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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Novas moradias do projeto "Minha Casa, Minha Vida"


Fonte: Portal Brasil - 04.11.2010


Entre 300 mil e 400 mil casas da segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida serão equipadas com painéis solares para aquecer a água do chuveiro. 



Todos os novos empreendimentos do programa voltados a famílias com renda de, no máximo, três salários mínimos nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste têm de vir equipados, obrigatoriamente, com sistema de captação de energia solar. A informação é da secretária nacional de Habitação, Inês Magalhães.
“O objetivo do aquecimento solar é, além da preservação da energia, também contribuir para a sustentabilidade econômica, barateando o custo da energia, aliado a um processo de educação dessas famílias, que devem fazer um uso racional da água e da energia”, ressaltou a secretária.
Na primeira fase do programa de financiamento para construção de casas populares, que se encerra neste ano, o uso de painéis solares não foi obrigatório e apenas um número reduzido de empreendimentos aderiu à energia solar.


Reaproveitamento de água também pode ser aplicado na 2ª etapa  

A segunda fase do Minha Casa, Minha Vida entrará em vigor a partir do ano que vem. A previsão é de que sejam construídas 2 milhões de residências, das quais 1,2 milhão será para famílias com renda de, no máximo, três salários mínimos.
Outra medida sugerida para garantir uma eficiência de recursos partiu do Ministério das Cidades, que também pretende estimular o reaproveitamento de água nessas habitações. No entanto, a secretária explica que, a princípio, o sistema de reuso da água não será obrigatório.
Os projetos de eficiência energética e sustentabilidade do governo brasileiro para casas populares foram apresentados na manhã desta quinta-feira (4) a representantes do governo norte-americano e a especialistas em planejamento urbano e habitação, em um seminário no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro.
O seminário reúne hoje e amanhã especialistas da América Latina para discutir sustentabilidade de moradias em áreas carentes. Durante o evento, o governo norte-americano também vai lançar, em parceria com uma organização não governamental, o Prêmio Habitação Sustentável e Inclusiva, que dará até US$ 10 mil (cerca de R$ 17 mil) para pessoas que criem projetos de habitação sustentável.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

EUA: construção da maior usina solar do mundo


Projeto denominado como Blythe Solar terá capacidade instalada de 1.000 MW, o suficiente para abastecer até 750 mil residências americanas.
O governo americano autorizou na última semana a construção de uma usina termosolar na Califórnia que será a maior da fonte em todo o mundo. O projeto Blythe Solar terá capacidade instalada de 1.000 MW, o suficiente para abastecer até 750 mil residências americanas. Após receber a licença do Departamento do Interior americano, a usina deve iniciar as obras até o final deste ano, com término previsto para 2013.

Segundo o governo, o projeto será o primeiro de uma série de quatro parques solares térmicos que, juntos, irão gerar 2.500 MW e abastecer 2 milhões de residências. Além disso, a expectativa é que a implantação da usina gere mais de mil empregos, sendo que, destes, 295 serão permanentes, para a manutenção da planta.

O empreendimento vai ocupar um terreno de 7.025 acres, com 28,4 quilômetros quadrados. Ainda será construída uma linha de transmissão em 230kV para conectar a usina à rede em uma subestação no rio Colorado. O parque pertence à companhia Solar Milleniun, que já garantiu recursos de US$ 1,9 bilhão para a usina por meio de um programa de garantias do governo dos Estados Unidos.

Multiplicador PLAMGE


Fonte: Eletrobras - 05.11.2010
Rio de Janeiro - Curso de Multiplicador da Metodologia de PLAMGEs (Planos Municipais de Gestão da Energia Elétrica), realizado pela Eletrobras, em parceria com o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM), está com inscrições abertas para sua segunda turma. As aulas serão realizadas de 29 de novembro a 3 de dezembro, no IBAM (Largo IBAM, nº1, Humaitá), com carga horária de 30 horas. As atividades serão teóricas e, principalmente, práticas, desenvolvidas com o objetivo de ressaltar a importância da gestão do consumo de energia elétrica na administração municipal e estimular a criação de uma rede nacional de profissionais. Os participantes vão passar por duas avaliações diárias e, ao final do curso, aqueles que tiverem desempenho satisfatório receberão um certificado de multiplicador da metodologia de PLAMGEs.

