Fonte: Folha.com - 22.07.2011 |
Brasil - Quem trabalha em edifícios mais modernos, ou pelo menos reformados, já convive, no ambiente profissional, com sistemas que reduzem o custo de manutenção do prédio no fim do mês e o impacto ao ambiente. Tornaram-se comuns, em empreendimentos comerciais, sensores de presença que acionam lâmpadas, torneiras que limitam a vazão de água, aparelhos de ar condicionado inteligentes. Agora, construtoras estão apostando na demanda por residências com soluções mais econômicas. Em dois empreendimentos de padrão médio-alto que serão entregues ainda neste semestre, em São Paulo, um em Santana e outro na Mooca, a Cyrela vai implementar um sistema de captação de chuva para irrigação de jardins plantados sobre lajes. Pelo mecanismo, já usado em condomínios comerciais, a água fica armazenada entre o jardim e a laje e é sugada pelas plantas em época de estiagem. Não há gasto de energia elétrica nem intervenção humana, o que reduz as despesas de manutenção. "É um projeto-piloto, que não implicou custos extras para os clientes. Queremos medir a economia que isso vai trazer para decidir se vamos estender a outros", diz Débora Bertini, gerente-geral de desenvolvimento de produtos da Cyrela. O sistema está orçado em 0,3% do custo da obra. Bicicletário Alguns edifícios têm ainda outras iniciativas como bicicletário e depósito para coleta de óleo para reciclagem. A Tecnisa também tem colocado em seus empreendimentos sistemas que geram economia para o condomínio, como sensores de presença para iluminação de escadarias e halls e energia solar para 40% da água quente - item que já é exigido por lei na capital paulista. "Os consumidores ainda não enxergam com clareza o benefício dessas soluções; olham mais o custo direto quando decidem comprar. Mas é questão de tempo, como foi com os empreendimentos comerciais", diz Fabio Villas Bôas, diretor-executivo técnico da empresa. Carros Elétricos A Tecnisa investe ainda em estações para abastecimento de carros elétricos nos prédios, embora, de acordo com a Fenabrave (federação dos distribuidores do setor), não haja carros desse tipo circulando no país por enquanto. Um empreendimento de alto padrão - que deve ser entregue em três anos no Alto de Pinheiros, zona oeste da capital, terá seis "tomadas" para veículos híbridos nas garagens para uso coletivo, com medição individualizada. O custo disso, R$ 150 mil, representa 0,6% da obra. "Acreditamos que a demanda por veículos elétricos deverá crescer em três anos, quando o empreendimento será entregue", afirma Villas Bôas. |
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terça-feira, 2 de agosto de 2011
Novos prédios adotam tecnologias para economizar água e luz
Inscrições abertas para curso de Gestão de Energia
Fonte: Procel Info - 25.07.2011 |
Os módulos, todos com carga horária de 30 horas, são divididos em Eficiência Energética - Diagnósticos e Avaliações Energéticas; Supervisão e Gerenciamento de Facilities; Gestão e Planejamento Ambiental e Tecnologias e Materiais utilizados em Edificações Sustentáveis. Para saber mais, entrar em contato através do site www.fsa.br/pos pelo telefone (11) 4979-3410. |
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Homem constrói grande mansão eficiente energeticamente
Fonte: Chicago Tribune - 25.07.2011 |
Estados Unidos - Um norte-americano está construindo uma grande casa nas Montanhas Ozarks, no Missouri, com 13 quartos, 14 banheiros, e outras características que incluem uma biblioteca, uma sala de música e uma grande garagem. Com uma área equivalente a pouco menos do que dois acres, esta será uma das maiores propriedades privadas de habitação do país, segundo diversas listas. Mas é dos materiais utilizados na construção que o proprietário, Steven Huff, mais se orgulha. A casa foi feita com um concreto especial reforçado com aço que é eficiente energeticamente e resistente a diversos fenômenos da natureza, como furacões e tornados. A casa em construção, chamada de Pensmore, tem chamado muita atenção e gerado muita especulação. Segundo Huff, "a missão por trás da Pensmore é ser um laboratório para pesquisas em conservação de energia