Fonte: Procel Info - 12.11.2010 |
"No dia 12 de novembro termina a consulta pública dos Requisitos de Avaliação da Conformidade para o Nível de Eficiência Energética de Edificações Residenciais (RAC-R). ", disse Nogueira. O RAC-R, que define o processo de avaliação das edificações, descrevendo a participação dos agentes envolvidos e a documentação necessária para a obtenção da etiqueta, está em consulta pública desde o dia 13 de outubro. A Etiqueta Nacional de Conservação de Energia para edificações residenciais avaliará as unidades habitacionais autônomas, sejam casas ou apartamentos, e os edifícios multifamiliares como um todo, incluindo as suas áreas de uso comum. Nas unidades habitacionais autônomas os principais pontos analisados serão a envoltória (fachadas e coberturas), com ênfase na iluminação e ventilação naturais, e o sistema de aquecimento de água. Nos edifícios multifamiliares os pontos resultarão da ponderação do nível alcançado pelas suas unidades habitacionais autônomas. Nas áreas de uso comum dos condomínios serão avaliados os ambientes de usos frequentes e eventuais, incluindo a avaliação do sistema de iluminação, das bombas de água, dos elevadores, dos equipamentos e do sistema de aquecimento de água. "Cada parte avaliada também pode receber pontos adicionais quanto à ventilação e iluminação naturais, uso racional da água, condicionamento de ar e até mesmo medição individualizada nos apartamentos", afirma Roberto Lamberts, do LabEEE. Assim como nos prédios comerciais, dependendo do consumo de energia verificado, os edifícios residenciais serão classificados de "A" a "E", sendo "A" o mais eficiente. Somente em 2010, o Inmetro já outorgou 12 etiquetas para edifícios comerciais. |
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Procel lançará plano para conservação de energia
Redução das emissões de carbono obrigatórias
Fonte: China Daily - 11.11.2010 |
China - A China pode intensificar seus esforços para controlar as emissões de carbono e fazer tudo o que for possível para atingir as suas metas de mudanças climáticas. "Uma redução significativa no consumo de energia e nas emissões de carbono deve ser uma meta obrigatória no novo Plano de Cinco Anos da China", disse o funcionário da Comissão de Reforma e Desenvolvimento Nacional da China, Gao Guangsheng, em uma conferência na cidade de Kunming. Gao disse que a proposta de formular o 12º Plano de Cinco Anos da China com Desenvolvimento Nacional Econômico e Social exige controle efetivo das emissões de gases do efeito estufa do país. Antes de sua revisão final, o público aceitou bem a ideia de colocar seus comentários na proposta, que foi divulgada pelo Comitê Central do Partido Comunista na China. O 11º Plano (2006-2010) lançou a meta de reduzir o consumo de energia por unidade do produto interno bruto em 20% durante o período de cinco anos, antes do final de 2010. Durante os cinco anos, a China fechou usinas térmicas ineficientes com capacidade de 70 GW, mais do que a capacidade total instalada no Reino Unido. Mas, como o final do ano se aproxima, e a redução atingiu até agora apenas 15,61%, algumas cidades chinesas estão desligando sua eletricidade em uma medida desesperada de cumprir o acordo. "Nós vamos manter nosso compromisso e tomar as medidas que forem necessárias para atingir nossas metas", disse o funcionário da comissão. Segundo Wang Tao, um oficial da WWF, tais medidas administrativas poderiam apenas funcionar temporariamente. "A longo prazo, as mudanças devem ser de acordo com o modelo de desenvolvimento econômico e o estilo de vida da maioria dos chineses", disse Tao. Segundo a proposta do novo Plano de Cinco, a China irá fazer esforços progressivos para incentivar a eficiência energética, promover as tecnologias de baixo carbono e estabilizar os mercados de venda de carbono. Em agosto, a China começou um programa piloto de economias de baixo carbono em cinco províncias, incluindo a altamente industrializada Guangdong e a menos desenvolvida Shaanxi. Além disso, a China se comprometeu a reduzir sua intensidade de carbono nacional em até 45% em comparação ao nível de 2005, até 2020. |
