Fonte: DCI - 05.12.2011
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São Paulo - No último sábado, dia 3 de dezembro, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e a AES Eletropaulo apresentaram o sistema de aquecimento solar a moradores de conjuntos habitacionais da Cidade Tiradentes e região.
Nesses condomínios serão instalados cinco mil aquecedores doados pela concessionária de energia elétrica. O evento contou com a presença do secretário estadual da Habitação, Sílvio Torres, e do presidente da CDHU, Antônio Carlos do Amaral Filho. A parceria entre a CDHU e AES permitirá uma redução de 30% no consumo de energia elétrica, beneficiando as famílias de baixo poder aquisitivo que residem nos conjuntos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano. Durante o evento, os moradores foram orientados sobre o bom uso dos recursos energéticos e as vantagens do sistema. Além dos aquecedores, os chuveiros convencionais dos imóveis foram trocados por um com sistema híbrido, que opera com o aquecedor solar e energia elétrica de baixa potência. |
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Energia solar nos planos da Eletropaulo e CDHU
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Natal OVG tem iluminação em LED
Fonte: Folha de Notícias - 02.12.2011
Goiás - Entre as atrações do Natal OVG, em Goiânia, está a iluminação em LED, que garantirá uma economia de 70% na energia elétrica. O coordenador-geral da OVG, Afrêni Gonçalves, explica ainda que o material também pode ser reutilizado por mais quatro anos. Outra novidade é a entrega dos brinquedos que, este ano, vai ser na Praça Cívica, no dia 18, a partir das 8h.
Goiás - Entre as atrações do Natal OVG, em Goiânia, está a iluminação em LED, que garantirá uma economia de 70% na energia elétrica. O coordenador-geral da OVG, Afrêni Gonçalves, explica ainda que o material também pode ser reutilizado por mais quatro anos. Outra novidade é a entrega dos brinquedos que, este ano, vai ser na Praça Cívica, no dia 18, a partir das 8h.
Estudo apresenta propostas de economia energética para o setor industrial
Fonte: Exame - 05.12.2011
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Brasil - Após três anos avaliando as indústrias, oito pesquisadores da Universidade de Cambridge divulgaram um estudo em que propõem redução no uso de materiais que consomem muita energia para diminuir em um quinto as emissões de carbono na atmosfera.
O estudo, dividido em seis partes, é apresentado com um disco que reúne 12 canções que apoiam mudanças de comportamento. A pesquisa tem propostas semelhantes ao relatório publicado na última semana pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). A ONU afirmou que se houvesse melhor eficiência nos equipamentos, as emissões de fuligem e metano poderiam reduzir pela metade.
O principal pesquisador do trabalho, Julian Allwood, afirma que a indústria já demonstra interesse em reduzir o consumo de energia, pois isso significa uma economia de um terço dos seus custos, sendo assim mesmo as empresas que não se sensibilizarem pelo meio ambiente podem ajudar o planeta devido ao benefício financeiro.
Ao longo da pesquisa, com a indústria e fabricantes, os estudiosos buscaram verificar de que forma a demanda por materiais como metais, concreto e papel pode ser mais sustentável no futuro. Dentre os seis passos destacados, o primeiro propõe uma diminuição do consumo de metal principalmente no setor automotivo e na produção de latas de alimentos. Em seguida, o estudo sugere uma redução de perdas através de um melhor reaproveitamento de matérias-primas.
Outro ponto de destaque diz respeito ao reaproveitamento das sucatas. De acordo com os pesquisadores, o derretimento do processo de reciclagem gasta muita energia, então a melhor alternativa seria reduzir a sucata de aço pela metade, cortando-a em pedaços menores para outras destinações. Eles defendem que primeiro deve-se reutilizar os componentes antigos e só depois reciclar.
A pesquisa ainda sugere o prolongamento da vida útil dos produtos e a redução do consumo. O professor da Coppetec/UFRJ e da FGV e biólogo, Ricardo Barros, afirmou em entrevista ao Globo que adotar a ecoeficiência é uma atitude inteligente e racional, mas ainda são poucos os que investem nisso.
Ainda de acordo com Barros, na década de 1970 um carro era dez vezes mais pesado do que hoje, mas com o tempo os equipamentos tornaram-se mais eficientes, ou seja, é uma tendência natural que já se percebe ao longo dos anos. Mesmo assim, os equipamentos industriais ainda não reduziram a demanda mundial por energia.