e resistência a desastres. "Assim como a casa será um lar para mim e para a minha família, nossa esperança é que a curiosidade possa dar lugar a informações valiosas que um projeto desta magnitude pode oferecer para a construção de casas, escolas, hospitais e escritórios", disse. A ideia é que a estrutura seja grande o suficiente para servir como modelo de eficiência e durabilidade para grandes edifícios comerciais, mesmo que no formato de uma casa, disse Luke Pinkertono, fundador da Helix, empresa que está fornecendo o aço para o projeto. O concreto é misturado com alguns pedaços de aço, moldado na forma de parede e isolado termicamente na sua parte externa. O concreto absorve o calor e deixa a casa mais fresca. Ainda segundo Pinkerton, "este conceito é bastante relevante, uma vez que os custos de energia elétrica estão ficando cada vez mais caros". |
Arquiteto e empreendedor planejam casa ecologicamente correta e balada sustentável
Fonte: Rede Bom Dia - 19.07.2011 |
São Paulo - O arquiteto jauense Sílvio Cesar Guarnieri sobe pelo menos uma vez por semana no telhado de sua casa, em uma chácara, na estrada Jaú-Bocaina, para molhar a grama. Sim, você leu direito: molhar a grama. Sílvio construiu e passa sua folga em uma casa ecologicamente correta. Lugares como esse são aconchegantes tanto no calor quanto no frio. A estrutura aproveita a luz solar, a água das chuvas e ainda traz benefícios, como a redução das contas de água e de energia elétrica. O telhado verde do arquiteto, por exemplo, diminui a temperatura interna da casa e traz economia de energia elétrica, pois dispensa o uso de ventilador ou ar condicionado. “É uma forma de compensar. Tirei [a grama] do terreno, mas coloquei no telhado”, explica Sílvio. Segundo a arquiteta Paula Coiado Chamma, para ser considerada uma ecohouse a casa precisa estar integrada ao local, ao clima, a região e ser acessível aos portadores de necessidades especiais. “Também deve aproveitar a energia solar para aquecimento de água e geração de energia e buscar o conforto térmico pelo uso de vegetação ou de técnicas construtivas adequadas”, diz Paula. Para o bioarquiteto Tomaz Amaral Lotufo, as pessoas ainda não se conscientizaram da importância de colaborar com o meio ambiente. “Ecologia é uma questão de inteligência. Não é o que você usa, mas como usa. O objetivo é conseguir o menor impacto ambiental e social possível”, diz Tomaz. O especialista, porém, admite que construir uma ecohouse ainda não é barato. “Os produtos de baixo impacto ambiental não têm incentivo fiscal. A concorrência com os materiais de construção tradicionais é desleal”, aponta. Balada verde É o caso do empreendedor Carlos Roberto Moraes, que está construindo uma casa de eventos ecologicamente correta. A ideia é aliar convívio social e luxo com a preservação da natureza. A casa de shows ficará entre Pederneiras (SP) e Bauru (SP) e todo o material utilizado é ecológico. ”A construção foi feita com madeira de reflorestamento, tijolo ecológico, telha de fibra vegetal, cobertura verde, entre outros”, conta Carlos. Eucaliptos que serviam de postes em cidades da região agora são pilares de sustentação. “Eles seriam queimados pela companhia de energia elétrica, mas conseguimos comprá-los em um leilão”, diz Carlos. Questão cultural Em Jaú, o ecologicamente correto ainda não faz parte da maioria das construções. Segundo o engenheiro Rogério Fachim, não há muito procura por esse tipo de projeto. “As pessoas aqui no interior ainda não têm essa preocupação, porque pensam que os problemas ambientais nunca chegarão até aqui”, explica. Ele diz ainda que engenheiros e arquitetos devem indicar soluções para os clientes. Nessa hora é preciso muita criatividade para equilibrar preço e benefício. Dá para cuidar da natureza até na hora de dançar O modelo de negócio do empreendor Carlos Roberto Moraes não é novidade na Europa. Lá, inclusive, a tecnologia já mostra caminhos mais eficientes para a sustentabilidade. Seguindo um projeto da Holanda, alguns donos de casas noturnas do Brasil querem construir baladas sustentáveis. Enquanto as pessoas dançam, o impacto dos pés gera energia para iluminação e som