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terça-feira, 8 de junho de 2010

Crise e mudanças climáticas


Fonte: Estadão - 31.05.2010
Brasil - Nos últimos cinco anos, a maior preocupação ambiental mundial esteve relacionada às possíveis mudanças climáticas causadas pela emissão de gases do efeito estufa (GEE). O ex-primeiro ministro britânico, Tony Blair, referiu-se à possibilidade de mudanças climáticas como uma ameaça muito mais grave do que aquela ligada ao terrorismo. O combate à ameaça climática se inseriu em campanhas eleitorais, planos de investimento e metas governamentais em grande parte dos países industrializados.

Uma das estratégias mais efetivas para evitar mudanças climáticas é o uso de mecanismos de mercado para controlar e reduzir emissões de GEE. Através da imposição de limites de emissão, governos conseguem estabelecer uma demanda por créditos de carbono que, por sua vez, levam a investimentos em atividades que reduzem emissões. Na Europa foi criado em 2005 o maior sistema de comércio de emissões do mundo, e os setores industriais hoje transacionam entre si em torno de 100 bilhões por ano de cotas de emissão de GEE.

Nos países em desenvolvimento, o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) permite a criação de créditos de carbono gerados por projetos "limpos". Dentre eles, as tecnologias para eficiência energética industrial e o uso de energias renováveis receberam bastante atenção durante os últimos cinco anos.

Mas, desde que estes mecanismos começaram a operar, uma série de crises os afetou. A crise financeira de 2009 fez com que a atividade industrial se reduzisse brutalmente, e com ela as emissões de GEE, levando a uma baixa de demanda e à queda de preços de créditos de carbono. A contração de empréstimos, associada a esta queda de preços, inibiu o desenvolvimento de novos projetos. Em paralelo, a busca por liquidez e investimentos de baixo risco refletiu-se na queda nas bolsas e das empresas listadas envolvidas com o mercado de carbono.

Enquanto isso, uma crise menos óbvia se desenrolava, resultado da burocracia criada para avaliação e registro de projetos de MDL por parte da ONU. Atrasos no processo de aprovação de projetos levaram a uma redução do volume de créditos de carbono da estimativa original de 4 bilhões para menos de 1 bilhão. Os resultados econômicos destes projetos foram prejudicados, desmoralizando o MDL como mecanismo financeiro capaz de promover investimento em tecnologias limpas. Tal ineficiência tem levado alguns países a repudiarem o MDL, criando uma dificuldade de atingir um acordo global para o clima.

Além disso, os governos de países industrializados priorizam a redução de orçamentos e o controle de déficits fiscais. No caso da Europa, a liberação de US$ 1 trilhão para apoiar os países mais endividados (Grécia, Portugal e Espanha) só exacerba o sentimento de que este é um momento de crise e austeridade.

Neste cenário, qual será o impacto em atividades relacionadas à redução de mudanças climáticas e controles ambientais? No curto prazo, é de se esperar que a crise se manifeste em um menor comprometimento dos países industrializados com a redução de emissões. Isto já se evidenciou no impasse que se deu na reunião do clima em Copenhagen (Dinamarca), que não conseguiu chegar a um acordo global para o controle de emissões. Mas a ameaça climática é inquestionável, e a necessidade de combatê-la é um imperativo para qualquer país responsável. As metas de redução de emissões propostas para o futuro são muito mais radicais que as adotadas no presente. A última versão do projeto de lei sobre energia e mudanças climáticas a ser analisado pelo senado americano, por exemplo, tem metas de redução de 83% em 2050.

O futuro depende da introdução em larga escala de tecnologias verdes e energias renováveis. Neste contexto, o Brasil tem a possibilidade de se beneficiar desta tendência melhor do que qualquer outro país. Com uma matriz energética predominantemente hidrelétrica e grande potencial para adotar outras energias renováveis (eólica, bio-energética e solar, em particular), a nossa produção industrial terá uma vantagem comparativa com relação à daqueles países com menos acesso a estas fontes energéticas. Num momento em que há uma busca internacional por combustíveis limpos, nosso potencial de produção de biocombustíveis é imbatível. Ao mesmo tempo, a nossa capacidade de adotar o uso sustentável de nossas florestas e introduzir praticas agrícolas sustentáveis permitirá ao País se estabelecer como o "celeiro verde" e "pulmão" do planeta.

