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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Maior Usina Fotovoltaica da América Latina será instalada no município de Pirapora - MG



Com investimento de R$ 1,6 bilhão, obra da unidade da Solatio vai gerar 2 mil empregos. Projeto deve entrar em operação no ano que vem, com geração inicial de 150 megawatts

Com investimento da ordem de R$ 1,6 bilhão, a maior usina de geração de energia fotovoltaica (solar) da América Latina será instalada em Pirapora, no Norte de Minas, pela espanhola Solatio Energia em parceria com a Canadian Solar, que fornecerá os painéis solares. A pedra fundamental do empreendimento será lançada no município do Norte do estado. Segundo informou o presidente da Solatio Energia, Pedro Vaquer, serão gerados 2 mil postos de trabalho nas obras de implantação da unidade, que deverão ser iniciadas em junho. De imediato, serão feitos os serviços de terraplanagem. Ainda segundo Vaquer, quando a usina entrar em atividade serão empregadas 150 pessoas em caráter permanente.

A megausina de energia fotovoltaica vai entrar em funcionamento em agosto de 2017, quando deverá iniciar o fornecimento de 150MW para o Sistema Interligado Nacional de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. O cronograma prevê que em novembro de 2017, a unidade passará a fornecer para o sistema nacional mais 90MW, alcançando uma geração de 240MW. A Solatio Energia venceu leilão realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em agosto do ano passado para fornecimento de energia. Posteriormente, a empresa espanhola assinou os contratos com a Aneel estipulando os prazos para o início do fornecimento da energia considerada alternativa.

Atualmente, a companhia responde por 31% do mercado brasileiro de energia solar. O presidente da Solatio, Pedro Vaquer, disse que o objetivo da empresa é aumentar a sua capacidade de produção, devendo ampliar ainda mais a unidade de Pirapora. Para isso, a empresa pretende participar dos novos leilões do governo federal, promovidos pela Aneel, para a geração de energia solar. A usina do Consórcio Solatio/Canadian Solar em Pirapora vai ocupar uma área de 650 hectares, localizada na Fazenda Marambaia, a sete quilômetros da área urbana. A fazenda pertence a um grupo empresarial, que arrendou o terreno para a multinacional por 20 anos.

Além da incidência do sol na região, um fator que contribuiu decisivamente para a instalação da usina de energia fotovoltaica em Pirapora é a existência no município de uma subestação de energia, que permite a conexão da nova unidade geradora com o sistema nacional. O município também facilitou as negociações para a locação do terreno e contribuiu para que fosse concedida a licença de instalação do empreendimento, com a aprovação do projeto pela Superintendência Regional de Meio Ambiente (Supram).

O prefeito de Pirapora, Heliomar Valle da Silveira (PSB), o Léo Silveira, destaca que a instalação da usina de energia fotovoltaica terá um grande impacto na economia do município, com aumento da arrecadação a partir do recebimento de royalties.”Mas, não podemos olhar somente o ganho financeiro para a prefeitura. O empreendimento terá uma repercussão econômica, social e ambiental para toda a região”, afirma Silveira.

Silveira salienta que a energia solar,  chamada de “energia limpa”, tem uma grande vantagem pelo fato de ser produzida sem gerar danos ao meio ambiente. “As usinas fotovoltaicas geram energia de maneira bem diferente das hidrelétricas, que inundam grandes áreas, ocupando terrenos agricultáveis e desalojando pessoas. Além disso, causam impactos na fauna e na flora. Na produção de energia solar não ocorre nada disso”, comenta o prefeito piraporense.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Noruega e Suécia disputam lixo para gerar energia

Do sítio Carta Capital

 

