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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Inauguração do Centro de Excelência em Eficiência Energética da Amazônia




Fonte: Procel Info - 08.04.2010

Pará - A Eletrobras e a Universidade Federal do Pará (UFPA) inauguraram na última quarta-feira, 7 de abril, o Centro de Excelência em Eficiência Energética da Amazônia (Ceamazon), em Belém. O objetivo do Ceamazon, parte do Parque de Ciência e Tecnologia Guamá, da UFPA, é estimular pesquisas na área de eficiência energética e incentivar a capacitação de profissionais na prática de conservação de energia, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico e econômico da região Norte.


O centro, que começou a ser construído em 2006 e teve o investimento de R$ 3 milhões da Eletrobras, é o segundo centro nacional de pesquisa em eficiência energética que conta com o apoio e o estímulo da Eletrobras Procel. O primeiro foi o Centro de Excelência em Eficiência Energética (Excen), localizado na Universidade Federal de Itajubá (Unifei), em Minas Gerais, inaugurado em 2006.


A inauguração do Ceamazon faz parte das ações do Procel Educação, subprograma do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel). Participaram do evento o presidente da Eletrobras, José Antonio Muniz, o diretor de Tecnologia da empresa, Ubirajara Rocha Meira, e a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa.

Mercado Cada Vez Mais Verde




Fonte: Diário do Nordeste - 07.04.2010

Brasil - Na década de 1970 surgiram, com os primeiros grandes desastres ambientais, preocupações mais sistematizadas com a interferência do ser humano no equilíbrio ambiental. De lá para cá, após várias conferências, estudos e, principalmente, com o agravamento dos problemas ambientais, os seres humanos finalmente parecem começar a seguir um caminho de volta à comunhão com o meio do qual fazem parte.


Um grande reflexo dessa mudança é a multiplicação de "empregos verdes", que exigem profissionais mais qualificados para lidar com os desafios postos por décadas de exploração desordenada dos recursos naturais sem quase nenhuma preocupação com sustentabilidade.


De acordo com a Organização Mundial do Trabalho (OIT), "empregos verdes" são trabalhos ou atividades que contribuem substancialmente para preservar ou restaurar a qualidade ambiental, o que inclui a proteção da biodiversidade e dos ecossistemas; redução do consumo de energia, materiais e água por meio de estratégias de alta eficiência; redução da emissão de gases geradores de efeito estufa (GEE); e minimização de desperdícios e de poluição.


De olho nessa tendência, acaba de ser criado o Green Jobs Brasil, primeiro portal de "empregos verdes" do país, que objetiva aproximar empresas que necessitam de capital humano para projetos sustentáveis e profissionais que buscam oportunidades nesse mercado.


Com visual inspirado na rede social Twitter, ele foi criado pela Rudra Tecnologias Sustentáveis, empresa catarinense que desenvolve softwares para novos modelos de negócio dentro da concepção do "capitalismo natural", também chamado "capitalismo verde", que segue a filosofia de que preservar o ambiente, ser socialmente responsável, interagir na comunidade traz satisfação aos clientes, diferencia a empresa em relação à concorrência e amplia lucros.


Empresas e profissionais podem usar o portal sem cadastro ou cobrança. As ofertas de emprego estão subdivididas pelas áreas Técnicos, Educadores, Gestores e Comercial, e podem ser procuradas por um sistema de buscas. Além de oferecer e candidatar-se às vagas, empresas e profissionais podem seguir o @greenjobsbrasil no Twitter e acompanhar notícias sobre "empregos verdes".


O Brasil já tem 2,6 milhões de empregos verdes, 6,73% do total de postos de trabalho formais, e a transição para uma economia que leve a menores emissões de GEE pode aumentar a criação dessas oportunidades, segundo o relatório "Empregos Verdes no Brasil: Quantos São, Onde Estão e Como Evoluirão nos Próximos Anos", lançado em dezembro último, pela OIT.


Ambiente financeiro


Ainda analisando essa tendência de "esverdeamento" do mercado, a iminência de regulamentações ambientais cada vez mais rigorosas e a acirrada concorrência do setor fazem os bancos ampliarem seus critérios socioambientais na análise de crédito para as empresas. A tendência é que tais critérios passem a ser incluídos também para empréstimos de baixo valor, prática ainda rara no Brasil.