Podem participar profissionais com experiência em projetos de eficiência energética que tenham nível superior de escolaridade. Além disso, é preciso conhecer a Resolução Nº 456/2000 e as atualizações expedidas pela Aneel. Os interessados devem enviar a ficha de inscrição (veja aqui) preenchida para o e-mail procel.gem@eletrobras.com até o dia 12 de novembro e aguardar confirmação até o dia 18. Mais informações pelos telefones (21) 2514-5946 e 2514-6268.

Aumento da conta de luz no Rio de Janeiro




Fonte: G1 - 08.11.2010
Rio de Janeiro - Mais de 3,5 milhões de consumidores de energia do estado do Rio de Janeiro já estão pagando mais caro pelo serviço. A nova tarifa entrou em vigor no último domingo, 7 de novembro, com um aumento médio de 2,17% nos 31 municípios do estado atendidos pela Light.

A preocupação com o consumo de energia deve começar na escolha dos equipamentos. Atualmente, máquinas de lavar roupa, televisões, freezers e os eletrodomésticos que mais impactam na conta são etiquetados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) mostram quais são os mais econômicos e eficientes.

Ar-condicionados e lâmpadas adequados
No verão, o consumo de energia costuma aumentar por causa do uso de ventiladores e do ar condicionado. Por isso, é bom pesquisar o modelo certo para o tamanho do ambiente. "Uma recomendação é não utilizar o ar condicionado à toa. O entra e sai com portas e janelas abertas faz ele trabalhar de forma sobrecarregada", avisa o gerente do Inmetro, Marcos Borges.

Especialistas também aconselham trocar luzes incandescentes por fluorescentes, que são cinco vezes mais econômicas. Equipamentos em modo stand by também gastam energia. Para economizar, o certo é tirar esses aparelhos da tomada quando não estiver fazendo uso deles. Na hora de lavar a roupa, usar a capacidade máxima da máquina, e não abrir a geladeira o tempo todo.

Na geladeira, não se deve colocar alimentos quentes e deve tomar cuidado com a borracha de vedação. Se ela estiver em mau estado, significa que o ar frio está escapando. Naquelas que não têm descongelamento automático, as pessoas devem fazer periodicamente o descongelamento antes que crie aquela crosta espessa de gelo. Ao trabalhar nessas condições, a geladeira vai gastar mais energia.

Economia de energia desata escassez de diesel na China


Fonte: Pueblo en Línea - 08.11.2010
China - A China está sofrendo uma escassez de diesel sem precedentes, devido às muitas empresas que recorrem a este combustível para gerar eletricidade e continuar funcionando durante os períodos de apagões forçados. Alguns governos locais estão reduzindo o consumo de eletricidade de maneira precipitada para cumprir com seu compromisso com o governo central referente à economia de energia e à redução de emissões. No entanto, os apagões têm dado lugar à escassez de diesel, que está se esgotando com rapidez diante da maior demanda. Grandes placas de "esgotado" em postos de combustível são cada vez mais comuns no país. De acordo com o monitor de mercado da Câmara de Comércio da China para a Indústria Petrolífera, mais de dois mil postos privados fecharam no sul do país por falta de diesel. Nas regiões industriais, centralizadas e desenvolvidas, como os deltas dos rios Perla e Yangtse, centenas de postos estão esperando o fornecimento do combustível.