Sustentabilidade

Noruega e Suécia disputam lixo para gerar energia

Leis do mercado ameaçam sistema de eliminação de resíduos e produção de energia nos países escandinavos
por Deutsche Welle publicado 03/12/2015 04h21
DW / L.Bevanger
Usina em Oslo
Usina de incineração de Klemetsrud, Oslo
Por Lars Bevanger, de Oslo 
Pela lógica, ter pouco lixo deveria ser antes uma bênção do que uma preocupação. No entanto, na Noruega essa carência está se transformando numa dor de cabeça para o setor de gestão de resíduos.
Desde que os aterros sanitários foram proibidos, em 2009, o país investiu em modernas instalações para transformação do lixo em energia. Dotadas de enorme capacidade de incineração, elas produzem energia térmica, que é canalizada para prédios residenciais e comerciais.
"O calor da incineração é usado para aquecer a água, que é enviada para o sistema municipal de calefação de Oslo. E nós também produzimos eletricidade a partir do vapor", explica Jannicke Gerner Bjerkås, da agência de geração de energia através de resíduos da capital norueguesa.
Olhando para dentro de um forno a uma temperatura entre 850 e mil graus Celsius, na usina de incineração de Klemetsrud, ela acrescenta que aquela instalação, sozinha, abastece 60 mil de um total de 340 mil lares em Oslo.
Concorrência sueca
Com sua capacidade de queimar 300 toneladas diariamente, Klemetsrud necessita de um volume grande de resíduos para funcionar eficientemente. Mas o lixo se transformou numa mercadoria sujeita às leis do mercado, o que complica o sistema energético norueguês.
"Esse mercado funciona como qualquer outro. Mas a grande diferença é que nós não estamos pagando pelo lixo. Quem o produz é que paga para que ele seja eliminado", diz Bjerkås. "Nos últimos anos, temos visto esse preço cair, e é difícil fazer dinheiro, porque a Suécia está construindo um grande número de incineradores de resíduos, e agora compete com o mercado norueguês."
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Devido a preços melhores na Suécia, caminhões carregados de resíduo passam direto por Klemetsrud. (DW/L.Bevanger)
Paradoxalmente, centenas de grandes caminhões lotados passam diante da usina de Klemetsrud, nas cercanias de Oslo, para levar sua carga direto à Suécia, onde é mais barato descarregar o lixo norueguês. Grande parte dos complexos industriais de incineração suecos pode oferecer preços mais em conta, por eles serem mais antigos do que os do país vizinho, e livres de dívidas. Portanto, lá os custos em geral são mais baixos.
Assim, há atualmente na Noruega um movimento para que também se aplique ao setor de eliminação de resíduos o princípio da proximidade proposto pela União Europeia. Isso forçaria as municipalidades a levarem seu lixo até a estação mais próxima, e não à mais barata.
"Esperamos que os governos tanto da Suécia quanto da Noruega vejam que o princípio da UE de usar a usina mais próxima para o lixo municipal fomentará mais a reciclagem do que a exportação para o forno mais barato", observa Torbjørn Leidal, ativista em prol do setor nacional.
Ele argumenta que a opção não é apenas melhor para os negócios: devido à carência de lixo, resíduos que deveriam ser reciclados, como alimentos, papel e plástico, estão sendo queimados para manter ativos os fornos. No momento, "o nível de reciclagem na Noruega está despencando", diz Leidal.
Carência força importação
A quantidade de lixo nacional levado para a Suécia é tão grande, que a Noruega está tendo que importar a mercadoria de outras partes da Europa. Contêineres provenientes de Leeds e Manchester, na Inglaterra, são descarregados nos portos ao sul de Oslo, colocados em caminhões e levados para a usina de incineração de Klemetsrud.
Esse tipo de transporte através das fronteiras europeias preocupa os ambientalistas. "O negócio com o lixo é um problema, e nem sempre se sabe o que o lixo contém", aponta Lars Haltbrekken, da sucursal norueguesa da rede Amigos da Terra.
Usina
Fornos da usina de Klemetsrud têm capacidade para 300 toneladas diárias de lixo. (DW/ L. Bevanger)
"O problema, tanto na Noruega quanto na Suécia, é que temos capacidade de incineração em excesso. Os consumidores de ambos os países não estão produzindo lixo suficiente. Nosso ponto de vista é que não devemos produzir mais, mas sim reduzir a produção de resíduos."
O governo da Noruega afirma que está considerando diversas alternativas para garantir que usinas como a de Klemetsrud disponham de matéria-prima suficiente. Uma dessas opções seria justamente a de introduzir o princípio da proximidade da UE, para que a incineração se faça em âmbito local.
No entanto, enquanto o mercado do lixo continuar aberto e a Suécia for o lugar mais barato para se livrar das sobras caseiras, os caminhões noruegueses continuarão seguindo direto para a fronteira com o país vizinho.
Deutsche Welle