Guáimaro economiza energia elétrica


Fonte: Radio Guáimaro - 31.05.2010
Cuba - Análises preliminares revelam que o município de Guáimaro, em Cuba, fechou o mês de maio com uma economia superior a 320 MW de eletricidade. Isto é resultado da aplicação de medidas orientadas para todo o país, a fim de reduzir a importação de combustível, que representa uma grande quantia para a economia nacional, afetada pelo bloqueio criminoso ianque e a generalizada crise internacional. A avaliação também destaca que no horário de demanda máxima se reduz notavelmente o gasto de energia elétrica com o uso racional de lâmpadas, ventiladores, aparelhos de ar condicionado e outros equipamentos, principalmente eletrodomésticos.

Controle, exigência e disciplina contribuem para o êxito do programa de economia de eletricidade dos guaimarenhos. Com os resultados de maio, Guáimaro fecha os primeiros cinco meses do ano com um sucesso comprovado no programa de economia de eletricidade aplicado aos setores residencial e estatal em todo o país.

Turismo e uso da energia



Fonte: Clarín - 30.05.2010
Argentina - Segundo dados oficiais, durante a última década a oferta total de hotéis aumentou 57%, passando de 7.309 para 11.484 estabelecimentos registrados. Diante desta realizada, todos devem assumir o compromisso de mudar hábitos e atitudes para conseguir uma maior eficiência no uso da energia. Não só o meio ambiente será beneficiado, mas também as empresas, que poderão reduzir em até 30% seus custos com energia. Os estabelecimentos não devem estar sobreaquecidos no inverno e nem superrefrigerados no verão. Está comprovado que um estabelecimento pode economizar de 3% a 5% de energia apenas reduzindo a temperatura de aquecimento de 20 ºC para 18ºC. Do mesmo modo, deve-se configurar o termostato em 25 ºC no verão, ao invés de 23 ºC, para gerar uma economia de 13% em energia.

12ª Feira Internacional da Indútria da Iluminação exibe alternativas eficientes para iluminação


Indústria verde promete aliar negócios a meio ambiente
São Paulo - Durante os cinco dias em que ocorreu a 12ª Feira Internacional da Indústria da Iluminação (Expolux), 175 mil pessoas passaram pelos corredores do Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, ou seja, quase quatro mil pessoas por hora. O que todas essas pessoas procuravam nos 729 estandes pode ser resumido em uma palavra: eficiência. A questão monetária tem sido o maior atrativo para investimentos em produtos ecologicamente corretos e a indústria já percebeu que este é um bom caminho a seguir. É o caso dos LEDs, uma tecnologia em iluminação que vem se confirmando como tendência há alguns anos por ser energeticamente mais eficiente do que outros tipos de lâmpadas. No setor elétrico, uma das áreas mais beneficiadas com pesquisa e desenvolvimento (P&D) em eficiência energética é, de fato, a iluminação. A cada ano, empresas lançam tecnologias mais econômicas, mesmo que - em alguns casos - a evolução não seja tão grande em relação ao último modelo. De qualquer forma, grandes revoluções tecnológicas ou o incremento de alguns lúmens a mais sem o aumento do consumo de energia levaram o país ao patamar em que está atualmente, em que a pouco eficiente lâmpada incandescente está cada vez mais próxima de ser apenas uma lembrança.

Uma reportagem publicada na Revista O Setor Elétrico mostra os destaques da semana de construção e iluminação de São Paulo, onde foram exibidas novas alternativas de iluminação que proporcionam maior economia de energia através de sua alta eficiência energética. Segundo a reportagem, engana-se quem pensa que, tratando-se de economia de energia, a lâmpada fluorescente foi o produto mais exposto na Expolux. A lâmpada consagrada como um ícone da eficiência energética atual deixou de ser novidade e sua ocupação em alguns estandes foi "apenas para que os visitantes saibam que também continuamos com nossas linhas de fluorescentes", como afirmaram alguns representantes de empresas. O "velho" LED foi a "novidade" apresentada em quase todos os estandes da Expolux. Mais eficientes, mais potentes e, finalmente, com a possibilidade de utilização como iluminação principal - e não apenas decorativa ou auxiliar -, os LEDs vêm conquistando cada vez mais espaço no mercado de iluminação. Eles continuam custando muito mais que a iluminação tradicional, mas trazem benefícios comprovados em longo prazo.