através de sensores abaixo da pista. Com isso, as lâmpadas da casa economizam 85% de energia a mais do que as lâmpadas comuns. As paredes são sensíveis ao calor e mudam de cor quando a casa está cheia. A ideia é fazer uma referência ao aquecimento global. No banheiro, as descargas e torneiras utilizam água da chuva. Além disso, toda a danceteria é construída com materiais reciclados. Quando ninguém está dançando, a boate conta com um sistema de baterias, painéis de energia solar e uma turbina eólica. A energia que sobra é doada aos imóveis vizinhos. Este novo conceito de vida já influencia até o governo brasileiro. Um projeto de lei que tramita em Brasília pretende estabelecer que a partir de 2016, ano de Olimpíada no Brasil, todas as novas residências do país sejam construídas de acordo com as normas de proteção ao meio ambiente. |
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Complexo comercial em São Paulo consegue auto suficiência com sistema de cogeração de energia
Fonte: Pini Web - 20.07.2011 |
São Paulo - O conjunto de escritórios Rochaverá, localizado no bairro do Morumbi, em São Paulo, conseguiu a auto suficiência energética com sistema próprio de cogeração de energia elétrica. A tecnologia permite o atendimento de 100% da demanda interna, alimentando sistemas de climatização e energia de forma ininterrupta. O sistema, que demandou investimento inicial próximo a R$ 30 milhões, foi concebido para atender às quatro torres do complexo, sendo três delas já em funcionamento e a última a ser entregue no final de dezembro. O sistema funciona diariamente, inclusive nos horários de pico, momento em que o consumo de energia chega a até seis vezes mais. O consumo diário das três edificações é de cerca de 10 mil m² de energia elétrica, sendo que este número cai para 600 m² com o uso da central. "Além do retorno econômico, o abastecimento de cogeração de energia a gás proporciona confiabilidade uma vez que, nesses horários, parte das concessionárias de energia elétrica está com o sistema de distribuição congestionado", avalia Nelson Lima, da Ecogen, empresa que administra o sistema no complexo. Investimentos A tecnologia ainda não é comum nos edifícios que demandam fornecimento de energia full time, em função do alto aporte inicial para a instalação do sistema. O complexo Rochaverá, que possui mais de 25 mil m² de área construída, absorveu investimentos da ordem de R$ 28 milhões nas duas fases de implantação da usina, utilizando quatro geradores, quatro chillers de 540 TR's (toneladas de refrigeração) para demanda de fornecimento de 8 megawatts de potência necessários para atender mais de 12,5 mil usuários residentes e flutuantes. "Geralmente o investimento de uma usina corresponde a três vezes mais do que sistemas convencionais, mas o ganho posterior em eficiência energética também resulta em economia da mesma proporção", afirma o gerente de cogeração da Comgás, Pedro Luiz da Silva Júnior. Em projetos de escritórios menores, ele afirma que uma alternativa aos altos custos é a parceria com a concessionária de gás, que tem interesse em difundir o sistema e ajudar a implantação de projetos. Pelo processo de cogeração, o usuário pode tornar-se seu próprio gerador de energia e alternar o uso com a concessionária elétrica. A qualidade e a oferta do fornecimento de energia para prédios comerciais, hospitais, hotéis e shoppings centers a partir do gás natural têm tido aumento de demanda principalmente em mercados que precisam de vapor ou resfriamento, além de estabelecimentos que possuem grandes unidades centrais de condicionamento de ar e aquecimento de água. Somente no ano passado, na área de concessão da Comgás no Estado de São Paulo, o consumo de gás natural para alimentar sistemas de cogeração de pequeno porte aumentou 59% para o fornecimento de energia elétrica, ar-condicionado e refrigeração. No processo de cogeração, é possível obter aproveitamento de até 85% do gás empregado no processo, enquanto que em uma termoelétrica, a eficiência gira em torno de 45%, segundo os entrevistados. |
Curso de pós-graduação aborda eficiência energética e sustentabilidade
Fonte: Procel Info - 21.07.2011 |