quinta-feira, 5 de março de 2015

Distribuidoras e Aneel fazem campanha para incentivar economia de energia


Fonte: Agência Brasil - 03.03.2015
Distrito Federal - Está no ar a campanha para incentivar o consumo consciente de energia no país, promovida pela Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Além de dicas para economizar energia, o material traz informações sobre o sistema de bandeiras tarifárias, que permite a cobrança mensal de um adicional pelo uso de energia de termelétricas.

Entre as orientações para poupar energia estão usar o chuveiro elétrico na posição verão ou morno e evitar banhos demorados, desligar a televisão enquanto não estiver sendo usada, juntar roupas para passar de uma só vez e usar máquina de lavar louça e roupa apenas quando estiverem cheias. Outras dicas são preferir a iluminação natural, pintar a casa com cores claras e trocar as lâmpadas incandescentes por fluorescentes, além de apagar a luz quando deixar o ambiente.

Em relação ao uso do ar-condicionado, a orientação é não deixar portas e janelas abertas quando o aparelho estiver ligado e manter os filtros sempre limpos. Na cozinha, é preciso verificar se a borracha da geladeira está em boas condições e não deixar a porta aberta mais do que o necessário. A campanha também orienta a troca dos eletrodomésticos antigos por novos, com o Selo Procel de Economia de Energia.

Na semana passada, a Aneel aprovou a revisão extraordinária das tarifas para 58 das 63 distribuidoras de energia do país. O aumento, que começou a valer ontem (2), ficou em média em 28,7% para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, e em 5,5% para as distribuidoras que atuam nas regiões Norte e Nordeste.

Além da revisão extraordinária, as distribuidoras passarão neste ano pelos reajustes anuais, que variam de acordo com a data de aniversário da concessão. Também comecaram a valer nesta semana os novos valores para as bandeiras tarifárias: quando a bandeira estiver vermelha, que significa custo maior de geração, haverá acréscimo de R$ 5,50 para cada 100 kWh consumidos e, quando a bandeira estiver amarela, a cobrança será R$ 2,50 para cada 100 kWh. Em janeiro e fevereiro deste ano, a bandeira tarifária aplicada foi a vermelha, que também deve ser adotada em março.

Segundo a cartilha publicada pela Abradee, a bandeira tarifária não representa mais um custo incluído na conta de luz, e sim uma forma transparente de mostrar os gastos que passam despercebidos pela maioria dos consumidores. Isso porque, antes das bandeiras, as variações nos custos de geração de energia eram repassadas anualmente no cálculo do reajuste anual da distribuidora. “Não existe, portanto, um novo custo, mas um sinal de preço que sinalizará para o consumidor o custo real da geração no momento em que ele está consumindo a energia, dando a oportunidade de adaptar seu consumo, se assim o desejar ”, informa a cartilha.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Biodiesel com óleo de peixe

Foto: http://wwwradardoanthero.blogspot.com.es/2012/11/biodiesel-de-oleo-de-peixe.html

Petrobras inicia produção de biodiesel a partir de óleo de peixe

A usina de biodiesel da Petrobras Biocombustível em Quixadá, no Ceará, dará início ainda em janeiro à produção de biodiesel a partir do óleo extraído de vísceras de peixes, conhecido como OGR (óleos e gorduras residuais) de peixe. A companhia recebeu, em dezembro, 4,55 toneladas do produto para produção de biodiesel. O volume é resultado do primeiro contrato de compra firmado com a Cooperativa dos Produtores do Curupati, em Jaguaribara, região centro sul do estado, em 18 de dezembro de 2014. Na ocasião, também foi assinado convênio com a Secretaria da Pesca e Aquicultura do Ceará para assistência técnica aos piscicultores dos açudes do Castanhão e de Orós.