Indústria pode alcaçar 25% de economia de energia
Fonte: O Estado de S. Paulo - 11.11.2010 |
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Brasil - Responsável por quase 40% do consumo da energia produzida no País, a indústria poderia economizar 25% dessa conta com medidas de eficiência e inovação tecnológica, indica um estudo coordenado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) que foi apresentado na última quinta-feira, 11 de novembro, em São Paulo (SP). O potencial de redução de emissão de gases de efeito estufa, causadores do aquecimento global, apresentado pelo estudo para um período de 20 anos, até 2030, equivale a mais da quinta parte de todo o corte de emissões de carbono com o qual o Brasil se comprometeu nas metas do clima até 2020 - de cerca de 1 bilhão de toneladas de carbono. A indústria não teve especificada ainda a sua cota nas metas oficiais. Um primeiro segmento, objeto de análise por um plano setorial, ainda em estágio preliminar de discussão, é o da siderurgia. A expectativa é de que a indústria contribua sobretudo por meio de medidas de eficiência energética. "Trata-se de um desafio possível de responder", disse a diretora de relações institucionais da CNI, Heloísa Menezes. "Mas há mudanças a serem feitas, que vão precisar contar com incentivos", completou. Potencial. A indústria siderúrgica aparece no estudo da confederação com o maior potencial absoluto de corte no consumo de energia. Em termos porcentuais, é a indústria cerâmica quem tem o maior potencial. "Boa parte dos fabricantes de cerâmica vermelha é de empresas de pequeno e médio porte, que ainda utilizam fornos e processos ineficientes", afirma o estudo. O potencial de eficiência energética levou em conta as tecnologias disponíveis e também o consumo mínimo e médio de energia elétrica e térmica pelos vários segmentos da indústria. Mas esse potencial de eficiência energética não considerou a disposição dos setores de bancar investimentos nem o custo das mudanças necessárias para reduzir o consumo de energia. A indústria química, a de papel e celulose e a de cimento aparecem, respectivamente, em terceiro, quarto e quinto lugares no ranking dos setores que mais podem reduzir o consumo de energia. Consequentemente, são as naturais candidatas a reduzirem a emissão de gases-estufa. |
Hotel com economia de 90% de energia de iluminação
Fonte: Portal Lumière - 09.11.2010 |
São Paulo - O hotel Blue Tree Premium Verbo Divino inaugura neste mês seu projeto de iluminação externa, desenvolvido a partir de soluções de LEDs da Philips, que permitirá uma redução de mais de 90% no consumo de energia com iluminação. O processo de modernização dos equipamentos e produtos do Condomínio São Paulo Office Park, ocupado em sua grande maioria pelo Hotel Blue Tree Premium Verbo Divino, na Chácara Santo Antônio, em São Paulo, contempla soluções mais modernas em iluminação. A sustentabilidade, principal foco do projeto, aparece em três frentes: ambiental, financeira e energética. Isso pode ser notado pela escolha dos equipamentos que possuem vida útil até 50 vezes maior do que as tecnologias tradicionais, diminuindo a quantidade de produtos descartados. Além disso, uma lâmpada LED não possui em sua composição itens como o mercúrio, o que ajuda a diminuir a contaminação do meio ambiente pelo produto quando o descarte for necessário. Já a economia financeira poderá ser verificada na conta de energia. A estimativa é de que haja um retorno do investimento em apenas dois anos e meio. Também há diminuição dos custos com manutenção e com outros cuidados não mensuráveis, como a necessidade constante de troca de lâmpadas. De acordo com um dos arquitetos responsáveis pelo projeto, Herbert Ortiz, “a tecnologia LED permitiu uma melhor distribuição das luminárias em todas as áreas do hotel, aumentando a qualidade e a eficiência da iluminação. Tudo isso, gastando menos energia e utilizando produtos mais duráveis”, afirma. De acordo com o vice-presidente de Lighting da Philips do Brasil, Fernando Stinchi, além de sua qualidade e economia, as novas lâmpadas contribuem para