Empreendimentos sustentáveis




Fonte: DCI - 27.05.2010
Brasil - Cada vez mais, a sustentabilidade e a preocupação ambiental exigem novos esforços de empreendimentos comerciais. A principal certificação ambiental, o Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), tem a intenção de garantir mecanismos de construção ou adaptação de edifícios para a obtenção do certificado de green building. Porém, mais que construir ou adaptar as construções para reduzir o impacto ambiental, a sustentabilidade tem de estar presente no dia a dia, com práticas ambientais e uma operação sustentável. E para atingir e garantir que os empreendimentos mantenham ações sustentáveis, é preciso disseminar as certificações direcionadas para a operação e manutenção dos edifícios.

As certificações mais conhecidas diferem-se com relação à construção dos empreendimentos. Para os edifícios novos, temos dois tipos de certificação principais: o LEED NC e o LEED CS. Para as construções já existentes, uma das principais variações é a certificação LEED EB_OM.

Neste caso, o objetivo é certificar como sustentáveis a operação e a manutenção de edifícios, auxiliando na operação e na manutenção. A finalidade é garantir que esses edifícios alcancem alto desempenho, sejam saudáveis, duráveis, economicamente viáveis e ambientalmente conscientes. O EB_OM pode ser aplicado tanto para prédios existentes como nos previamente certificados.

Assim como na construção de prédios novos, a certificação EB_OM também inclui uma série de categorias e pontuações, que podem garantir diferentes níveis de certificados. Os itens avaliados mantêm o padrão das certificações LEED. Assim, são avaliadas as categorias espaço sustentável; energia e atmosfera; materiais e recursos; qualidade ambiental interna; inovação e processo.

No primeiro item, podemos citar ações que ajudam na contabilização de pontos. A primeira é a elaboração de um plano de gerenciamento de baixo impacto para áreas externas, que auxilie na preservação da integridade ecológica. Conservar áreas verdes, mantendo vegetações nativas e que necessitem de pouca água, e limitar o impacto na hidrologia, com a redução de áreas impermeáveis, criação de telhados verdes e mecanismos para a captação de água da chuva para reúso são algumas ações que demonstram a preocupação com uma operação verde do espaço. Também ganham pontos ações de incentivo ao uso de combustíveis renováveis, utilização de transporte coletivo, bicicletas e o uso de veículos que utilizam combustíveis menos poluentes, como o álcool.

Já no que se refere à energia e atmosfera, para obter bons pontos na certificação é preciso rastrear e gerir o consumo de energia de forma a identificar potencial de economia de consumo, seja na manutenção ou na operação do edifício. Economia de consumo não é só em economia financeira ou melhores tarifas. Estamos falando principalmente da quantidade de energia utilizada. Desta forma, implantar retrofits, modernizando equipamentos de baixa eficiência energética, instalar medidores em equipamentos de grande consumo e trocar equipamentos que utilizem combustíveis poluentes ou gases que agridam a camada de ozônio, são algumas medidas que podem garantir avaliações positivas.

Ainda com relação à energia e atmosfera, é preciso garantir boa manutenção técnica dos equipamentos. Criar planos de comissionamento contínuo para os equipamentos dos sistemas prediais é uma solução bem avaliada. Neste quesito, há também o monitoramento do sistema de iluminação, climatização, ventilação e grandes sistemas. Manter softwares de manutenção e controle e desenvolver um plano de medição da energia consumida são algumas medidas que ajudam a manter a operação sustentável. Outros destaques são a utilização e preferência dos empreendimentos por energia limpa ou renovável.