Até o fim do ano, o projeto poderá alcançar metade dos 600 piscicultores familiares que atuam nos dois maiores açudes da região: o Castanhão, que tem áreas produtivas nos municípios de Jaguaribara, Jaguaretama e Alto Santo, e o Orós, nos municípios de Orós e Quixelô, ambos na bacia hidrográfica do rio Jaguaribe. A expectativa da Petrobras Biocombustível é adquirir, em média, 15 toneladas por mês do produto, o que diversifica as alternativas de matéria prima da usina de biodiesel de Quixadá.

O uso do óleo extraído das vísceras do pescado na produção traz vantagens a ambas as partes. Para a companhia, assegura biodiesel com matéria prima de qualidade, além de a iniciativa estar alinhada ao Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel, condição necessária para garantir o Selo Combustível Social do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Para os piscicultores, gera valor de mercado para um subproduto, o que proporciona renda extra. Ao mesmo tempo, fortalece a cadeia produtiva do pescado, transformando um possível passivo ambiental em matéria prima para a produção de biodiesel.

A introdução do óleo de peixe na cadeia produtiva do biodiesel é uma parceria da Petrobras Biocombustível, do Ministério da Pesca e Aquicultura, da Secretaria de Pesca e Aquicultura do Estado do Ceará, da Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec), do Núcleo Tecnológico da Universidade Federal do Ceará, do Banco do Nordeste, do Banco do Brasil, do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs) e das prefeituras de Jaguaribara e de Orós.