o embelezamento da fachada do hotel e da região no entorno, aumentando ainda a segurança do local por ter todos os pontos bem iluminados. A funcionalidade também foi levada em consideração. As luminárias das marquises ou do estacionamento, por exemplo, ajudaram a melhorar o trânsito no local. “No estacionamento, os postes não eram tão bem posicionados. Alguns chegavam a ficar no caminho, o que causava alguns transtornos. A nova luminária permitiu que redistribuíssemos esses postes, garantindo mais eficiência na iluminação e mais espaço para as manobras, o que melhorou a funcionalidade desse estacionamento”, explica o arquiteto Herbert Ortiz. Qualidade e funcionalidade em prol da eficiência energética Por ter, em sua maioria, público formado por executivos e pessoas em trânsito de negócios, o hotel optou por adotar um conceito mais sério e sóbrio, com todas as lâmpadas em cor branca na tonalidade quente. Foram iluminadas: a fachada do edifício, as bandeiras, as marquises, toda a área externa e o estacionamento. Todas com luz branca, de acordo com o conceito sóbrio adotado. O único lugar que permitiu mais ousadia de cores foi o chafariz, próximo à entrada do hotel. O ponto ganhou iluminação subaquática, de cor vermelha, fazendo alusão à imagem de uma fogueira em baixo da água. |
Nobel de Física de 2007 quer estudos de eficiência energética
Fonte: Último Segundo - 08.11.2010 |
Alemanha - Se os computadores hoje conseguem armazenar bilhões de unidades de informação em equipamentos cada vez menores, a responsabilidade é do físico Peter Grünberg, 71 anos. O alemão, que dividiu o prêmio Nobel de Física de 2007 com Albert Fert, descobriu de maneira independente um novo efeito da físca, a magneto-resistência gigante (MRG) que foi amplamente usado e revolucionou a computação e sua capacidade de armazenamento de dados. Em São Paulo para dar uma palestra em um colégio particular, Grünberg conversou com o iG na manhã de segunda-feira, 8 de novembro, e disse que quer ver estudos voltados para a economia de energia, assim como o MGR. De fala tranquila, disse que não se surpreendeu quando ganhou o Nobel, pois já se especulava que um dia receberia o prêmio. iG: O que muda depois de ganhar o Nobel? Isto atrapalhou ou ajudou você a se focar na sua pesquisa? Peter Grünberg: Minha vida mudou muito depois do Nobel e foi muito difícil, inicialmente, lidar com a atenção da mídia. Quando se ganha o Nobel você deixa de determinar o que vai fazer ou o que quer fazer. As pessoas vêm e te dizem que agora você deve dar uma entrevista (risos), mesmo não sendo a minha escolha. Mas eu entendo esta necessidade. De qualquer forma foi um grande conflito para mim, pois o meu desejo era ir para o laboratório, pesquisar, fazer o experimento. E o desejo das outras pessoas era que eu desse palestras, participasse de seminários. Depois de um tempo fica enfadonho e desestimulante. Mas há ainda outro conflito, quando você quer falar de outro assunto, é preciso se preparar, estudar, mas não há tempo para isto, porque há outra palestra para dar. Esta era a minha situação até dois anos depois do prêmio. Agora eu estou conseguindo incluir novos assuntos, mas as pessoas continuam querendo saber sobre assuntos relacionados ao prêmio Nobel. iG: Você tem a patente da sua invenção? Peter Grünberg: Sim, mas a invenção não é toda minha. iG: Você estava na vanguarda ao estudar um assunto que representou uma revolução na capacidade de armazenamento de dados. O que te motivou a estudar este assunto? Peter Grünberg: Ah, ele se desenvolveu. Eu não sei dizer o momento exato. Não tem um ponto exato na minha vida que ele veio, ele se desenvolveu. Meu conceito para o sucesso é não mudar muito de tempos em tempos. Eu mudei, mas dentro do mesmo assunto. Tive tempo para fazer mudanças, mas só mudei a maneira de fazer os experimentos num mesmo assunto, segui os mesmos sistemas. Depois investiguei também outros materiais. Eu estudo novos tópicos dentro deste assunto, mas tento não mudar muito. Desta maneira eu acho mais fácil publicar algo. Eu acho importante quando deixamos as coisas constantes. iG: Você já sabia