Durante o 11º Programa Quinquenal (2006-2010), a China se esforçou para reduzir em 20% seu consumo de energia por unidade de produto interno bruto. Nos quatro primeiros anos do período, foi conquistada uma economia de 15,6% (em comparação com os valores de 2005-2009), embora o consumo de energia por PIB tenha subido 0,09% na primeira metade de 2010. Com pressa para alcançar os objetivos estabelecidos pelo governo central, muitos governos locais optaram por realizar apagões de eletricidade durante os dois últimos meses do ano, um método que se propagou rapidamente pelo país. Na cidade de Wenzhou, em Zhejiang, que possui a economia privada mais próspera do país, o suprimento de energia de algumas empresas sofre apagões de dois a quatro dias, depois de um dia de funcionamento normal. "O consumo de eletricidade da minha empresa é de cerca de 150 mil kWh, mas a reversão para o governo local é de apenas 60 mil kWh", explicou o proprietário de uma companhia de processamento de produtos agrícolas voltados à exportação, apelidado de Ye.

Assim como outros proprietários, Ye adquiriu um gerador diesel por 200 mil yuanes, ou 30 mil dólares, a fim de gerar eletricidade em um valor de 10 mil yuanes (ou 1,5 mil dólares adicionais), o dobro do preço habitual da eletricidade. "Estive a ponto de perder dinheiro se continuasse com a produção. No entanto, para satisfazer meus clientes em tempos difíceis, tive que continuar com o negócio", disse Ye. "A irracional política dos apagões se contradiz com os objetivos de economia de energia e redução das emissões fixados pelo governo central no 11º Programa Quinquenal", disse o doutor Zhang Juanyu, diretor do programa chinês do Fundo de Defesa Ambiental dos Estados Unidos. Zhang explicou que os apagões poderiam paralisar o crescimento econômico, e que o uso de geradores diesel poderia incrementar o consumo de combustível e as emissões. "Os apagões não são uma opção sábia para alcançar as metas. Os governos locais devem agora prestar atenção às mudanças no modo de crescimento econômico, que se centraliza em uma elevada eficiência e em um consumo de energia reduzido", destacou Zhong Yongsheng, subdiretor do Centro de Estudos de Desenvolvimento Urbano-Rural da China.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Posto ecológico

Fonte: Diário do Grande ABC - 05.11.2010
São Paulo - Imagine abastecer seu veículo em um posto de combustível ecológico que planta gramíneas em seu teto para reduzir o uso de ar condicionado nas cabines de pagamento e melhorar a luminosidade. A medida sustentável já é utilizada em estabelecimentos comerciais, fábricas, residências, shoppings e até supermercados, mas em posto de combustível é a primeira vez.

O Walmart inaugurou em São Bernardo seu primeiro posto ecológico - a rede possui outros sete em todo o país. Foram investidos cerca de R$ 3 milhões e empregados em torno de 100 funcionários diretos e indiretos sendo que, desses, 40 trabalham, atualmente, no local.

"A sustentabilidade faz parte da cultura do Walmart e os investimentos em inovação são altos, mas acreditamos que vale a pena. São Bernardo foi escolhida devido ao potencial da região, é um local estratégico para nós", afirma Eduardo Santos, gerente de postos de combustíveis do Walmart Brasil.

Uma das exclusividades do posto ecológico é o ecotelhado, que absorve a água da chuva e economiza energia elétrica. "Onde ficam normalmente as telhas estão caixas com gramíneas. Com isso, além de reduzir o uso do ar condicionado nas cabines de cobrança, aumenta a área permeável, que beneficia não só o posto, mas toda a comunidade, contribuindo inclusive para diminuir o risco de inundação e enchentes", explica Santos.

Outra, é o sistema de recuperação de vapor, que reduz a emissão dos gases poluentes que emanam do combustível para a atmosfera, prejudicando inclusive a saúde do frentista. "Quando o combustível entra no tanque do veículo, um ar tem que sair. Neste caso, ele é canalizado para o tanque de combustível", diz o gerente.

Todos os postos da rede, de acordo com Santos, dispõem de sistema de monitoração contra vazamentos dos tanques, com sensores que avisam se algo estiver falhando.