Os Princípios do Equador são critérios mínimos para a concessão de crédito, assegurando que os projetos financiados sejam desenvolvidos de forma social e ambientalmente responsáveis. Eles tiveram a sua gênese em outubro de 2002, quando o International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial, e o holandês ABN Amro promoveram, em Londres (Inglaterra), um encontro de altos executivos para discutir experiências com investimentos em projetos envolvendo questões sociais e ambientais em mercados emergentes, nos quais nem sempre existe legislação rígida de proteção ambiental.


Em 2003, dez dos maiores bancos de financiamento internacional de projetos, responsáveis por mais de 30% do total de investimentos no mundo, lançaram os Princípios do Equador na concessão de crédito.


O objetivo é garantir sustentabilidade, equilíbrio ambiental, redução de impacto social e prevenção de acidentes que possam causar embaraços no transcorrer dos empreendimentos, com redução no risco de inadimplência.


Na prática, as empresas interessadas em obter recursos no mercado financeiro internacional devem incorporar, em suas estruturas de avaliação de Projetos quesitos como gestão de risco ambiental, proteção à biodiversidade e mecanismos de prevenção e controle de poluição; proteção à saúde, à diversidade cultural e étnica e Sistemas de Segurança e Saúde Ocupacional; avaliação de impactos socioeconômicos, proteção a habitats com compensação para populações afetadas; eficiência na produção, distribuição e consumo de água e energia; e respeito aos direitos humanos e combate à mão de obra infantil.


Isso reflete a apreensão com o futuro do próprio negócio. Ao financiar empreendimentos que venham a gerar impactos socioambientais adversos, os bancos estão submetidos ao risco de imagem e ao risco legal, diante da possibilidade de corresponsabilização pelo dano causado, e ao grande risco de inadimplência, já que as eventuais multas ou embargos podem repercutir sobre a capacidade de honrar compromissos junto ao banco.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Previsão de Fechamento de Indústrias Ultrapassadas na China




Fonte: Reuters - 06.04.2010

China - A China planeja fechar mais indústrias de produção ultrapassadas tecnologicamente neste ano, em diversos setores incluindo energia elétrica, carvão, aço, carvão betuminoso, ferroalloy, carbonato de cálcio e metais não ferrosos, para forçar a indústria a se modernizar, a economizar energia e a reduzir emissões. O país fechará mais de 50 GW de pequenos geradores de eletricidade a carvão e oito mil pequenas minas de carvão neste ano, de acordo com a Secretaria de Estado, em um documento publicado na última terça-feira, 6 de abril. A China removerá 50 GW de pequenos geradores de eletricidade a carvão nos quatro anos que se seguem a partir de 2009, antecipando em um ano uma meta estabelecida para o período de 2006 a 2010, parte dos esforços de Pequim para aumentar a eficiência energética e reduzir a poluição.

Em 2007, o governo disse que reduziria o número de pequenas minas de carvão, somando mais de 17 mil, para menos de 10 mil até o fim de 2010, mas o progresso atual não tem ido muito bom pelo menos nos primeiros anos. Todas as fornalhas de aço com menos de 400 metros cúbicos também devem ser fechadas até o fim de 2011. O governo também disse que todas os moinhos com menos de 6,3 mil kilovolts, que fabricam ferralloy e carbonato de cálcio, serão eliminados até o fim deste ano. Pequenas indústrias de carvão betuminoso e alumínio eletrolítico também serão fechadas.

Medidor Cibernético de Energia Elétrica Lançado no Brasil




Fonte: Geek - 05.04.2010

Brasil - Para quem se preocupa tanto com o desperdício de energia quanto com o valor da conta de luz no final do mês, a iHouse lançou recentemente o SnapGrid, um aparelho que, ao ser instalado no quadro de disjuntores de uma casa, monitora o gasto de energia elétrica. O equipamento já está nos mercados americano e europeu há algum tempo.

O equipamento acompanha toda a movimentação de energia na instalação em que estiver conectado, e mostra o consumo tanto em kilowatts como em reais – assim, o consumidor já “fica esperto” com o valor da conta no fim do mês. Além disso, o SnapGrid possibilita a visualização de uma lista de ambientes ou equipamentos ‘gastões’ com simples toques na interface, que usa uma tela touchscreen.