Fonte: Tribuna Hoje

domingo, 14 de dezembro de 2014

Diferenças econômicas no caminho de um acordo na reunião do clima



Presidente da Bolívia, Evo Morales


Fonte: Elpaís


Quem dará mais dinheiro, quando e como, são as perguntas centrais da reunião sobre o clima realizada em Lima (Peru) e que se aproxima do fim sem um início de acordo. A luta contra a mudança climática já se transformou, como quase tudo, em um tema econômico que divide e coloca frente a frente os países ricos e os pobres. A ajuda que os países desenvolvidos prometeram dar aos países pobres pela maior responsabilidade daqueles na mudança climática - o chamado Fundo Verde - ainda estão longe se ser cumprida. Os 10 bilhões de dólares (25,9 bilhões de reais) apalavrados até agora são apenas 10% do objetivo prometido de 100 bilhões de dólares (259,5 bilhões de reais) anuais a partir de 2020.
Os participantes e os pontos-chave
G-20: Os países industrializados, principais emissores dos gases do efeito estufa. Alguns deles já doaram fundos de ajuda para os países em vias de desenvolvimento.
Like Minded Development Countries (LMDC, conhecidos como like minded): China, Bangladesh, Índia, Malásia, Paquistão, Argentina, Bolívia e Venezuela, entre outros. Mantêm importantes reservas de combustível fóssil e uma posição crítica contra os países desenvolvidos. Representam aproximadamente 50% da população mundial.
Aliança de Pequenos Países Insulares (AOSIS): São os mais expostos aos efeitos da mudança climática e pedem na reunião medidas urgentes para garantir sua sobrevivência.
Associação Independiente de América Latina e Caribe (AILAC): Pretendem reduzir a zero suas emissões poluentes em 2050. Inclui a Costa Rica, Panamá, Guatemala, Colômbia, Chile e Peru.
Diferentes visões de um mesmo problema:
Alguns países consideram que é prioritário o investimento na mitigação ou redução de emissões poluentes para diminuir o custo e o dano a longo prazo. Para essas nações, incluindo a UE, a adaptação dos países aos efeitos da mudança climática é um assunto do qual cada Governo deve tomar conta.
Os países e as comunidades gravemente afetados pelos efeitos adversos do aquecimento global afirmam, pelo contrário, que as ajudas devem ser destinadas para a adaptação, ou seja, para contribuir com a redução do dano imediato.
A secretária executiva da Convenção Marcos da Mudança Climática, Christiana Figueres, apoia a necessidade de um imposto para a produção de carbono (carbono fee), que possa ser medido e transparente.
Think tanks e centros de pesquisa da Ásia, Europa e EUA asseguram que não é possível combater as emissões se a pobreza não for combatida.
Depois de escutar a ciência, assumiu-se que era a hora da política, mas o ar de otimismo com o qual a reunião em Lima foi encarada se dilui com o passar dos dias. O debates econômico freou o impulso dado para a reunião com o anúncio dos EUA e da China, os dois países mais poluidores do mundo, de que irão reduzir suas emissões. "Precisamos definir o caminho para conseguir os 100 bilhões de dólares. Faço um pedido para os países desenvolvidos para cumprir e superar esse objetivo", disse o secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon, na sua chegada a COP.
Em Lima, ninguém quer repetir o estrondoso fracasso das últimas conferências sobre o clima, mas até agora não se vê saída entre as posições desencontradas entre uns e outros. "Os desenvolvidos são os principais responsáveis pela mudança climática. Os países em vias de desenvolvimento servimos de pretexto para que os grandes continuem fazendo o mesmo desde que esse simulacro de negociação foi instaurado. Não existe diálogo entre iguais, é um monólogo fracassado", acusou o presidente da Bolívia, Evo Morales, em um feroz discurso diante do plenário da reunião.
A maioria dos líderes políticos se afastam das palavras do presidente boliviano ao recorrer, em seus discursos, à "esperança" de retomar com sucesso as negociações, mas as palavras de Morales mostram uma situação que ninguém já se atreve a esconder. "Os países em vias de desenvolvimento não aceitarão um acordo que não inclua de que forma os países ricos cumprirão com a promessa dos 100 bilhões de dólares. Os países desenvolvidos, pelo seu lado, fazem pressão para apagar qualquer referência no texto final que os comprometa a dar ajuda financeira aos pobres", explica Oxfam em um comunicado.
As organizações não governamentais já fizeram suas próprias contas e colocam o dinheiro em perspectiva. Os subsídios internacionais para a produção de combustíveis fósseis (petróleo, gás e carvão) são de 600 bilhões de dólares (1,55 trilhões de reais) por ano, seis vezes mais do que o prometido para o Fundo Verde. Para Santiago Lorenzo, líder do programa de finanças verdes da WWF, cumprir o objetivo dos 100 bilhões de dólares "melhoraria o ânimo" das conversas entre os países, mas reconhece que trata-se de uma contribuição mínima diante das verdadeiras necessidades do planeta. Não se duvida da afirmação de que se o aquecimento global superar os dois graus as consequências serão catastróficas, assim como a de que os países pobres são os mais vulneráveis aos efeitos do dano já causado. O problema é como e quem vai pagar a fatura.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Biodiesel de óleo de cozinha