Outras medidas como a reutilização de água da chuva para lavagem do posto, por exemplo, ou até mesmo para dar duchas nos carros que abastecem, o Walmart está estudando a possibilidade.

Preços

Os preços dos combustíveis praticados ao consumidor não sofrem incremento por conta das novidades sustentáveis. Pelo contrário, pelo menos, por força do lançamento da unidade, os preços estão reduzidos - em comparação à média do Grande ABC. O litro do etanol sai por R$ 1,39 e o da gasolina, R$ 2,29. Na região, a média do etanol está entre R$ 1,59 e R$ 1,69 e o da gasolina, R$ 2,49. Questionado se os valores serão mantidos, Santos aponta que tudo dependerá do contrato com o fornecedor, que é a Petrobras.

Com o intuito de evitar filas, que é o que geralmente se vê em postos de combustíveis de supermercados, o posto dispõe de capacidade para abastecer dez veículos de uma só vez. "O Grande ABC tem muitos postos concorrentes, que são apertados, o que gera espera. Inclusive os outros postos do Walmart são menores, então resolvemos fazer um maior", conta.

Outras

A rede pretende inaugurar mais dois postos de combustível na região: em Santo André e São Caetano. "Estamos realizando os trâmites legais com as prefeituras para providenciar a abertura dos postos", conta Santos.

Questionado sobre a possibilidade de repetir a fórmula de São Bernardo, ele diz que potencialmente serão postos ecológicos. "Na verdade tudo vai depender da aceitação do público."

Teclado energizado pelo sol


Fonte: The Independent - 04.11.2010
Mundo - O desenvolvimento de um teclado energizado pelo sol poderia reduzir o consumo de energia relacionado ao computador, além de oferecer uma forma mais ecologicamente correta de digitar. Na semana passada, a empresa de eletrônicos Logitech anunciou a disponibilidade do primeiro teclado da companhia energizado pelo sol, o Logitech k750. O teclado sem fio é energizado através de um painel solar integrado que pode ser carregado utilizando a luz do sol que entra na casa. De acordo com a companhia, o teclado funciona até na escuridão total por até três meses. Além de ser energizado por recursos naturais alternativos, o teclado também é livre de materiais nocivos, e vem com uma embalagem totalmente reciclável. O teclado deve estar disponível nos Estados Unidos e na Europa em janeiro de 2011, com preço de varejo estimado em 69,99 libras.

Outras companhias de eletrônicos também estão desenvolvendo dispositivos parecidos, para atender à demanda pública por produtos ecologicamente corretos. A AU Optronics Corp, de Taiwan, desenvolveu o que diz ser o primeiro teclado solar do mundo para notebooks, e que deve reduzir em até 20% o consumo de energia. O aparelho será apresentado na FPD International, uma mostra de tecnologia que será realizada de 10 a 12 de novembro, no Japão.

A SlimStar 820 Solargizer, desenvolvido pela companhia Genius, também é energizada pelo sol. O dispositivo sem fio, vendido com um mouse que economiza energia, foi premiado em 2007 pelo grupo de defesa do consumidor norte-americano CES. O consumo de energia relacionado ao uso de computadores também pode ser reduzido com produtos com classificação Energy Star. O Departamento de Energia dos Estados Unidos calcula que computadores desse tipo consomem até 70% menos eletricidade quando estão em modo de espera, em comparação com outros computadores sem ferramentas de economia de energia elétrica.

Empregos verdes


Fonte: Brasil em Dia - 05.11.2010
Brasil - Ao se encerrar o ciclo eleitoral brasileiro, chega a hora de viabilizar propostas e ideias, sobretudo em nível de preservação ambiental, que tiveram grande destaque no debate sucessório presidencial. As expectativas se voltam para a multiplicidade de carências coletivas. Um desafio parece sintetizar as esperanças nacionais. Trata-se da tarefa de encontrar meios inovadores de se enfrentar o desemprego. Por mais que se coloque prioridade à saúde, à segurança pública, à educação e a outros temas, a causa principal dos males sociais está na falta de emprego. O cidadão se amesquinha por sentir-se inútil e incapaz de prover a própria subsistência e a da sua família.