quais seriam as aplicações do magneto-resistência gigante (MRG) já no início das suas pesquisas? Peter Grünberg: Sim, mas eu sempre achei que a importância desta descoberta não é apenas o MGR sozinho, atualmente pessoas estão usando em outros efeitos. O MRG é usado nos sensores dos campos magnéticos. O mais importante do MRG é que abriu um campo que trilhou outras coisas. Ele possibilitou fazer estruturas em camadas, por exemplo, efeito magnético em outros elementos como o ferro, cromo e tantas outras estruturas. Antes disto, ninguém estava interessado neste assunto, mas de fato os efeitos eram muito interessantes. A partir desta descoberta um novo campo se desenvolveu rapidamente. Há novos estudos lindos, como por exemplo, você poder dirigir um carro sem usar combustível. Isto é muito animador! Mas eu acho que atualmente há uma grande preocupação com economia de energia, que a aplicação tem um aspecto muito importante em qualquer lugar. As invenções feitas agora, incluindo o MGR, foram feitas como uma maneira de economizar energia. Nós estamos usando cada vez mais energia, e o petróleo está acabando. Estamos em uma situação estranha. Então acho que a economia de energia é o grande assunto para ser aplicado. iG: Você já sabia das aplicações e possibilidades comerciais que sua invenção teria? Como os usos específicos em discos rígidos e computadores. Peter Grünberg: Para mim, as aplicações sempre foram uma questão muito importante. Eu gosto de fazer pesquisa básica por curiosidade, mas eu fico interessado em algo e me torno realmente um entusiasta por causa de seus novos efeitos. A aplicação sempre é uma área importante. Talvez porque eu venha de uma família, onde o meu avô era um homem de negócios. Perdi meu pai na guerra e tive o meu avô como pai. Ele teve grande influência em mim, com uma educação muito prática. Tento encontrar um quadro físico da situação. Eles sempre me ensinaram a olhar para o dinheiro. iG: Como conseguiu financiamento para o estudo. Foi difícil? Peter Grünberg: Felizmente não tive que fazer uma carreira. Fiquei no mesmo grupo por vinte anos e questões de dinheiro e pagamentos estavam sob a atenção do meu supervisor. O que foi muito bom, pois eu pude me concentrar nos meus estudos. Não tive que me preocupar muito com isto. iG: Qual foi a sua sensação ao receber a ligação informando que havia levado o Nobel de Física? Você esperava recebê-lo um dia? Peter Grünberg: Eu não estava acostumado com tamanha notoriedade e claro que eu estava nervoso. Mas na verdade não foi uma grande surpresa receber o prêmio. Dois ou três anos antes já se especulava que eu poderia ganhar o prêmio Nobel. Então eu pensei “ah, finalmente”. Então agora eu tenho que estar disponível para o prêmio. Não foi a minha escolha, mas é uma coisa boa. Notoriedade não é o meu tipo. iG: O que você acredita que seja a grande área de estudo da Física nos próximos anos? Peter Grünberg: Em muitos casos os semicondutores e semicondutores magnéticos. Há muitos estudos nesta área, mas não consigo imaginar como estarão estes estudos em 10 anos. Certamente há hidrogênio, oxigênio, carbono, temos que começar a construir uma nova economia baseada nestes materiais. Gostaria de descobertas sobre eficiência na energia. Antes tínhamos a guerra, agora este problema. Estamos sempre com problemas, se não temos os criamos. iG: O senhor nasceu na cidade de Pilsen, que criou o tipo de cerveja mais consumida no Brasil. Ontem assistiu a um jogo de futebol. O senhor está se sentindo em casa aqui no Brasil? Peter Grünberg: Sim, vou te contar uma coisa. Em São Carlos, eu bebi uma cerveja que no rótulo estava escrito Pilsen. Quase levei para casa para dar a minha esposa, mas a minha mala já está bem cheia. Gosto muito da sonoridade, a melodia de vocês falando. É uma língua muito bonita. Eu estudei um pouco de português, o daqui é mais bonito que o de Portugal. Gosto da frase “viajar de avião é sempre bom”. |
Poste de iluminação pública 100% alimentado por energia eólica e solar
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Fonte: 2020 Sustentável - 10.11.2010 |