Biodiesel de óleo de cozinha é tema do Conexão Ciência


04/12/2014
O mundo caminha para tornar cada vez mais viável a reutilização de materiais como o óleo de cozinha, que depois de usado, pode ser transformado em biodiesel. Essa foi a conclusão da entrevista do pesquisador da Embrapa Agroenergia Rossano Gambetta ao programa Conexão Ciência, produzido pela Embrapa e a TV NBR.
O descarte incorreto do óleo acarreta problemas para as companhias de tratamento de água. Quando despejado seguidamente nos ralos, ele cria uma espécie de "crosta de gordura" nas tubulações, causando entupimento e atraindo ratos e baratas. Além disso, essa mesma gordura pode contaminar os mananciais e encarecer o tratamento de água.
No Distrito Federal, uma usina para transformar em biodiesel o óleo de fritura está sendo instalada pela Embrapa Agroenergia e Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), com recursos da Agência Brasileira de Inovação (Finep).
Chamada de Projeto Biofrito, essa ação tem o objetivo reduzir o volume de óleo despejado nas redes de esgoto, diminuindo o custo de tratamento de água da capital federal. A usina terá capacidade de produzir até 1.000 litros de biodiesel por dia.
Na entrevista ao Conexão Ciência, Gambetta, que é líder do projeto, pontuou os desafios enfrentados e também os benefícios do aproveitamento do óleo. Um dos maiores desafios é conseguir a adesão da população. Por isso, foi criado o projeto M.O.V.E.R. - Meu Óleo Vira Energia Renovável, ação desenvolvida em parceria entre a Embrapa Agroenergia, a Caesb e a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio).
O intuito é estabelecer, no Distrito Federal, uma cultura de conscientização que mobilize as pessoas com relação ao óleo usado na cozinha. O projeto consolidado neste ano já percorreu feiras, exposições e escolas, com o objetivo de mostrar para a sociedade o potencial desse material na produção de biocombustível.
Atualmente, a Caesb já dispõe de postos para coleta para do óleo e em conjunto, a Embrapa Agroenergia e Ubrabio continuam ministrando palestras, principalmente em escolas, mostrando em tempo real para crianças e adultos a transformação do resíduo em biodiesel. "Uma criança motivada ajuda a motivar uma família inteira", diz Gambetta.
Fonte: Embrapa

sábado, 16 de agosto de 2014



Etiqueta de eficiência energética passa a ser obrigatória em reformas e novas obras de edifícios públicos federais
Fonte: Infra Estrutura Urbana - 14.07.2014
Brasil - No dia 5 de junho, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) uma normativa que estende a obrigatoriedade da obtenção da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence) para edifícios públicos federais. De acordo com o texto IN02/2014, publicado pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, todas as edificações novas ou em processo de reformas deverão ser contratadas e desenvolvidas visando à obtenção da Ence classe "A".

A classificação das edificações pela etiqueta atribui valores de A a E, sendo "A" mais eficiente energeticamente e "E" menos eficiente. São avaliados os sistema de iluminação, de ar-condicionado e envoltória (paredes, cobertura e janelas). O edifício ainda pode ganhar pontos extras com a utilização de energia de fontes renováveis ou a reutilização de água da chuva.

Para os edifícios em construção, é exigido que se obtenha a Ence Geral de Projeto e, posteriormente, da Ence Geral de Edificação Construída classe "A". Já para edifícios em reforma, será obrigatória a apenas da Ence Geral de Edificação Construída classe "A".

No Brasil, 25 prédios públicos já possuem a Ence. De acordo com a normativa, estão dispensadas da obtenção da etiqueta as edificações com até 500 m² de área construída ou cujo valor da obra seja inferior ao Custo Unitário Básico da Construção Civil (CUB) atualizado.

A normativa entrará em vigor no prazo de 60 dias após a publicação no DOU. 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Itaipu iniciará geração de energia a partir do hidrogênio