A propósito da oferta de novos empregos, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lidera mobilização mundial em torno da geração dos chamados “green jobs” (empregos verdes). A ideia junta o útil ao agradável. A medida cria empregos e contribui para a preservação do meio ambiente. A iniciativa enfrenta três dos principais desafios do início deste século XXI: o fenômeno das mudanças climáticas, o fantasma da crise econômica e o déficit de postos de trabalho. Para a OIT, o conceito de “empregos verdes” resume a transformação das economias, das empresas, dos ambientes de trabalho e dos mercados laborais em direção a uma economia sustentável que proporcione trabalho decente com baixo consumo de carbono.

A previsão é que os empregos verdes elevem mais de 1,3 bilhão de pessoas para uma situação acima da linha da pobreza e ofereçam funções dignas para 500 milhões de jovens que ingressarão no mercado de trabalho durante os próximos 10 anos em todo o mundo. Os empregos verdes contribuirão, ainda, para que 1,6 bilhão de habitantes dos bairros pobres nas megacidades globais tenham acesso a formas modernas de energia elétrica, moradias dignas e sistema de saneamento. Além disso, vão servir para reduzir o consumo de energia e matérias-primas, evitando dessa forma as emissões de gases de efeito estufa. Os empregos verdes vão diminuir, igualmente, a geração de resíduos e a contaminação ambiental, auxiliando a restabelecer os serviços do ecossistema (como a disponibilização de água pura) e a proteção da biodiversidade. Estes postos de trabalho estariam concentrados nas seguintes áreas: agricultura, indústria, construção civil, instalação e manutenção, atividades científicas, técnicas, administrativas e de serviços, que contribuem substancialmente para a preservação e a restauração da qualidade ambiental.

Estes empregos podem ser criados em todos os setores e empresas, nas áreas urbanas e zonas rurais. Além disso, incluem ocupações que vão desde o trabalho manual até o altamente qualificado. Os investimentos feitos objetivam melhorar a eficiência energética em edifícios, no transporte público, nos aparelhos elétricos e nos automóveis. De igual forma, propiciam a diversificação da oferta de energia limpa e renovável (eólica, solar, geotérmica e da biomassa). Pacotes de estímulos “verdes”, inclusive nos países em desenvolvimento, visam à restauração dos ecossistemas e à recuperação de rios, florestas e bacias hidrográficas.

Apenas no setor da construção civil, o consumo de energia pode ser reduzido em 30%, a custo zero, até 2030. Na Alemanha, um programa iniciado em 2001 já resultou na construção de cerca de 300 mil apartamentos por ano e na redução de 2 mil toneladas de gás carbônico anuais. Foram criados 200 mil empregos diretos. Cada euro público destinado ao programa atraiu outros quatro a cinco euros de investimentos privados.

Vários estudos consideram os empregos verdes como o rumo do trabalho decente em um mundo sustentável, com baixas emissões de carbono. Eles colaboram para proteger e restaurar ecossistemas e a biodiversidade; reduzem o consumo de energia, materiais e água por meio de estratégias de prevenção altamente eficazes; descarbonizam a economia e minimizam ou evitam por completo a geração de todas as formas de resíduos e poluição.

Relatório da organização ambiental Greenpeace aponta para a oferta de 8 milhões de empregos verdes em todo o mundo. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, assegurou que existirão 3 milhões de empregos verdes na Europa até 2020. Na Alemanha, a indústria ambiental já emprega 1,8 milhão de pessoas.

A OIT estima a criação de cerca de 2 bilhões dos chamados empregos verdes até 2050, na medida em que as empresas mudem as tecnologias usadas na linha de produção para uma economia de baixo carbono.