De acordo com Leonardo Senna, sócio-fundador da iHouse, empresa que distribui o Snapgrid no Brasil, o uso do dispositivo pode auxiliar na economia de até 20% da energia utilizada por uma família, além de auxiliar na preservação do planeta.

Como se não bastasse, o Snapgrid também pode ser configurado para enviar relatórios sobre o consumo de energia via internet, com gráficos que deixam claro o consumo por ambiente e por equipamento durante o mês, evidenciando os equipamentos e cômodos de maior consumo na residência.

Evitando o Calor




A incidência de luz solar é o item que mais influencia o ganho térmico nas edificações, variando em intensidade de acordo com as aberturas e os materiais construtivos utilizados. Segundo Marcondes Ferraz, existem alguns casos em que a incidência dos raios de sol se dá quase perpendicularmente à fachada. Por vezes é necessário até mesmo obstruir essas aberturas por completo, bloqueando até mesmo a luz natural.

“Costumo dizer a meus clientes que o importante é controlar o excesso de radiação solar nos ambientes. Uma vez que o calor entrou, conter o avanço da temperatura acaba sendo muito mais trabalhoso. E bem mais custoso”, alerta Ricardo Julião. Como elementos de proteção, ele aconselha, além dos vidros de última geração, que filtram a luz, telhados com beirais pronunciados e brise-soleils.

Utilizados para impedir a incidência direta de radiação solar nos interiores de um edifício, os brises foram bastante explorados pela arquitetura modernista, onde aparecem construídos em concreto, madeira e alumínio. Normalmente formados por uma série de lâminas, móveis ou não, eles devem ser posicionados frente às aberturas. Quando móveis permitem aumentar (ou diminuir) a entrada dos raios solares no recinto.

“A insolação intensa é, aparentemente, a maior causa do desconforto térmico. Mas o problema, muitas vezes, começa bem antes”, afirma Marcondes Ferraz. “É preciso se ocupar do assunto ainda na fase de construção. Paredes de maior espessura, feitas de tijolos cerâmicos, são isolantes térmicos naturais. Para os telhados, é sempre interessante optar por forros, isolantes ou mesmo telhas térmicas”, pontua. Para as fachadas sujeitas à insolação intensa, ele aconselha a pintura em cores claras.

A curva dos ventos. Uma boa condição de ventilação é essencial para se atingir níveis satisfatórios de conforto nos interiores. O deslocamento do ar através de aberturas – umas funcionando como entrada, outras como saída – pode, desde que bem planejado, proporcionar resfriamento adicional aos ambientes. “É interessante sempre trabalhar com a ventilação cruzada, prevendo a circulação do ar de acordo com a posição das aberturas e o regime de ventos do local – convergentes para uso nos meses mais quentes, mas com possibilidade de fechamento durante os mais frios”, explica Marcondes Ferraz.

Por fim, existem dois recursos, agradáveis aos cinco sentidos, que podem bem ser empregados para aprimorar a sensação de frescor: a instalação de espelhos d’água e jardins em áreas próximas às aberturas, o que inclui árvores de maior porte, que, além de sombrear, ajudam a reduzir ruídos externos e atuam como um espécie de filtro, captando a poeira.

Mas, para conseguir os melhores resultados, é necessário sempre se levar em conta a forma e as características de desenvolvimento de cada planta, tanto no verão, quanto no inverno. Segundo os profissionais, uma boa dica é optar por árvores com folhas caducas, vegetação que, além de oferecer sombreamento sem bloquear a luz natural no verão, possibilita plena incidência de luz no inverno – período de queda das folhas.

Como se vê, fazer as pazes com o clima, ao contrário do que parece, não é missão impossível. Mesmo quem já construiu pode desfrutar de dias de conforto com a adoção de medidas simples. Para ajudar na tarefa, o Casa apresenta dicas e soluções de projeto de eficácia comprovada quando o assunto é garantir melhores condições térmicas entre quatro paredes – e pelos próximos invernos e verões.

Conforto Térmico e Qualidade de Vida


Fonte: Estadão - 05.04.2010

Brasil - Chuvas em volumes nunca antes registrados, trazendo em seu rastro enchentes e deslizamentos. Temperaturas nas alturas, acumulando recordes – um dos verões mais quentes das últimas décadas. Dias que, por certo, serão lembrados mais pelos excessos de calor (hemisfério sul) e frio (hemisfério norte) e pelas tempestades – principalmente frente a construções como as nossas, ainda pouco adaptadas às instabilidades climáticas.