Foz do Iguaçu vai ganhar a primeira planta para a produção experimental de hidrogênio do Paraná e a segunda da região Sul do País. A estrutura começou a ser construída no início do mês, em uma área de 2 mil metros quadrados, dentro do Parque Tecnológico Itaipu (PTI). A expectativa é que a produção comece até o final do ano.
O projeto é uma parceria da Itaipu Binacional, Eletrobras e a Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI) e foi desenvolvido com apoio do Centro Nacional de Referência em Energia do Hidrogênio (CENEH) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Além da planta experimental, a parceria com a Eletrobras (assinada em outubro de 2011) já viabilizou a instalação do Núcleo de Pesquisa em Hidrogênio (NUPHI), também no PTI. Pesquisadores e bolsistas foram contratados para atuar no centro.
O coordenador brasileiro da Comissão Interna de Conservação de Energia (Cice), engenheiro Marcelo Miguel, da Itaipu, disse que os estudos vão possibilitar, no futuro, que a binacional aproveite a energia que hoje deixa de ser gerada pela água excedente do reservatório para abastecer uma grande central de produção de hidrogênio.
O mesmo modelo de produção poderá ser adotado por outras hidrelétricas do País, abrindo a possibilidade de novas unidades de negócio para o setor elétrico. “Com o hidrogênio, Itaipu evitaria o desperdício de água pelo vertedouro, poderia elevar em até 6% a sua eficiência energética e se tornar referência dentro sistema Eletrobras para a aplicação dessa tecnologia”, disse.
Os estudos desenvolvidos pelo Núcleo de Pesquisa em Hidrogênio (NUPHI) poderão ser testados na futura planta experimental – que terá 180 metros quadrados de construção. O principal equipamento da unidade, chamado de eletrolisador, foi comprado por meio de concorrência internacional e está em processo de fabricação pela empresa italiana H2Nitidor.
O equipamento permite produzir hidrogênio por meio da eletrólise, ou seja, a separação dos elementos químicos da água (hidrogênio e oxigênio). O coordenador do Núcleo de Pesquisas em Hidrogênio (NUPHI), Ricardo José Ferracin, disse que o principal objetivo do centro é investigar o ciclo de vida do hidrogênio, envolvendo as etapas de produção, purificação, compressão, armazenamento, controle de qualidade, transporte e uso final em células a combustível e outras aplicações. Outra frente de pesquisa é a produção de hidrogênio a partir da criação de algas.
O centro também pretende promover a interação do hidrogênio com o Programa Veículo Elétrico (VE) – para abastecer com células de hidrogênio parte da frota de veículos elétricos de Itaipu. “O hidrogênio tem a perspectiva de se inserir na matriz energética [do Brasil] até 2050, sobretudo na área do transporte”, explicou Ferracin, que também é o responsável pela planta de produção
experimental.
Além da H2Nitidor e da Hytron, empresa spin-off (termo utilizado para descrever uma empresa que nasceu a partir de um grupo de pesquisa) da Unicamp, o centro já fechou parcerias com instituições como a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Universidade Nacional de Missiones (UNAM), da Argentina.
O hidrogênio é um elemento abundante na natureza, com alta densidade energética e isento do carbono – um dos responsáveis pelo chamado efeito estufa. Ou seja, trata-se de uma alternativa economicamente viável e ambientalmente correta. O potencial de aplicação é amplo. Armazenado em grandes cilindros, em forma de gás, ou em pequenas células de combustível, o hidrogênio pode gerar energia para abastecer residências e indústrias, veículos elétricos ou até mesmo ser utilizado como bateria de telefones
celulares.
Fonte: Itaipu

domingo, 14 de julho de 2013

Procel fez o país economizar 9 bilhões de quilowatts-hora de energia em 2012


Fonte: Diário de Pernambuco - 09.07.2013
Brasil - O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), criado em 1985 pelo governo federal e executado pela Eletrobras, obteve uma economia de energia para o país, no ano passado, de 9 bilhões de quilowatts-hora (kWh), de acordo com o Relatório de Resultados, divulgado pela estatal.

O gerente da Divisão de Planejamento e Fomento da Eletrobras, Emerson Salvador, disse que a economia representa 2% do consumo total brasileiro de energia elétrica durante 2012. “Para entender um pouco melhor o que isso representa, é o consumo anual de aproximadamente 5 milhões de residências brasileiras, durante um ano”, exemplificou.

O resultado registrado foi recorde da série da Eletrobras Procel e significou um aumento de 36% em termos de energia economizada em relação a 2011.