Para isso, fazem parte do curso disciplinas como Conservação e Uso da Água, que mostrará formas de reutilização da água e aproveitamento de efluentes; Eficiência Energética em Edifício, que falará sobre iluminação eficiente e iluminação natural e artificial, bem como tecnologias passivas e produção de energia on site. Matérias sobre Gestão de Resíduos, Impactos Ambientais e Licenciamento, Materiais de Construção Civil: Ciclo de Vida e Sustentabilidade também estão no programa. Para mais informações, entrar em contato pelo telefone (11) 3662-7449 ou pelo e-mail pos.atendimento@faap.br. |
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Tudo branco
Fonte: Isto é Dinheiro - 15.07.2011 |
Brasil - Não estranhe se, em um futuro bem próximo, a maior parte dos telhados das residências situadas nas metrópoles tiver a cor branca. Não que essa seja uma tendência de design das construções modernas. Trate-se, na verdade, de uma estratégia contra o aquecimento global. À primeira vista, pode parecer conversa fiada, mas, de acordo com pesquisa do Lawrence Berkeley National Laboratory, laboratório ligado à Secretaria de Energia dos Estados Unidos, as coberturas brancas refletem até 90% dos raios solares. Com isso, reduzem em até seis graus centígrados a temperatura no ambiente interior. Um ganho que se traduz não apenas em bem-estar, mas também no bolso, já que o gasto de energia elétrica reduz-se em até 70%. Os estudos conduzidos nessa área vêm influenciando políticas públicas, no Brasil e nos Estados Unidos, e mexendo com a linha de produtos das empresas. Uma das que saíram na frente e viram nesse filão uma oportunidade de ganhos foi a americana Dow Chemical, que fatura US$ 53,7 bilhões globalmente e conta com 50 mil funcionários. A companhia química desenvolveu um revestimento branco específico para telhados. Trata-se de uma camada elástica cinco vezes mais grossa que a tinta branca convencional. Além de cumprir o papel de manter a superfície mais fria, a substância protege e faz o telhado durar mais tempo. Produtos com esse perfil deverão ganhar cada vez mais as gôndolas de lojas de materiais de construção do País, impulsionados, principalmente, por eventos como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, que têm como uma de suas diretrizes a sustentabilidade. Para conquistar seu espaço no mercado, os dirigentes da subsidiária brasileira da Dow negociam com fabricantes locais de tintas para que adotem o insumo na sua linha de produção. “Esperamos que esse revestimento represente 20% do faturamento da nossa divisão de construção nos próximos cinco anos”, disse à DINHEIRO Christianne Canavero, diretora de sustentabilidade da Dow Brasil. Nos EUA, onde o produto está disponível desde 2009, o preço do litro varia de US$ 5 a US$ 15, dependendo da fabricante. No Brasil, o sucesso do insumo, para variar, dependerá da aceitação do consumidor final. Um empurrãozinho nesse sentido poderá ser dado pela Prefeitura de São Paulo. Já foi aprovado, em primeira votação, um projeto de lei que torna obrigatória a pintura de todos os telhados da cidade. A medida ainda passará por mais uma votação na Câmara Municipal. Se novamente for aprovada, caberá ao prefeito Gilberto Kassab sancioná-la. Nos Estados Unidos, onde a chamada construção sustentável cresce de importância a cada ano, não existe nenhuma legislação com igual teor, mas há incentivos fiscais, oferecidos pelo programa Energy Star, da Agência de Proteção Ambiental. A popularização de produtos sustentáveis, no entanto, ainda esbarra em questões práticas, como a redução do preço. Afinal, a tinta branca chega a ser 70% mais cara do que a convencional, nos Estados Unidos. “Isso acaba sendo uma barreira para o consumidor brasileiro”, diz Otávio Carvalho, diretor da consultoria MaxiQuim. “O mais viável é se concentrar no mercado corporativo, focando em empresas que têm uma política ativa de sustentabilidade.” É exatamente isso que a Dow pretende fazer. A principal vitrine será a edição 2011 do Greenbuilding Brasil Conferência Internacional & Expo, que acontece em agosto, em São Paulo. De acordo com Maria Clara Coracini, diretora executiva da Green Building Council Brasil (GBCB), o País é a quinta nação com maior quantidade de empreendimentos certificados. Serão 335 edificações até o fim do ano. “Ter instalações sustentáveis virou mais um diferencial nos portfólios das empresas”, afirma Maria Clara. “No fim das contas, o custo/benefício compensa.” Para se ter uma ideia, o setor de produtos sustentáveis de material de construção movimentou R$ 120 milhões em 2010. Segundo dados da GBCB, uma construção totalmente sustentável custa, em média, 7% a mais do que uma convencional. Em contrapartida, a economia de água e energia desses prédios atinge 30%. |