“Eles sempre se mostraram interessados no assunto. Mas atualmente querem saber detalhes, se certificar de que a casa vai mesmo funcionar em boas condições de conforto térmico”, diz o arquiteto Lourenço Gimenes, do escritório Forte, Gimenes & Marcondes Ferraz (FGMF), profissional que vem se acostumando a abordar assuntos como ventilação cruzada e eficiência energética nos encontros com seus clientes.

Sempre preocupado com o desempenho global dos seus projetos, Gimenes afirma que, muitas vezes, são os fatores climáticos, mais do que elementos de ordem estética, que determinam as linhas gerais dos trabalhos da FGMF. A novidade é o interesse, e a preocupação, que os moradores têm demonstrado pelo tema. “Da localização das janelas, passando pelos elementos de proteção e de isolamento, eles querem saber de tudo”, relata o arquiteto, para quem, em se tratando de conforto térmico, não existe uma solução padrão, mas procedimentos que devem ser observados constantemente.

Posicionar a casa corretamente no terreno, de preferência com os ambientes que devem ser mais intensamente iluminados voltados para a face norte, e conhecer bem as características de insolação, sobretudo o ângulo de incidência dos raios solares, e o regime de ventos locais, são, segundo ele, critérios básicos para se dar início a qualquer projeto. No mais, tudo vai depender da habilidade de cada profissional em se adequar às condições locais.

Uma opinião compartilhada, em número e grau, pelo arquiteto Ricardo Julião, para quem as mais elevadas expressões construtivas da história da arquitetura são aquelas que guardaram estreita relação com seu entorno. “A transposição pura e simples de modelos de outros países, como as casas neoclássicas, normalmente sem beirais, ou os chalés alpinos, com telhados inclinados, são mais que aberrações estéticas. São soluções inadequadas ao nosso clima”, dispara ele.

Diante da ameaça de aquecimento global, Julião acredita que construções pouco eficientes em termos de desempenho térmico podem significar não apenas perda de qualidade de vida para seus habitantes mas um risco para todo o ambiente – na medida em que, um aumento de consumo causado pela adoção indiscriminada de aparelhos de ar condicionado, por exemplo, colabora para a criação de mais e mais usinas hidrelétricas ou termoelétricas (fontes de energia sabidamente capazes de acarretar grande impacto ambiental).

“Entre as consequências mais evidentes da urbanização acelerada, temos a formação de condições climáticas particulares, verdadeiros microclimas, resultado direto da atividade humana sobre a natureza. É preciso ficar atento aos riscos de inundações e desmoronamentos, mesmo na cidade”, alerta Julião. Segundo o arquiteto, a perda da camada vegetal – superfície natural de drenagem – é um dos desafios a serem enfrentados.

Assim, uma configuração residencial ideal seria aquela capaz de minimizar ao máximo seu impacto sobre o microclima e mais adaptada às condições de insolação e ventilação. “O conforto é obtido a partir da manipulação de um complexo conjunto de fatores: temperatura, umidade, circulação de ar e radiação solar. É a dosagem correta desses parâmetros que produz sensações térmicas agradáveis ou não”, explica Rodrigo Marcondes Ferraz, outro sócio da FGMF.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Casa Ecoeficiente


Fonte: Procel Info - 01.04.2010
São Paulo - Durante a exposição da Casa Alemã: A Casa Ecoeficiente, em São Paulo, no próximo dia 15 de abril, a AHK Brasil promoverá um seminário que terá a eficiência energética como tema. O objetivo é integrar as diversas áreas do conhecimento que envolvem a eficiência energética como foco de atuação.

Projetos de eficiência energética são um conjunto de medidas bem definidas que, quando implantadas, levam a uma redução, previamente determinada, dos custos de consumo de água e energia de uma empresa ou empreendimento, mantendo os níveis de produção e da qualidade do produto final. O potencial do estado de São Paulo neste mercado no setor industrial é da ordem de R$ 5 bilhões.