Ceará - Não tem mais volta. As tecnologias limpas – aquelas que não queimam combustível fóssil – serão o futuro do planeta quando o assunto for geração de energia elétrica. E, nessa onda, a produção eólica e solar sai na frente, representando importantes fatias na matriz energética de vários países europeus, como Espanha, Alemanha e Portugal, além dos Estados Unidos. Também está na dianteira quem conseguiu vislumbrar essa realidade, quando havia apenas teorias, e preparou-se para produzir energia sem agredir o meio ambiente. No Ceará, um dos locais no mundo com maior potencial energético (limpo), um ‘cabeça chata’ pretende mostrar que o estado, além de abençoado pela natureza, é capaz de desenvolver tecnologia de ponta. O professor Pardal cearense é o engenheiro mecânico Fernandes Ximenes, proprietário da Gram-Eollic, empresa que lançou no mercado o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energias eólica e solar. Com modelos de 12 e 18 metros de altura (feitos em aço), o que mais chama a atenção no invento, tecnicamente denominado de Produtor Independente de Energia (PIE), é a presença de um avião no topo do poste. Feito em fibra de carbono e alumínio especial – mesmo material usado em aeronaves comerciais –, a peça tem três metros de comprimento e, na realidade, é a peça-chave do poste híbrido. Ximenes diz que o formato de avião não foi escolhido por acaso. A escolha se deve à sua aerodinâmica, que facilita a captura de raios solares e de vento. "Além disso, em forma de avião, o poste fica mais seguro. São duas fontes de energia alimentando-se ao mesmo tempo, podendo ser instalado em qualquer região e localidade do Brasil e do mundo", esclarece. Tecnicamente, as asas do avião abrigam células solares que captam raios ultravioletas e infravermelhos por meio do silício (elemento químico que é o principal componente do vidro, cimento, cerâmica, da maioria dos componentes semicondutores e dos silicones), transformando-os em energia elétrica (até 400 watts), que é armazenada em uma bateria afixada alguns metros abaixo. Cumprindo a mesma tarefa de gerar energia, estão as hélices do avião. Assim como as naceles (pás) dos grandes cata-ventos espalhados pelo litoral cearense, a energia (até 1.000 watts) é gerada a partir do giro dessas pás. Cada poste é capaz de abastecer outros três ao mesmo tempo. Ou seja, um poste com um "avião" – na verdade um gerador – é capaz de produzir energia para outros dois sem gerador e com seis lâmpadas LEDs (mais eficientes e mais ecológicas, uma vez que não utilizam mercúrio, como as fluorescentes compactas) de 50.000 horas de vida útil dia e noite (cerca de 50 vezes mais que as lâmpadas em operação atualmente; quanto à luminosidade, as LEDs são oito vezes mais potentes que as convencionais). A captação (da luz e do vento) pelo avião é feita em um eixo com giro de 360 graus, de acordo com a direção do vento. À prova de apagão. Por meio dessas duas fontes, funcionando paralelamente, o poste tem autonomia de até sete dias, ou seja, é à prova de apagão. Ximenes brinca dizendo que sua tecnologia é mais resistente que o homem: "As baterias do poste híbrido têm autonomia para 70 horas, ou seja, se faltarem vento e sol 70 horas, ou sete noites seguidas, as lâmpadas continuarão ligadas, enquanto a humanidade seria extinta porque não se consegue viver sete dias sem a luz solar". O inventor explica que a ideia nasceu em 2001, durante o apagão. Naquela época, suas pesquisas mostraram que era possível oferecer alternativas ao caos energético. Ele conta que a caminhada foi difícil, em função da falta de incentivo – o trabalho foi desenvolvido com recursos próprios. Além disso, teve que superar o pessimismo de quem não acreditava que fosse possível desenvolver o invento. "Algumas pessoas acham que só copiamos e adaptamos descobertas de outros. Nossa tecnologia, no entanto, prova que esse pensamento está errado. Somos, sim, capazes de planejar, executar e levar ao mercado um produto feito 100% no Ceará. Precisamos, na verdade, é de pessoas que acreditem em nosso potencial", diz. Mas esse não parece ser um problema para o inventor. Ele até arranjou um