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Construindo um dia a dia sustentável
Fonte: Diário do Grande ABC - 14.07.2011 |
São Paulo - Muito se fala sobre sustentabilidade. Espera-se uma mudança de postura do governo, das empresas, dos países ricos. Mas o que eu e você podemos fazer em nosso cotidiano? Com atitudes simples, podemos pensar e agir sustentavelmente. Afinal, o que fazemos em nosso dia a dia pode ser pouco num planeta de 6 bilhões de pessoas, mas se todos fizerem sua parte, o pouco vira muito e transformamos nossa realidade. Qual é nossa missão hoje? Temos de amenizar as alterações climáticas, combater a poluição das águas, preservar a diversidade biológica. Vamos tentar levar a vida de modo criativo em nossa empresa, nas ruas, em nossas casas e reduzir o impacto do nosso estilo de vida no planeta. No Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, entidade da qual sou membro, temos um grupo trabalhando especialmente para contribuir com a questão da sustentabilidade em nosso País. Na hora de construir - Como representante do setor da construção, aqui vão dicas para quem está reformando ou construindo a casa ou a empresa. Pense na economia de energia. Os painéis duplos nas esquadrias estabilizam a temperatura e a ventilação natural reduz o uso do ar condicionado. Além disso, um bom projeto de iluminação ajuda a economizar energia elétrica, com o uso do dimmer para controlar a intensidade da luz, timer, sensor de presença e luz natural. Não use produtos fora das normas técnicas da ABNT. Fios e cabos dimensionados de forma errada esquentam a parede, pois acabam causando fuga de energia. Painéis de energia solar também ajudam você a montar sua casa sustentável. Outra questão interessante é o uso de lâmpadas mais eficientes. O governo quer substituir todas as incandescentes por fluorescentes compactas e LEDs até 2016 e com isso reduzir a energia de iluminação em 80% no País. As fluorescentes pagam em três meses o investimento na conta de luz, pois economizam 70% em energia. As de LED, bem mais caras, compensam o investimento em longo prazo em função do tempo de vida útil e maior economia, chegando a até 85%. Substitua a sua bacia sanitária pelas mais modernas que gastam 3 litros de água tratada na limpeza parcial e 6 litros na limpeza total. Existem no mercado a preços muito acessíveis bacias para os dois modelos. Ao usar menos água na descarga, você manda menos volume para o tratamento de esgotos, gerando uma enorme economia e aumentando a capacidade do tratamento ainda precário em quase todo o Brasil. Para o uso não residencial, use as torneiras de fechamento automático. Nas escolas, clubes, academias o retorno sobre o investimento se paga em 90 dias. Cuide dos vazamentos de água. Uma torneira pingando é desperdício de dinheiro e falta de comprometimento com o meio ambiente. Na sua casa, não lave quintais e calçadas com mangueira de água. Também não deixe a torneira aberta enquanto escova os dentes e atente-se ao tempo do banho. Na hora de jogar seu lixo fora - Nós, seres humanos, somos uma máquina de produzir lixo. Você já observou o tanto de papel e plástico que você descarta, por exemplo, quando almoça numa rede de fast-food? O País ainda está caminhando lentamente na questão da reciclagem e temos de pensar com responsabilidade no tanto de embalagens que descartamos diariamente. A Política Nacional de Resíduos Sólidos, já em vigor, estipula que temos responsabilidade por tudo que consumimos e descartamos. As empresas, cada vez mais, têm de pensar