O seminário é gratuito, e as inscrições podem ser feitas pelo e-mail mambiente@ahkbrasil.com.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Prefeitura de Quissamã e Ampla Fazem Parceria




Fonte: Setorial News - 26.03.2010
Rio de Janeiro - A Secretaria Municipal de Ação Social de Quissamã e a Ampla Energia e Serviços fecharam uma parceria em benefício da população quissamaense. O objetivo é conscientizá-la quanto à importância da redução do consumo de energia elétrica. Para isso, nesta segunda-feira, dia 29 de março, às 14h30, acontecerá uma palestra gratuita sobre o uso eficiente da energia, no auditório da Prefeitura.

Na ocasião, os usuários dos serviços da concessionária deverão apresentar a conta com vencimento em fevereiro de 2010 paga e uma lâmpada incandescente queimada ou não.

"Quem apresentar ganhará uma lâmpada compacta econômica para contribuir na economia de luz de sua residência", disse a secretária de Ação Social, Elizabeth Sans, acrescentando que só terão direito à lâmpada pessoas maiores de idade e que assistirem a palestra.

Segundo Elizabeth, esse encontro é voltado, principalmente, para as pessoas com baixa renda inseridas nos programas sociais da Prefeitura. "Percebemos que a maioria dessas pessoas carentes têm contas de luz com tarifas muito altas e o nosso objetivo é cadastrá-las no programa de tarifa social da Ampla para que tenham um desconto na fatura mensal", ressaltou a secretária.

Savana na Amazônia




"O impacto mais desastroso poderá ser a extinção dramática da floresta amazônica e a transformação dessa área em grandes extensões de savana, com graves consequências para o clima da região, e talvez do mundo", informa o documento apresentado pelo colombiano Felipe Jaramillo, diretor regional do Bird para Equador, Bolívia, Peru e Venezuela.

O relatório prevê também "o desaparecimento dos Andes, o que modificaria a quantidade de água à disposição de diversos países e provocaria falta d'água a pelo menos 77 milhões de pessoas em 2020".

Para o Banco Mundial, isso representa também uma ameaça para a energia hidrelétrica, fonte de eletricidade dominante em muitos países da América do Sul.

"O aquecimento e a maior acidez dos oceanos podem causar a extinção progressiva dos arrecifes do Caribe, que abrigam aproximadamente 65% das espécies de peixes da bacia", afirma o Bird.

Esses corais, completa, oferecem proteção natural frente às tormentas marítimas e são fundamentais para o turismo.

As mudanças climáticas também provocarão danos no Golfo do México, o que tornará essa costa mais "vulnerável a furacões mais fortes e mais frequentes", completa o estudo.

O órgão multilateral informa que à medida que o planeta esquenta, há mudanças no calendário das chuvas e se multiplicam os episódios extremos, como as secas, inundações e incêndios florestais.

Banco Mundial Informa: Aquecimento Global Afetará Fortemente a América Latina


Aquecimento global afetará fortemente a América Latina, diz Banco Mundial

Fonte: G1 - 26.03.2010
Brasil - O aquecimento global pode provocar a drástica extinção da floresta amazônica e uma escassez de água que afetará 77 milhões de pessoas na América Latina e Caribe em 2020, segundo um relatório do Banco Mundial apresentado na última quinta-feira, 25 de março em Lima, no Peru.

O relatório "Desenvolvimento Mundial 2010: Desenvolvimento e Mudança Climática" adverte que os ecossistemas mais importantes estão sendo ameaçados nas nações latino-americanas e caribenhas.

O Bird destaca que ninguém está imune aos efeitos das variações do clima, mas que os países em desenvolvimento serão mais vulneráveis. Segundo as estimativas, esses países deverão arcar com de 75% a 80% dos custos causados pelos danos provocados pelo fenômeno.

Para os países dessa região, as mudanças climáticas representam "a ameaça de multiplicar as vulnerabilidades, destruindo os progressos conseguidos com tanto esforço e prejudicando fortemente as perspectivas de desenvolvimento".

Diante desse fenômeno, o Bird declarou que o problema das mudanças climáticas deve ser encarado com urgência e que não poderá ser resolvido se os países não cooperarem em escala mundial para melhorar a eficiência energética, desenvolver tecnologias limpas e ampliar os mecanismos que permitam absorver os gases de efeito estufa para proteger o meio ambiente.

A instituição adverte que os países desenvolvidos devem liderar esses esforços e reduzir abruptamente suas próprias emissões em até 80% até 2050, assim como colocar no mercado novas tecnologias e ajudar a financiar a transição dos países em desenvolvimento rumo à energia limpa.