No que se refere à terceira categoria, é avaliada toda a política de compras do condomínio, que deve incluir produtos sustentáveis e estabelecer uma política de preferência quando economicamente viável. Compra de materiais de rápida renovação, produtos com madeira reciclada, baterias recarregáveis, menor utilização de lâmpadas de vapor de mercúrio, além de um programa de redução de lixo e reciclagem, mostram a preocupação do empreendimento em se manter e operar de forma sustentável.

A quarta categoria da certificação tem o objetivo de avaliar como o ambiente interno impacta na saúde e no bem estar das pessoas que ocupam o prédio. Algumas ações são recomendadas. Entre elas, a manutenção de níveis mínimos da qualidade do ar interno, manutenção do sistema de ventilação e climatização; controle de sujidade, além de planos de gerenciamento integrado de pestes. Práticas para notificar os ocupantes sobre a aplicação de pesticidas, prevenir e minimizar a exposição à fumaça de cigarro e medidas que aumentam a ventilação natural também contribuem neste processo. Uma forma de verificar a qualidade do ambiente interno é fazer pesquisas de satisfação com os usuários, que permite conhecer a opinião de todos em relação ao conforto térmico, ao acústico, à qualidade do ar, iluminação, limpeza etc.

A certificação também busca incentivar a inovação e os processos. Quanto mais soluções técnicas e de baixo custo forem implementadas para garantir a manutenção e a operação sustentável, melhor será a avaliação nesta categoria. É fato que a construção, assim como a operação e a manutenção de prédios sustentáveis, aumenta o custo. Mas o valor de locação por metro quadrado também tende a aumentar, assim como o valor de venda. Para os usuários, a queda de 15% a 30% no valor mensal do condomínio, além do aumento de produtividade dos usuários, em função do maior conforto e bem-estar dos ambientes internos, é um atrativo.

Os benefícios do investimento em uma operação verde englobam toda a cadeia. Ganha o investidor, com um empreendimento valorizado, os usuários, com menores custos fixos e o reforço da consciência sustentável, e o meio ambiente, com operação menos poluente e mais inteligente.

Redução do consumo de energia por usinas

Fonte: Valor Econômico - 26.05.2010
Brasil - Para boa parte dos ambientalistas, a melhor usina é a que não precisa ser construída. O potencial de redução de consumo de energia no Brasil ilustra bem a ideia. Somados os setores industrial, comercial, de serviços, público e residencial, o país desperdiça R$ 15,9 bilhões ao ano em energia. O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia Elétrica (Abesco), que reúne as empresas de conservação de energia, José Starosta, avalia que existe viabilidade financeira para desenvolver projetos de eficiência energética em 30% dos casos. O potencial de economia com essas iniciativas, calcula, é de 57.240 GWh/ano, o equivalente ao potencial da megausina de Belo Monte.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Construção sustentável de estádios


Fonte: Estadão - 28.05.2010
Brasil - O Brasil possui até agora quatro arenas registradas para receber o selo de construção sustentável Leed, da ONG Green Building Council Brasil, para a Copa de 2014: Mineirão (Belo Horizonte), Vivaldão (Manaus), Arena Cuiabá (Mato Grosso) e Mané Garrincha (Brasília).

Os estádios Maracanã (Rio de Janeiro), Cidade da Copa (Recife), Das Dunas (Natal) e Fonte Nova (Salvador) também dizem ter interesse em se tornarem empreendimentos verdes.

“Acredito que essa é uma oportunidade única para o Brasil se firmar no conceito da construção verde e mostrar para o mundo que podemos ser uma nação sustentável”, afirma Marcos Casado, gerente técnico da ONG.

China e o projeto de implantar para uma maior economia de energia

Fonte: China Daily - 28.05.2010
China - A China irá tomar uma série de medidas para implantar a economia de energia e estratégias de redução de emissão de gases do efeito estufa neste ano, segundo o vice ministro da Comissão de Desenvolvimento e Reforma Nacional (NDRC, na sigla em inglês), Xie Zhenhua. As principais medidas deste ano incluem o reforço do sistema de prestação de contas e um controle mais rígido das indústrias altamente poluentes e grande consumidoras de energia, disse Zhenhua. O governo Central já destinou neste ano 83,3 bilhões de yuans para apoiar seus 10 principais projetos de economia de energia, com o objetivo de promover as tecnologias de eficiência energética em toda a China. O governo continuará melhorando a reforma nos preços da energia. Medidas como controle de fornecimento de energia poderiam ser usadas, lembrou o vice ministro. Ele ressaltou que o consumo de energia em seis grandes indústrias pesadas, incluindo aço, energia e indútria química, aumentou em 3,2% por unidade de PIB no primeiro trimestre deste ano.