em formas de fabricar produtos que possam ser reciclados e que gerem menos resíduos. Alguns produtos têm de ser devolvidos aos fabricantes para que ele o recicle, como é o caso de aparelhos eletrônicos, pilhas e baterias. Alguns materiais que contém metais pesados, como as lâmpadas incandescentes, que contêm mercúrio, por exemplo, precisam de reciclagem específica. Outros produtos, como esponjas de limpeza, espelhos, etiquetas adesivas, fraldas descartáveis, guardanapos e papel higiênico, lentes de óculos, papel celofane e porcelana, ainda não podem ser reciclados no Brasil. Por isso, consumir menos e pensar nos resíduos que você gera é ser responsável com o planeta. Na hora de se alimentar - Anualmente, quase 80 milhões de toneladas de peixes e frutos do mar são apanhados para consumo humano, uma quantidade que ameaça a vida marinha. A criação de gado é uma das grandes responsáveis pelo efeito estufa, devido aos gases produzidos pelos intestinos dos animais de corte. Além disso, a devastação da Amazônia para a criação de pastos tem causado grande desequilíbrio ecológico. Consuma menos e compre as de origem certificada. Prefira frutas, legumes e verduras locais, pois eles emitem menos gases poluentes no transporte. Escolha produtos da época, que consomem menos água. |
Casa inteligente gera energia para eletrodomésticos e até para o carro
Fonte: Jornal Floripa - 15.07.2011 |
Santa Catarina - É o sonho de muitos brasileiros: uma casa nova, toda planejada e econômica, sem desperdício. Será que é possível? O repórter Márcio Gomes foi pesquisar as últimas novidades na coluna “Você não sabia, mas já existe”. A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) é uma instituição importante. Tem mais de 100 anos de vida. A série “Você não sabia, mas já existe” foi conhecer o tal do escritório verde, a casa sustentável. Só de olhar a fase final de construção, percebe-se que ela não é comum. Não se vê aquela quantidade de entulho, típica de obra. Há muita madeira, mas os forros são diferentes. O relógio de luz fica no meio da sala. O projeto é de um professor que leva o sonho no sobrenome: Eloy Casagrande. De concreto, no sentido literal da palavra, só mesmo as fundações. O material parece madeira, mas ao ser tocado nota-se que a madeira é mole. Não é madeira. É PVC. Isso já existe lá fora há bastante tempo. “Isso existe: é um sistema construtivo que usa ‘wood frame’, o sistema de construção a seco que usa painéis de madeira em revestimentos internos e externos”, explica o professor Eloy Casagrande. Ao entrar na casa, as surpresas continuam. A madeira usada para construir as janelas nasceu em um laboratório. É uma espécie de eucalipto geneticamente modificado e mais resistente. As paredes vêm de reflorestamento, com madeira certificada. São duplas para receber uma forração especial: um aspecto de algodão que o professor usou garrafas PET. “Exatamente. São garrafas comuns. Para cada metro quadrado, eu usei 30 garrafas para reciclar. É um produto já usado no mercado. São sete mil garrafas que nós tiramos do ambiente para colocar na casa. Ela dá uma sensação agradável para quem está na casa tanto no inverno quanto no verão”, afirma o professor Eloy Casagrande. A placa de borracha é feita de pneu velho. “Pneu reciclado que é retirado do meio ambiente. Para cada metro quadrado de uma a manta de cinco milímetros, eu tenho até três pneus reciclados. Em uma contabilidade que, por cima na casa, deixamos de jogar no meio ambiente 540 pneus”, calcula o professor. Para chegar ao segundo andar da casa, a escada é ecologicamente correta e sustentável. Ela é feita com um material que parece aquele brinquedo de montar. “Isso é resíduo de escada de madeira de uma fábrica de escadas, que forma painéis com os toquinhos que sobram e acabam formando a escada. Esses toquinhos iam para o lixo. Vira quase uma peça de arte, uma estrutura”, explica o professor Casagrande. Um dos pontos mais interessantes da casa fica no terraço no segundo andar. Em vez de usar um piso tradicional, eles preferiram grama. Forraram com grama a parte superior da casa. “É um isolamento térmico-acústico. Além de beneficiar a estética