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Reino Unido no caminho para atender às metas de carbono de 2050
Fonte: Energy Saving Trust - 01.12.2011
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Reino Unido - O Reino Unido está caminhando para cumprir a meta audaciosa de reduzir suas emissões de carbono em 80% até 2050. No seu Plano de Carbono, os números mostram que as emissões do país já foram reduzidas em mais de 25% em relação aos níveis de 1990 e espera-se que essa redução ultrapasse a expectativa de 34% nos primeiros 15 anos.
No entanto, o relatório destaca que sem a implantação em massa de tecnologias energéticas fundamentais, atingir a meta de carbono de 50% definida para meados de 2020, pode significar implicações relacionadas a custos adicionais. Portanto, o governo sublinhou a importância de investir em novas tecnologias de eficiência energética para proporcionar maior segurança no setor de energia. "O Plano de Carbono mostra que o Reino Unido está caminhando a passos largos, demonstrando que o mesmo pode ser cumprido e vivendo de acordo com a nossa promessa de mostrar nossa liderança climática", comentou o secretário de Energia, Chris Huhne.
Leia a reportagem original aqui!
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Empresa de papel recebe financiamento de US$ 50 milhões
Fonte: CBC.ca - 02.12.2011
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Canadá - A Nova Scotia está investindo US$ 50 milhões na Bowater Mersey Paper Co. para manter a empresa em funcionamento. O acordo inclui uma doação de US$ 25 milhões para ajudar a reformular o processo de fabricação de papel de jornal na fábrica perto de Liverpool. A empresa também irá usar o dinheiro para pagar as dívidas e para atualizações de eficiência energética que irão economizar entre 10% e 12% por ano em energia.
Mais US$ 1,5 milhão serão destinados para retreinar trabalhadores há mais de dois anos na fábrica. A empresa havia ameaçado fechar as portas caso não conseguisse ajuda da província. Segundo o CEO de Soluções de Produtos Florestais, Richard Garneau, o custo do trabalho, fibras e energia elétrica eram demasiado elevados.
Reportagem original aqui!
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Eficiência energética fomenta competitividade
Fonte: Procel - 06-12-2011
Santa Catarina - Evento reúne profissionais para exposição e congresso sobre mercado livre de energia e eficiência energética como fator de desenvolvimento para empresas nacionais
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O congresso, que aconteceu paralelamente à feira, reuniu cerca de 600 participantes. Em reportagem publicada na revista O Setor Elétrico, na edição de outubro, o diretor da Messe Brasil, empresa que realizou o evento em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Luiz Felip Lepeltier, declarou que a PowerGrid surgiu da percepção de que a energia ocupa, cada vez mais, um importante espaço nas agendas de grandes empresas e indústrias. A reportagem apresenta ainda um panorama geral sobre os resultados obtidos com o evento no setor de energia elétrica. Clique AQUI e leia a reportagem na íntegra |
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Cemig constrói primeira usina solar em caráter comercial
Arquivo Cemig
Usina solar será primeira conectada à rede de distribuição na América Latina
11/11/2011
Seguindo os princípios e valores estruturados na conduta
sustentável que a Cemig adota, será construída, em Minas Gerais, a
Usina Experimental de Geração Solar Fotovoltaica, com capacidade de 3
MW, que equivale ao fornecimento de energia de aproximadamente mil
residências. A implantação da usina foi viabilizada por um amplo projeto
de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Cemig, que visa o estudo da
tecnologia solar na geração de energia elétrica, em parceria com a
empresa Solaria, fabricante espanhola de painéis fotovoltaicos, a
Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) e a Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG).
O projeto da usina solar, que será construída em Sete
Lagoas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, contará com
investimentos da ordem de R$ 40 milhões, sendo cerca de R$ 25 milhões
para a viabilização da usina solar. “Essa será a primeira instalação de
energia solar fotovoltaica conectada à rede distribuição no estado e a
segunda, no Brasil, a produzir energia solar em caráter comercial”,
destaca o gerente de Alternativas Energéticas da Cemig, Marco Aurélio
Dumont Porto.
O objetivo do projeto é desenvolver na Cemig o
conhecimento necessário para tornar, no futuro, a geração de energia
solar viável e benéfica para a Empresa, o setor elétrico brasileiro e a
sociedade. “A Usina Experimental de Geração Solar Fotovoltaica é uma
demonstração do empenho da Cemig em desenvolver tecnologias que prezem
pela utilização de energia limpa”, reforça Marco Aurélio.