Ciência no estudo do consumo de energia elétrica

 

Fonte: Guardian - 28.05.2010
Reino Unido - Cientistas da eficiência energética estudarão como as pessoas vivem, através da reconstrução de um imóvel inteiro de Manchester em uma câmara de testes selada, dentro de um laboratório da Universidade de Salford. O bloco residencial, com duas casas em cima e duas embaixo, será idêntico ao do seriado Coronation Street, o mais antigo seriado da televisão britânica. O protótipo será utilizado para experimentos de economia de energia em simulações de situações climáticas diversas, como ventania, nevasca e chuvas. A construção, que existe desde antes da Primeira Guerra Mundial, está prestes a ser demolida, e remontada no laboratório universitário.

Sistemas de água, gás e eletricidade serão instalados e a casa será mobiliada, com uma equipe de 13 departamentos acadêmicos se revesando no papel de moradores. A vida nessa "Casa da Energia" será tão movimentada quando em qualquer desses prédios multi-familiares, que se espalham pelo norte da Inglaterra para abrigar os trabalhadores de minas e moinhos, mas com foco em conceitos totalmente modernos, como equipamentos de redução das emissões de carbono e teste de medidores inteligentes. Psicólogos se unirão a engenheiros em uma série de experimentos, para verificar se as cores nas paredes e nos carpetes fazem com que as pessoas se sintam mais aquecidas, a fim de reduzir a demanda de calor. O uso residencial de energia representa 30% das emissões de gases no Reino Unido. O projeto é desenhado para trabalhar paralelamente com casas recém construídas e que economizam energia, reconhecendo que muitos compradores de imóveis preferem as casas mais antigas por motivos diversos.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Debate sobre atividades públicas sustentáveis


Fonte: Convergência Digital - 28.05.2010
Brasil - Especialistas nacionais e internacionais da área de licitações públicas, compradores do governo e representantes dos órgãos de controle participam nos dias 7, 8 e 9 de junho do Congresso Internacional sobre Contratações Públicas Sustentáveis.

O evento vai debater aspectos jurídicos, o mercado de bens e serviços sustentáveis, além de apresentar boas práticas nacionais e internacionais nessa área. As atividades serão realizadas no Auditório Interlegis do Senado Federal, em Brasília.

O Congresso é mais uma iniciativa da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério Planejamento para difundir as aquisições públicas de bens e serviços causem menos impactos ao meio ambiente.

A Instrução Normativa N° 1, em vigor desde janeiro deste ano, também será um dos temas do Congresso. A norma regulamentou a utilização de critérios sustentáveis na aquisição de bens e na contratação de obras e serviços pelos órgãos do governo federal.

As regras abrangem os processos de extração ou fabricação, utilização e o descarte de produtos e matérias-primas. De acordo com elas, as obras públicas devem economizar na manutenção e operacionalização da edificação, reduzir o consumo de energia e água, bem como utilizar tecnologias e materiais que reduzam o impacto ambiental.

O Ministério do Planejamento também elaborou as especificações para a aquisição de computadores verdes pelo governo federal. As características desses equipamentos estão descritas no endereço http://www.governoeletronico.gov.br/sisp-conteudo/especificacoes-tic e são recomendadas aos órgãos da administração federal, autarquias e fundações.

Também foi lançado o Portal de Contratações Públicas Sustentáveis do Governo Federal voltado para os servidores públicos que atuam na área e empresas fornecedoras de bens e serviços aos órgãos governamentais. O portal traz informações sobre legislação existente na área, bem como iniciativas bem sucedidas já em curso no país.

As inscrições para o Congresso Internacional sobre Contratações Públicas Sustentáveis são gratuitas e podem ser feitas até o dia 31 de maio pelo endereço http://cpsustentaveis.planejamento.gov.br