da cidade – se todos os prédios tivessem um telhado verde, seria uma maravilha – absorve água e carbono, e eu reduzo a temperatura interna de 3°C a 5°C”, diz o professor. Um engenheiro, ao ver a grama no teto, ficaria apavorado – “Meu Deus do céu, como ele impermeabilizou isso aqui? Vai chover, essa terra vai absorver, vai dar infiltração”. Eloy Casagrande explica. “O sistema está resolvido com tecnologias bastante avançadas. Eu tenho uma impermeabilização com borracha líquida. Coloquei uma manta de plástico para fazer reforço. Colo por baixo. Ainda tem o sistema de rufos, com proteção de metal, e eu tenho um sistema por baixo da grama. Esse é o sistema do ecotelhado. Na verdade, é o reaproveitamento de solas de sapato das fábricas do Rio Grande do Sul, de onde já vem a terra com substrato com os nutrientes. Eu modulo, coloco as neivas de grama e a grama se fixa. Há projetos para se fazer cidades suspensas na China com que toda a plantação da China seja feita em situações como essa: nos telhados verdes, no ecotelhado”, afirma o professor. A água da chuva será coletada para regar as plantas e ser usada nos sanitários. No telhado, serão instaladas placas solares e uma turbina de energia eólica. Sol e vento vão gerar energia, e isso vai aparecer em um dos relógios instalados dentro da casa. Não é bonito, mas é uma sala de aula. Outro relógio mostra o quanto a casa consome e um terceiro, quanto vai sobrar de energia. A produção eólica e a produção solar vão ser capazes de abastecer toda a casa e ainda sobrar energia? “Depende de quanto tenho de sol e de vento. Ainda dependo do clima. Mas digamos que eu esteja de férias em janeiro, por 30 dias, e a captação solar seja intensa nesse período de verão. Eu posso dar essa energia passando direto para a rede. Eu me torno um gerador de energia na rede”, explica o professor. A sobra poderá ser vendida à companhia de energia elétrica em um sistema inteligente de geração e consumo. Da construção da casa sustentável que gera sua própria energia, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná tem também o projeto de um carro elétrico. Os dois projetos se somaram, já que a casa é capaz de alimentar o carro. “Pelo menos, este é o projeto e estamos conseguindo fazer. O carro elétrico, quando ele for carregado na tomada normal da sua residência, pagando a conta de energia, já fica cinco vezes mais barato do que um carro convencional a etanol ou à gasolina. É o equivalente fazer 75 quilômetros por litro com seu veículo. Mas se abastecermos no escritório verde, por meio da geração de energia solar e eólica, gerando essa energia elétrica para carregar a bateria, aí fica de graça para você andar com seu veículo”, afirma Eloy Casagrande. O carro ainda é um protótipo e está em fase de teste. A casa é um laboratório. Mas que ninguém duvide: projetos como esses já estão voando baixo no mundo inteiro. |
Como reduzir o consumo de energia de seu notebook
Fonte: Atitude Sustentável - 15.07.2011 |
Brasil - Além de utilizar fontes de energia renováveis como painéis solares móveis ou carregadores de energia eólica portáteis, algumas dicas podem ajudar a diminuir o consumo de energia de seu notebook. Confira: Diminua o brilho da tela A tela é a parte que mais consome energia do aparelho. Reduzir o brilho também reduzirá o consumo energético. Configure opções de energia Programar para que o notebook entre em estado de espera quando não está sendo usado é simples e prolonga a vida da bateria. Modo de espera X Desligar A comodidade de não ter que esperar o notebook ligar faz com que a opção de modo de espera seja a mais adequada em pequenos espaços de tempo. Porém, desligar é preferível pois no modo de espera ainda há o consumo energético de cerca de 10%. Evite sobrecarregar o processador Tarefas que exigem demais do processador, como edição de vídeos e jogos com gráficos detalhados têm um nível de consumo superior às tarefas normais. Finalize essas tarefas quando você não estiver utilizando. Esqueça o protetor de tela Ao invés de deixar o protetor de tela, que consome muita energia, ative o modo de espera. |
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