As obras para a construção da usina estão previstas para
iniciarem em janeiro de 2012, e a conclusão, para abril de 2012. Assim
que concluída a construção da planta, serão realizados estudos para
analisar e diagnosticar o desempenho da usina e sua relação com o
sistema de distribuição.
A usina será construída em um terreno de oito hectares,
cedido pela Prefeitura de Sete Lagoas. O parque gerador contará com três
unidades, uma de grande porte com capacidade de geração de 2,5 MW, a
segunda de médio porte de 0,45 MW e a terceira equipada com modernas
tecnologias para realização de estudos e pesquisas.
Segundo Marco Aurélio, Sete Lagoas foi escolhida por ter
localização privilegiada próxima a Belo Horizonte e ao Aeroporto de
Confins, além de apresentar um índice de radiação satisfatória e por
concentrar ações do projeto Cidades do Futuro, por meio do qual a Cemig
está testando a automação das redes de distribuição e modernização do
sistema elétrico no âmbito da tecnologia smart grid (redes
inteligentes).
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Participe da Coleta Seletiva! Separe seu Lixo!
Fonte: GREATS
Itaperuna - Você ajuda a preservar o Meio Ambiente e ainda ajuda as obras Sociais do Centro Sócio Cultural Nossa Senhora do Rosário de Fátima.
Veja como é fácil participar da coleta seletiva!
Você coloca todos os materiais recicláveis em um saco ou caixa, separada do lixo orgânico e rejeitos.
O óleo de fritura usado não deve ser jogado no ralo da pia ou vaso sanitário, pois provoca o entupimento das tubulações de esgoto, assim armazene-o em garrafas PET e quando encher o recipiente coloque junto aos demais materiais recicláveis para coleta.
A ITAPLASTIC coletará os RECICLÁVEIS em sua residência e enviará para o centro de triagem, onde serão separados, compactados e vendidos para indústrias recicladoras.
Para o lixo comum, que continuará sendo coletado pela rede de caminhões de lixo pública, devem seguir os resíduos orgânicos como sobra de alimentos, cascas de frutas, verduras, folhas e também os rejeitos como pó de varrição, papel higiênico, lenços, fraudas descartáveis, absorventes, fotografias, louças, porcelanas e papéis engordurados.
Com essa atitude economizamos os recursos naturais e geramos emprego e renda nas indústrias de reciclagem.
Caso tenha dúvida sobre a classificação dos materiais, consulte o guia de materiais recicláveis e não recicláveis abaixo:
Você não precisará armazenar os recicláveis separadamente. Bastará apenas um saco ou caixa para os recicláveis, separando-os assim do lixo úmido (orgânico e rejeitos).
Se você tiver alguma dúvida, crítica ou sugestão, entre em contato com a ITAPLASTIC.
Tel.: (22) 3822-7961 / (22) 3824-5060 / (22) 9243-7811 / (22) 9243-7957 ou (22) 9243-7813.
Sua atitude garantirá mais qualidade de vida para a cidade!
ENTRE EM CONTATO PARA AGENDAR O DIA DA SEMANA EM QUE SERÁ COLETADO SEU LIXO RECICLÁVEL!
______________________________________
OBS.: este trabalho é uma parceria do Centro Sócio Cultural Nossa Senhora do Rosário de Fátima e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Placa de circuito gera mais de 17 metais na reciclagem
Fonte: Jornal do Brasil
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| Ouro e prata são alguns dos metais preciosos encontrados nas placas de circuito e recuperados pelo processo de reciclagem |
O Brasil tem avançado na área de reciclagem de
eletroeletrônicos, mas uma parte dos materiais ainda não pode ser
recuperada no País: as placas de circuito. Placas mãe e placas de vídeo,
no caso dos computadores, assim como os componentes que controlam
televisões, monitores e impressoras
têm uma série de metais em sua estrutura, e a reciclagem desses itens
exige, pois, a separação de cada um, para posterior reaproveitamento.
Há
ao menos 17 metais nessas placas, entre pesados, preciosos e de base.
Alguns deles até têm tecnologia no país para reciclagem, mas quando
todos estão juntos, a recuperação só é feita por cinco empresas no mundo. Uma delas é a Umicore, com sede na Bélgica, que processa 350 mil toneladas de materiais por ano.