padrinho forte, que apostou na ideia: o Governo do Estado. O projeto, gestado durante sete anos, pode ser visto no Palácio Iracema, onde passa por testes. De acordo com Ximenes, nos próximos meses deve haver um entendimento entre as partes. Sua intenção é colocar a descoberta em praças, avenidas e rodovias. O empresário garante que só há benefícios econômicos para o (possível) investidor. Mesmo não divulgando o valor necessário à instalação do equipamento, Ximenes afirma que a economia é de cerca de R$ 21.000 por quilômetro/mês, considerando-se a fatura cheia da energia elétrica. Além disso, o custo da instalação de cada poste é cerca de 10% menor que o convencional, isso porque economiza transmissão, subestação e cabeamento. A alternativa teria, também, um forte impacto no consumo da iluminação pública, que atualmente representa 7% da energia no estado. "Com os novos postes, esse consumo passaria para próximo de 3%", garante, ressaltando que, além das vantagens econômicas, existe ainda o apelo ambiental. "Uma vez que não haverá contaminação." |
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Financiamentos "verdes" têm baixa representatividade
Financiamentos “verdes” direcionados a pessoas físicas, como para compra de aquecedores solares e carros flex, e a pessoas jurídicas, para desenvolvimento de projetos sustentáveis, ainda têm baixa representatividade nos bancos públicos.
A conclusão é do estudo Financiamentos Públicos e Mudança do Clima – Análises de Bancos Públicos e Fundos Constitucionais Brasileiros, elaborado pelo GVCes (Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV/EAESP) e divulgado na terça-feira (9).
O estudo identificou ainda que os recursos direcionados para um produto ou linha verde de crédito muitas vezes são superiores à sua contratação efetiva. Desta forma, estes financiamentos acabam sendo menos atrativos aos clientes, pois em geral têm um processo de contratação mais complexo, quando comparados a financiamentos tradicionais.
Bancos públicos x sustentabilidade
De acordo com o estudo, o comprometimento dos bancos públicos com a mudança do clima, embora esteja formalizado, ainda é difuso e requer uma abordagem mais estratégica.
De acordo com o estudo, o comprometimento dos bancos públicos com a mudança do clima, embora esteja formalizado, ainda é difuso e requer uma abordagem mais estratégica.
“As instituições reconhecem a importância do financiamento público como indutor de uma economia de baixo carbono, mas o processo decisório ainda é orientado por objetivos pontuais, de curto prazo e com baixo envolvimento da alta gerência”, disse a pesquisadora de Finanças Sustentáveis da equipe de Sustentabilidade Empresarial do GVces, Paula Peirão.
Ela afirmou que não existe acompanhamento e cooperação entre as instituições financeiras, o que poderia ser um ponto de partida para a criação de uma linha de base que pudesse monitorar as ações individuais das instituições financeiras públicas no país.
Fizeram parte da pesquisa o BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Fundo Constitucional do Norte, Fundo Constitucional do Nordeste e Fundo Constitucional do Centro-Oeste.
Corona avança na área de sustentabilidade
Empresa, que já comercializou 70 milhões de produtos nas últimas quatro décadas, inova mais uma vez com lançamento da Ducha Flex, aparelho inédito que funciona tanto como ducha elétrica quanto como aparelho complementar para qualquer tipo de aquecedor: solar, a gás ou elétrico
Após quatro décadas no mercado brasileiro, a Corona, uma das maiores fabricantes de duchas, torneiras e aquecedores termoplásticos do país está aliando a alta tecnologia que utiliza em todos os seus produtos com o assunto mais discutido do momento: sustentabilidade. O mais recente passo neste sentido foi o lançamento da Ducha Corona Flex, aparelho inédito que funciona tanto como ducha elétrica de alto desempenho, quanto como aparelho complementar para qualquer tipo de aquecedor: solar, a gás ou elétrico. O uso combinado do aquecimento solar e ducha elétrica proporcionam aquecimento imediato da água, o que favorece a redução no consumo.