Está com a palavra o novo governo brasileiro em relação aos empregos verdes. É possível o país assumir posição de liderança na América Latina neste aspecto.

China a caminho do 'desenvolvimento verde'


Fonte: O Globo - 05.11.2010
China - A China lançou ontem um indicador de “desenvolvimento verde” para o país, que leva em conta não só a expansão econômica como também o respeito ao meio ambiente. A iniciativa retoma parcialmente uma tentativa anterior de precificação da poluição e é um pequeno exemplo de como a China está gradualmente mudando seu rumo após anos de crescimento econômico veloz, mas às custas da degradação ambiental.

O novo indicador estabelece um ranking de cidades e províncias conforme o seu desempenho para equilibrar a expansão econômica com a proteção ambiental. Em sua primeira edição, o ranking é liderado por Pequim. Já o último lugar é ocupado pela província de Shanxi, onde há uma grande atividade de extração de carvão mineral.

Sistema político dificulta ação pró-meio ambiente
O índice, compilado pelo Departamento Nacional de Estatísticas e por duas universidades chinesas, leva em conta 55 indicadores detalhados, como as emissões per capita de dióxido de carbono e a participação dos gastos ambientais nos orçamentos públicos.

Maior emissor global de gases do efeito estufa, a China já se comprometeu a buscar um modelo de crescimento mais limpo e a melhorar sua eficiência energética.

Mas ainda é difícil levar essa mentalidade a dirigentes obcecados em garantir altos números relativos ao Produto Interno Bruto (PIB).

Ranking pode servir para compensar funcionários
Analistas dizem que o governo chinês deveria enfatizar mais o bem-estar da população e a proteção ao meio ambiente ao avaliar seus quadros, mas reconhecem que tal sistema é difícil de ser desenvolvido no sistema político da China.

Li Xiaoxi, professor da Universidade de Pequim, que coordenou a criação do novo indicador, disse que o ranking pode servir como uma ferramenta para futuras recompensas a funcionários, mas acrescentou que, por enquanto, trata-se apenas de um exercício acadêmico.

"Esperamos que os principais tomadores de decisões na China considerem o nosso trabalho valioso e o incorporem aos documentos oficiais", disse Li.

O Ministério do Meio Ambiente e a agência de estatísticas já haviam tentado desenvolver, anteriormente, uma medição do “PIB verde”, mas abandonaram o projeto devido à resistência de governos locais. Em 2006, os dois órgãos anunciaram que, em 2004, a poluição havia custado à China 511,8 bilhões de yuans, ou 3% do PIB daquele ano. Desde então não houve a divulgação de novos dados.

Combate ao aquecimento


Fonte: Estadão - 05.11.2010
São Paulo - O investimento do Banco Mundial no fomento a tecnologias de baixo carbono ainda não cumpriu sua promessa de catalisar novos investimentos de grande escala em energias renováveis.

É o que aponta um novo estudo do Grupo de Avaliação Independente (IEG) do próprio Banco Mundial, que examinou os esforços da entidade na redução dos efeitos das mudanças climáticas.

Nos exercícios financeiros de 2003 a 2008 o Grupo Banco Mundial ampliou os investimentos anuais em energia renovável e eficiência energética de US$ 200 milhões para US$ 2 bilhões. Em 2008, a instituição de fomento passou a adotar uma estrutura de políticas sobre desenvolvimento e mudança climática e destinou outros US$ 5 bilhões em fundos para a redução de gases do efeito estufa.

Ao examinar esses esforços de expansão, o relatório aponta cinco áreas que podem produzir resultados mais marcantes nos próximos anos: eficiência energética; proteção florestal; financiamento apropriado de projetos; transferência de tecnologia e aprendizagem acelerada. “Para promover um crescimento mais verde é crítico que os esforços enfoquem as áreas de maior eficácia”, diz Vinod Thomas, diretor-geral do IEG.