira quadra já começou a ser construída. |
Procel/CNI levanta potencial de energia utilizada na indústria
Em fase final de edição, documento busca reunir todas as informações de eficiência energética de 14 subsetores disponíveis no Brasil |
Dayanne Jadjiski, para o Procel Info Estudo analisa potencial de economia de energia em 14 subsetores da indústria Em fase final de edição, o estudo tentou reunir todas as informações de eficiência energética disponíveis no Brasil, bem como estabelecer a relação dessas informações com o benchmarking internacional tecnológico de cada subsetor estudado, constituindo então os potenciais de economia de energia dos subsetores pesquisados. Adicionalmente o estudo mostra em que áreas da indústria existem potenciais para maior eficiência energética e, no caso de haver projetos nesse sentido, saber por que não estão sendo colocados em prática. Entre os 14 subsetores estudados está o setor de papel e celulose. De acordo com o gerente da Divisão de Eficiência Energética na Indústria e Comércio Eletrobras/Procel, Marco Aurélio Moreira, este segmento, por meio de suas associações de classe: ABTCP – Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel e BRACELPA – Associação Brasileira de Celulose e Papel, foi o primeiro a entender a nova proposta de trabalho em parceria com o Procel para analisar oportunidades e desafios relacionados à energia. "Queremos aprender mais sobre o segmento, mapear junto com os técnicos os equipamentos específicos com maior potencial de economia de energia e discutir qual seria a melhor política para facilitar a realização dos projetos", disse Moreira. O executivo ressaltou que esta será a primeira vez que o Procel trabalhará diretamente com um segmento. "Nesses 25 anos de Procel isso nunca foi feito. Queremos encontrar junto com os segmentos o que impede o mercado de realizar esses potenciais", ressalta. O trabalho do Procel consiste também em verificar de que forma o governo pode contribuir para viabilizar economicamente ações de eficiência energética nas áreas estudadas. "Precisamos aprofundar os estudos nos segmentos para entender melhor as oportunidades observadas. Além de termos um potencial técnico, teremos um ranking com as melhores e piores oportunidades. Poder pensar junto e desenvolver soluções com o setor é fantástico", avalia o executivo. "Queremos aprender mais sobre o segmento, mapear junto com os técnicos os equipamentos específicos com maior potencial de economia de energia e discutir qual seria a melhor política para facilitar a realização dos projetos", disse Marco Aurélio Moreira, da Eletrobras A ideia com o estudo é que o Procel funcione como um interlocutor para levar demandas e destravar o que for necessário dentro do governo. "Queremos criar um ambiente permanente de debate sobre a questão energética por segmento, para poder desenvolver uma política energética focada em cada um dos setores. O objetivo é criar uma interação entre o governo e a iniciativa privada", disse Moreira. A atuação da parceria começa a partir dos resultados preliminares do estudo. Um deles é que o setor de papel e celulose tem potencial para aumentar em, pelo menos, 19% sua eficiência energética.De um modo geral, entre as principais barreiras para a racionalização do uso da energia nas indústrias estão o desconhecimento sobre as tecnologias mais eficientes e seus benefícios, análise de viabilidade econômica, que não é feita e apresentada adequadamente aos tomadores de decisão, dificuldade de acesso a linhas de financiamento e dificuldades de se obter mão de obra especializada, principalmente em empresas de pequeno e médio porte. As informações são do Relatório Oportunidades de Eficiência Energética para a Indústria, elaborado em 2009 pela Eletrobras, em parceria com a CNI, em fase final de edição. Para incrementar as ações no âmbito do subsetor de papel e celulose estão previstas a publicação de um relatório complementar ao estudo já realizado, e o apoio à promoção de um evento específico sobre eficiência energética durante o 43º Congresso e Exposição Internacional de Papel e Celulose, organizado pela ABTCP, que será realizado de 04 a 06 de outubro de 2010. |
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