As
placas brasileiras provêm, principalmente, de equipamentos de
informática - computadores, periféricos e acessórios -, e o restante vem
de celulares, televisões e sistemas de áudio. São Paulo é o que mais
envia sucata eletrônica, mas isso porque, segundo o gerente de
desenvolvimento de negócios da Umicore no Brasil, as maiores empresas
estão no estado - as menores, por não terem condições de fazer a
exportação por si, acabam enviando materiais para a região sudeste, para
que sejam destinados à Europa.
Processo de separação
Segundo
o gerente de desenvolvimento de negócios da Umicore no Brasil, Ricardo
Rodrigues, o processo de reciclagem começa com a etapa de amostragem. O
material recebido é triturado, formando uma mistura homogênea, de onde
se retira uma amostra. No laboratório, são identificados os metais
contidos no lote de lixo eletrônico, o que determina quanto as empresas
que entregaram a sucata vão receber pelo material. Além disso, os
números servem para saber a quantidade de recursos naturais que se está
economizando, ao recuperar o que já foi extraído e colocar os
componentes de volta no ciclo de produção.
Então vem a etapa de refino, ou seja, de separação de cada um dos
metais. O primeiro passo é fazer lotes maiores, o que significa juntar a
massa homogênea de placas de circuito, por exemplo, com outros tipos de
lixo, não necessariamente eletrônico, que também têm metais em sua
composição: subprodutos de processos químicos, catalizadores automotivos
e resíduos da indústria petroquímica, por exemplo.
Esses lotes
maiores passam então por três linhas de processo, onde há os chamados
metais coletores. Eles recebem esse nome porque funcionam como espécies
de imãs, atraindo outros metais. O cobre, por exemplo, atrai ouro,
paládio e selênio, entre outros, então nesta etapa do processo esses
metais vão formar uma liga. O que "sobrou" segue para a próxima linha,
de chumbo, em que metais como prata, estanho e bismuto vão formar outra
liga. E da mesma forma, o restante do material vai para a terceira
linha, onde o níquel vai atrair platina e ródio, por exemplo.
A
fase seguinte ocorre em três diferentes espaços, onde cada uma das três
ligas formadas vai ser separada. Cada material tem características
químicas que o diferem dos outros, o que possibilita que eles sejam, um a
um, destacados do restante da liga.
O que difere a tecnologia da
Umicore de outras presentes no mundo é justamente a unificação das três
linhas, com os três metais coletores, na mesma planta de reciclagem,
explica Rodrigues. "Se você tivesse o cobre, por exemplo, como principal
coletor, seria possível recuperar alguns metais, mas os outros não",
detalha.
Ao final do processo de reciclagem, os metais
estão como novos, e podem ser usados pelas mesmas indústrias que
utilizam o material recém-extraído. Rodrigues destaca que, com isso,
economiza-se a natureza
de quatro formas diferentes, entre elas evitando que novos materiais
sejam retirados da natureza, e impedindo que metais pesados sejam
jogados em aterros sanitários sem tratamento e acabem contaminando o
meio ambiente.
A indústria de reciclagem tem também uma
preocupação com a sua própria emissão de poluentes. Os materiais que
serão reciclados são sempre analisados previamente, segundo Rodrigues.
"Conhecemos as empresas que vão fornecer o material para reciclagem, e
avaliamos o que é necessário para recuperar o material, e se isso não
oferece risco também às pessoas que vão trabalhar no processo", explica.
Além
disso, as partes que não recicláveis acabam usadas em outros processos.
O plástico contido nas placas de circuito, por exemplo, é queimado para
gerar energia para outras etapas da reciclagem. Tudo, afirma Rodrigues,
com controle de emissões de gases e de poluentes. Em outra frente, a
planta tem sistema de recolhimento de água da chuva e lavagem dos solos,
que passa por tratamento e é usada novamente para molhar as pilhas de
materiais e resfriar o maquinário da unidade. O processo é certificado
por órgãos ambientais europeus.
Depois da reciclagem
Os
materiais reciclados em alguns casos voltam para suas indústrias de
origem. É o que em geral acontece com platina, paládio e ródio, por
exemplo, reciclados de catalizadores e que depois podem ser usados para a
fabricação de novos catalizadores. Os produtos utilizaados em baterias
também são reaproveitados pela mesma indústria.