Salvador atribuiu o desempenho à série de ações desenvolvidas pelo programa que trabalham o conhecimento e a difusão da informação sobre hábitos eficientes. “A gente trabalha a mudança de comportamento e tem uma vertente mais tecnológica, de avaliar os produtos e conceder o Selo Procel Eletrobras aos mais eficientes, que gastam menos energia elétrica”.

A cada ano, a Eletrobras Procel vem intensificando a inclusão de novos equipamentos para avaliação e concessão do Selo de eficiência. Os primeiros produtos avaliados foram geladeiras e os motores elétricos usados nas indústrias. “Foi entrando uma série de equipamentos que hoje representam este resultado. O recorde expressivo é fruto desse trabalho”, declarou Salvador.

A Eletrobras Procel trabalha em parceria com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que é o órgão certificador brasileiro, e com associações de fabricantes, uma vez que a adesão ao Selo Procel Eletrobras é voluntária. A maioria das empresas, porém, entende que o selo é necessário, destacou Salvador. “A sociedade cobra isso, cobra sustentabilidade e baixo impacto ambiental. Tudo isso se traduz no Selo, que diz para o consumidor que aquele é o melhor equipamento que existe no mercado.”

Segundo o gerente da Divisão de Planejamento e Fomento, o Procel engloba atualmente 36 categorias de equipamentos que foram avaliados e receberam o Selo de eficiência energética no Brasil. ”Só no ano passado, 44 milhões de equipamentos foram vendidos no Brasil com o Selo Procel Eletrobras”.

Está no planejamento do programa a inclusão de mais equipamentos, entre os quais fornos micro-ondas e ferros de passar roupa. “A gente está trabalhando no nosso laboratório de pesquisa para que nos próximos anos eles sejam avaliados.” Também o chuveiro elétrico deverá ser analisado pela Eletrobras Procel. “O chuveiro elétrico é importante porque representa boa parte do consumo das residências, principalmente no inverno”, disse Salvador. “Está no rol dos nossos projetos futuros para poder estabelecer os parâmetros que a gente tem que avaliar. Os mais eficientes receberão o selo”.

Contabilizando os 25 anos de existência do Programa, a economia de energia elétrica atingiu 60 bilhões de kWh. O gerente ressaltou que grande parte da matriz energética nacional é limpa, sendo a maioria da produção feita por fonte hidráulica. Isso faz com que as emissões de gases poluentes não sejam elevadas. “Toda energia que não é gasta, ou seja, que é conservada, ela pode ser atrelada a um índice de emissão de gás carbônico evitada. No ano passado, foram 624 milhões de toneladas de gás carbônico que deixaram de ser emitidos na atmosfera”. Isso corresponde às emissões de mais de 200 mil veículos durante um ano.

Prefeitura começa instalação de lâmpadas de LED em postes de Santa Maria


Fonte: Diário de Santa Maria - 09.07.2013
Rio Grande do Sul - Algumas ruas de Santa Maria passarão a ser iluminadas com lâmpadas de LED a partir desta terça feira. Segundo o secretário de infraestrutura e serviço, Tubias Calil, cerca de 300 postes ganharão a nova tecnologia. Conforme os cálculos da secretaria, a medida pode gerar uma economia de 90% nos gastos com energia elétrica aos cofres públicos da cidade.

”A verba economizada será toda revertida para melhorias em Santa Maria e deve aliviar o bolso do consumidor, até porque este tipo de lâmpada dificilmente queima e praticamente não necessita de manutenção, além de a luminosidade ser melhor”, afirma o secretário.

As avenidas Presidente Vargas, Ângelo Bolson, Rio Branco, Valter Jobim e Fernando Ferrari e a Rua Do Acampamento serão as primeiras beneficiadas. Os trabalhos começam em frente ao Hospital de Caridade, ainda na tarde desta terça-feira.

Segundo o secretário, o investimento inicial é de R$ 420 mil. A ideia é que, até o final do ano, as lâmpadas possam ser instaladas em 600 postes.