À medida que o conceito de sustentabilidade começa a ganhar força no mercado, com produtos que reduzem o consumo tanto de energia quanto de água, e o aquecimento solar desponta como uma tendência neste segmento, a ducha FLEX surge como uma nova opção para os consumidores que valorizam a responsabilidade ambiental sem abrir mão de um banho confortável. O sistema FLEX elimina o desperdício de água durante o banho proporcionando uma economia energética de 95%, pois liga automaticamente na entrada de água fria, proporcionando um banho sempre aquecido e agradável, e desliga na entrada de água quente.
Investimentos de 3 milhões de euros em pesquisa e desenvolvimento de nova linha com design inovador - Depois de revolucionar o mercado brasileiro há 40 anos com a substituição inédita do metal das duchas elétricas pelo plástico, a empresa não parou de inovar, sempre buscando a segurança e conforto do consumidor. Num processo de produção que consumiu quatro anos de pesquisa e investimentos de mais de 3 milhões de euros, a Corona trouxe ao mercado no ano passado a linha SPA, que reproduz o efeito metálico no plástico sem utilizar nenhum tipo de produto nocivo à saúde e ao meio ambiente. O material é mais resistente, não descasca, não enferruja e não risca.
"Nunca utilizamos cromo em nossos produtos, pois trata-se de um processo que traz risco tanto para as pessoas quanto para a natureza", afirma Amilcar Yamim, diretor da Corona. "Desenvolvemos uma técnica inédita em nosso setor, similar à utilizada no segmento automobilístico, que faz uma cristalização metálica da ducha sem poluir o meio ambiente e empregando materiais 100% recicláveis".
A revolução no mercado de duchas – A selagem e a blindagem nas duchas elétricas foram criadas pela Corona e representaram uma revolução no mercado brasileiro. Frente aos concorrentes, a empresa 100% nacional apresenta produtos com linhas modernas por fora e sistemas de segurança por dentro que são inovadores para o setor de duchas. Os produtos Corona são os únicos com chave seletora de temperatura com blindagem total à eletricidade, ou seja, a água fica totalmente isolada, o que elimina os riscos para o consumidor.
Eletrodoméstico com tecnologia de ponta – A Corona possui produtos direcionados a todos os públicos (mulheres, homens, esportistas, idosos e crianças), e acessíveis para todas as classes sociais, das mais simples às mais sofisticadas, com o mesmo conforto e segurança. Desde o início das atividades, a Corona se dedica ao desenvolvimento de produtos que tornem o banho cada vez mais seguro, sempre buscando melhoria da qualidade e redução de custos. Nesse sentido, a empresa avança em franca evolução, já que hoje consegue oferecer à população uma ducha moderna e segura por valores a partir de R$ 30. “Com o aumento do poder aquisitivo e a evolução da tecnologia no setor de duchas, o consumidor brasileiro passou a enxergar o aparelho como um eletrodoméstico, que proporciona prazer no banho, além de decorar o ambiente”, afirma o diretor da Corona.
Corona - Com duas unidades de produção, na cidade de Aracaju (SE) e em Guarulhos (SP), a Corona emprega mais de 1.200 funcionários. Desde a sua fundação, já produziu cerca de 70 milhões de duchas elétricas. Atualmente, a empresa tem capacidade instalada para atender 70% do consumo de duchas do mercado nacional, além de exportar para países da América Latina, Ásia e África. Todos os produtos são testados, um a um, eletronicamente e são compatíveis com o D.R. - Disjuntor Diferencial Residual, que protege o usuário.
A Corona é uma empresa sustentável e que se preocupa com as questões ligadas ao meio ambiente. Todos os chuveiros e torneiras são elaborados a partir de matérias primas 100% recicláveis e apresentam o selo Corona de sustentabilidade. Além disso, todos os produtos Corona têm seu desempenho aprovado pelo INMETRO e está em conformidade com o PBE (Programa Brasileiro de Etiquetagem). Atendem recomendações fundamentais da IEC (International Electrotechnical Comission) e as rigorosas normas da SAE.