No caso da
Umicore, que possui, além das usinas de reaproveitamento, indústrias de
baterias, catalisadores e materiais de construção, uma parte do material
é consumida pela própria empresa. Quando há excedente, ou quando o
produto fruto da reciclagem não faz parte da cadeia produtiva da
empresa, os materiais são vendidos para outras indústrias. Os setores de
eletroeletrônica, de pigmentos, de fertilizantes e de automotores são
os principais clientes da Umicore. Fabricantes de bateria também compram os componentes reciclados.
Quanto
aos preços, Rodrigues explica que metais preciosos são cotados pela
bolsa, então o valor dos materiais recém-extraídos ou reciclados é o
mesmo. Os custos do processo são pagos em parte pelas empresas que
recolhem o material e em parte pelas que reciclam. "A companhia paga
para a Umicore reciclar, mas depois de ver quanto vale o material, ela
recebe o valor descontado o custo", simplifica. Se, por exemplo, a
manufatura reversa custou R$ 20 mil, e os produtos finais valem R$ 100
mil, a empresa que recolheu o material recebe R$ 80 mil.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Os custos dos sistemas solares fotovoltaicos caíram a um ponto no qual são menores do que projetos de novas usinas nucleares
Fonte: The New York Times
Pela primeira vez na
história, custo da energia atômica fica acima das energias eólica e solar. O
sistema fotovoltaico se tornou uma alternativa de baixo custo a novas usinas
nucleares.
Enquanto o custo da energia solar vem declinando, os custos da energia nuclear aumentaram nos últimos oito anos, disse Mark Cooper, pesquisador de análise econômica da Universidade de Vermont. A estimativa de custos de construção – cerca de 3 bilhões de dólares por reator em 2002 – vem sendo revisada regularmente para cima, para uma média de 10 bilhões de dólares por reator, e as estimativas apontam que continuaram subindo, disse Cooper, um analista cuja especialidade é avaliar os preços da energia nuclear.
Identificar o custo real de tecnologias de geração de energia é complicado por causa da amplitude dos subsídios e renúncia fiscal envolvidos. Como resultados, os contribuintes e usuários americanos podem terminar gastando centenas de bilhões de dólares ou até trilhões de dólares a mais que o necessário para alcançar uma ampla oferta de energia de baixo carbono, se propostas legislativas no Congresso americano levarem à adoção de um ambicioso programa de desenvolvimento nuclear, registrou um relatório em novembro passado.
O documento Todos os Riscos, Nenhuma Recompensa para os Contribuintes, foi a resposta para uma lista desenvolvida pelo Instituto de Energia Nuclear, um grupo industrial. O instituto defendeu um mix de subsídios, créditos de impostos, garantias de empréstimos, simplificações de processos e suporte institucional em larga escala.
Em nível estadual, a indústria pressionou para o caso de “obra em progresso”, um sistema de financiamento que obriga os usuários de eletricidade a pagar o custo de novos reatores durante a construção e, por vezes, ainda no estágio de projeto. Com longos períodos de obras e atrasos frequentes, isso pode significar que os usuários de eletricidade comecem a pagar preços mais caros 12 anos antes que as usinas produzam eletricidade.
Entre 1943 e 1999, o governo americano pagou perto de 151 bilhões de dólares (valores de 1999), em subsídios para energia eólica, solar e nuclear, como escreveu Marshall Goldberg, do Projeto de Políticas de Energia Renováveis, uma organização de pesquisa de Washington. Desse total, 96,3% foram para a energia nuclear, segundo o relatório. Segundo Mark Cooper, ainda assim tais custos são insignificantes em comparação com os riscos financeiros e subsídios que podem acompanhar a próxima onda de construção de usinas nucleares.
A agência classificadora de riscos Moody’s mencionou os riscos de novas usinas nucleares em um relatório de 2009. “A Moody’s avalia adotar uma visão negativa para a construção de novas centrais nucleares”, registra o documento. Historicamente, a maioria das novas construções nucleares recebeu avaliações negativas, às vezes várias. “Ninguém construiu um reator contemporâneo, usando padrões contemporâneos, portanto ninguém tem experiência para estar confiante de quanto isso vai custar”, disse Stephen Maloney, um consultor da indústria.
O risco de mercado foi agravado com a recente recessão. “A crise atual diminuiu a demanda por energia mais do que a crise do petróleo dos anos 1970”, disse Cooper.
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