Cemig em parceria no desenvolvimento de energia solar
| Fonte: Ambiente Energia - 10.11.2010 | ||||||||
| SÃO PAULO - A companhia energética mineira Cemig fechou parceria com a Solaria - fabricante espanhola de painéis que convertem energia da luz do sol em eletricidade - para a realização de estudos que visam a implantação de uma usina de energia solar com capacidade de 3 megawatts (MW). O plano é erguer a unidade em Sete Lagoas (MG), com o início da construção no começo do ano que vem. O projeto está em fase de estudos preliminares, diz a Cemig. Em nota, o gerente de energias alternativas da Cemig, Marco Aurélio Dumont Porto, diz que o projeto corresponde à primeira instalação de energia solar conectada à rede distribuição na América Latina. Um dos fatores que pesaram na escolha de Sete Lagoas para receber o projeto é o índice de radiação considerado satisfatório na cidade. (Eduardo Laguna | Valor) |
Energia solar: uma solução para milhões
Fonte: Agência Brasil
| “As primeiras obrigações solares térmicas no mundo já estão em vigor há mais de 30 anos. Estas obrigações em geral se constituem de disposições e normativas legais que impõe a instalação de sistemas de aquecimento solar nas edificações urbanas”, escreve Carlos F.C Faria. |
| A obrigação está geralmente ligada à construção de novas construções ou de obras de reforma e, portanto, é de responsabilidade dos construtores e dos usuários assegurar e garantir que o sistema de aquecimento solar seja instalado de acordo com os requisitos técnicos específicos que costumam variar de legislação para legislação. Encontram-se ainda muitas obrigações solares térmicas que estão relacionadas com a regulamentação térmica ou de eficiência energética de edificações. O número de cidades, regiões e países que estão lançando mão das obrigações solares térmicas vem crescendo a cada ano e hoje mais de 150 milhões de pessoas na Europa vivem em regiões onde o aquecedor solar é um item obrigatório nas novas edificações. Fora da Europa, as obrigações solares também vem se disseminado como por exemplo no Uruguai, México, cidades da China, etc. No Brasil, a obrigação legal é realidade na maior cidade do país, São Paulo e em Natal, capital do Rio Grande do Norte, e dezenas de municípios vem trabalhando em prol desta diretiva. Em nosso inconsciente, o termo obrigação nem sempre é benvindo mas é importante lembrar que hoje como se projetam nossas casas e edifícios nós somos literalmente obrigados a utilizar a energia elétrica ou o gás, dois energéticos muito importantes, mas que não deveriam ser destinados ao aquecimento integral de água em nosso país, onde o Sol é tão abundante e disponível. O Sol no Brasil, com a tecnologia já disponível, pode prover mais de 70% das necessidade anuais de água quente das edificações. O aquecimento solar pode desempenhar um papel chave na redução das emissões, na maior disponibilização da matriz de energia elétrica brasileira e principalmente na melhoria da qualidade de vida de seus cidadãos. Cabe lembrar que a energia solar térmica tem uma relação custo-benefício comprovada, sendo amplamente utilizada no mundo, onde mais de 280 milhões de metros quadrados de coletores solares já estão instalados. Alguns outros argumentos convincentes para que nenhum edifício seja construído sem a energia solar térmica: - a energia solar é inesgotável e facilmente disponível; - o calor é produzido livre de emissões e no local de sua utilização (geração distribuída); - os coletores solares podem ser esteticamente integrados à edificação e facilitam o conceito de planejamento urbano sustentável; - a energia solar gera segurança no abastecimento de energia, novos empregos verdes e crescimento econômico. A priori, a energia solar só não está mais disseminada porque nenhum grupo econômico descobriu como ser dono do Sol e, portanto, a energia solar é taxada inclusive com pretensões científicas de inviável e cara. Pergunte-se o que você quer para o futuro de sua cidade e tente enxergar os benefícios que o amplo uso do Sol nos traria. |
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